quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

CATTLEYAS- As orquideas de flores encantadoras



Cattleya (a pronuncia em em português: Catléia)
É um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, muito popular, com inúmeros híbridos intergenéricos, amplamente disponíveis no comércio, que exercem enorme apelo e adaptam-se bem à coleções mistas de orquídeas. Desde que foi descoberto, a Cattleya tem sido talvez o gênero mais festejado e cultivado dentre todas as orquidáceas, provavelmente este é o gênero                   
Cattleya warnerii coerulea
que surge à nossa lembrança quando ouvimos o nome orquídea, servindo bem para exemplificar toda a família. Desde sua descoberta, as Cattleya tem sido usadas intensivamente para obtenção de híbridos de grande efeito ornamental. Nenhum outro gênero pode rivalizar em quantidade de híbridos vistosos obtidos. Sem dúvida as enormes e duráveis flores deste gênero contribuem enormemente para o desenvolvimento da orquidofilia. Uma das características das espécies deste gênero é serem muito variáveis. Algumas das espécies possuem diversas dezenas de variedades e centenas de clones. O interesse que despertam é tão grande que cada nuance de cor, mancha, pinta, ou forma é minuciosamente observado e descrito por taxonomistas e colecionadores, que dedicam-se com afinco a esta atividade, valorizando muito as raras variações de cores e padrões que cada uma dessas espécies tão variáveis é capar de produzir. Existem colecionadores que se concentram em cultivar algumas espécies de cattleyas , mas com centenas e centenas de plantas , das mais variadas cores e formas. Dedicam-se ainda apaixonadamente a cruzar espécies de flores grandes e redondas em busca da perfeição, é um trabalho de anos que dá muito resultado onde temos colecionadores de referencia mundial de algumas espécies, que podem chegar a cem mil reais. O gênero é tão valorizado que existem até livros tratando exclusivamente de cada espécie e suas variações. Hoje em dia, graças ao trabalho de orquidófilos amadores e profissionais, que através do cruzamento de clones de forma e cor excepcionais obtêm plantas de ainda maior qualidade do que muito dos antigos clones que acabam perdendo seu valor sendo mais acessíveis a qualquer colecionador!!


 


A melhoria das espécies está atingindo um nível tal que já se pode compará-la à longa genealogia de cruzamentos dos híbridos com sua relação de "Mães", avós e bisavós famosos. Algumas dessas espécies se tornaram tão perfeitas que já estão perdendo sua semelhança com as plantas encontradas na natureza que possuem cores comuns e flores menores e menos armadas.Nas fotos ao lado é possivel ver a diferença entre uma espécie nativa e uma já melhorada geneticamente. Comparando as duas é possivel ver a diferença no tamanho das petalas e sepalas e tambem no labelo.  




Distribuição das espécies de Cattleya-
São cerca de 112 espécies epífitas, de crescimento simpodial( brotam sempre por uma frente como se andassem pra frente. Dispersas pelas florestas tropicais da América Latina, do México à Argentina. Algumas espécies vivendo em áreas mais secas, submetidas a mais insolação, outras mais sombrias e úmidas, cerca de trinta espécies no Brasil. Existem desde o nível do mar até dois mil metros de altitude, adaptam-se a praticamente todos os climas latino americanos menos em áreas desérticas ou geladas. Tendem a passar essas características aos seus híbridos.
Cattleya luteola
Histórico - John Lindley botânico inglês.-1799/ 1865- descreveu sua espécie tipo, a Cattleya labiata, que havia sido enviada para a Inglaterra, em 1818,. Deste que foi estabelecido, o gênero Cattleya, ele apresentou trajetória regular, sem muitas alteraçõesdas espécies. Naturalmente, como acontece em muitos outros gêneros de espécies variáveis, algumas espécies longamente conhecidas sofreram alterações de nomes após descrições mais antigas terem sido revisadas e esclarecidas. Outras espécies foram consideradas espécies aceitas ou sinônimos em épocas variadas, por taxonomistas diversos, algo que ainda hoje em certa medida acontece.

Guarianthe bowringiana

 Recentemente quatro espécies da América Central foram removidas de Cattleya e classificadas no gênero Guarianthe, e a Cattleya araguaiensis passou a chamar-se Cattleyella araguaiensis.
Descrição - Pela aparência podemos dividir grosseiramente suas espécies em dois grupos principais, as bifoliadas e as unifoliadas. Além da óbvia diferença citada, as unifoliadas em regra têm porte muito menor, seus pseudobulbos são ovalado-fusiformes e lateralmente achatados, normalmente com menor quantidade de flores, mas estas bem maiores. Suas folhas também são maiores. As bifoliadas possuem pseudobulbos finos também denominados “cana” que não possuem reserva, são cilíndricos e podem ultrapassar um metro de comprimento em algumas espécies, e apresentam flores menores e mais estreitas, mas de modo geral em grande quantidade e com mais substância. Suas folhas são menores e mais largas e ovaladas. Todas possuem folhas coriáceas e, excetuados muito poucos casos, a floração dá-se do alto do pseudobulbo a partir de uma espata. As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a vinte á partir de inflorescência que emerge de um invólucro protetor chamado espata na base da folha. Durante o ano todo há espécies floridas. Têm o labelo livre da coluna, em algumas trilobado, e então abraçando a coluna, e em outras simples. Em todos os casos o labelo costuma ser muito vistoso e colorido, muitas vezes apresentando cores diversas dos demais segmentos florais. As flores apresentam quatro polínias e podem ser muito perfumadas.
Cattleya forbesi
Cultivo - De modo geral são plantas pouco exigentes, apropriadas para quem deseja iniciar uma coleção de orquídeas. As dicas de cultivo a seguir são condições encontradas na maior parte do Brasil, assim cada colecionador das diversas regiões devem adaptá-las às suas
condições locais, definindo iluminação, rega e substrato afim de aproximar do habitat natural da planta. São plantas que apreciam bastante luz, recomendando-se sombra aproximada de cinquenta por cento, umas mais outras menos; temperaturas variando diariamente entre25 e 35ºC, diurnas entre e noturnas entre 14-15ºC; sempre lembrando que espécies de altitude toleram muito mais variações de temperatura que espécies amazônicas; umidade acima de cinquenta por cento e boa ventilação; regas abundantes sempre que o substrato estiver completamente seco, mas com boa drenagem de modo que este não permaneça úmido mais que algumas horas após a rega; adubação semanal, mas bastante diluída é recomendada. Na época em que a planta não esteja apresentando crescimento vegetativo tanto a adubação como as regas devem ser diminuídas. As cattleya também podem ser divididas em plantas que enraízam antes da floração e plantas que enraízam depois da floração,  que são características que ajudam tanto na identificação de espécies parecida como a Cattleya loddigessii e a Cattleya harrisoniana, sendo que uma enraíza antes da floração e outra depois.


                      Lista das cattleyas



 Cattleyas bifoliadas, as que apresentam duas e, às vezes, até três folhas:


1. Cattleya aclandiae (Brasil)





2. Cattleya amethystoglossa (Brasil)





3. Cattleya bicolor (Sudeste do Brasil)





4. Cattleya dormaniana (Brasil)



5. Cattleya elongata (Brasil)




6. Cattleya forbesii (Brasil)





7. Cattleya granulosa (Brasil)






8. Cattleya guttata (Brasil)




9. Cattleya harrisoniana (Sudeste do Brasil)




10. Cattleya intermedia (Sudeste e Sul do Brasil, 
Paraguai, Uruguai)
Variedade orlata



11. Cattleya kerrii (Brasil)





12. Cattleya loddigesii (do Sudeste do Brasil ao Nordeste da Argentina)
Variedade punctata


13. Cattleya porphyroglossa (Brasil)



14. Cattleya schilleriana (Brasil)



15. Cattleya tenuis (Nordeste do Brasil)




16. Cattleya tigrina (Sudeste e Sul do Brasil)





17. Cattleya velutina (Brasil)






18. Cattleya violacea (Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, Bolívia, Peru e Equador).





Cattleyas monofoliadas -Grupo da Cattleya labiata, com pseudobulbos mais curtos e uma só folha no ápice. Espécies vistosas com poucas flores grandes.

1. Cattleya aurea (Sul do Panamá à Colômbia)






2. Cattleya candida (Colômbia)


3. Cattleya dowiana (Costa Rica)




4. Cattleya gaskelliana (Colômbia à Trinidad-Tobago).






5. Cattleya jenmanii (da Venezuela à Guiana)





6. Cattleya labiata (Brasil)
Variedade coerulea



7. Cattleya lueddemanniana (Norte da Venezuela)




8. Cattleya mendelii (Nordeste da Colômbia)





9. Cattleya mossiae (Norte da Venezuela)






10. Cattleya percivaliana (da Colômbia ao Oeste da Venezuela).



11. Cattleya rex (da Colômbia ao Norte do Peru)




12. Cattleya schroderae (Nordeste da Colômbia)



13. Cattleya trianae (Colômbia)





















14. Cattleya eldorado (Norte do Brasil)





15. Cattleya warneri (Leste do Brasil)



16. Cattleya warscewiczii/ Gigas(Colômbia)






    Cattleyas monofoliadas de flores pequenas

1. Cattleya iricolor (do Equador ao Peru)




2. Cattleya luteola (Norte do Brasil, do Equador à Bolivia)




3. Cattleya mooreana (Peru)





       Cattleyas do grupo da C. walkeriana



As vezes com pseudobulbo exclusivo para floração, parecendo florescer lateralmente, recurso que protege a planta do desgaste excessivo. Pseudobulbos curtos e ovoides com uma ou duas folhas. Poucas flores, em média duas por inflorescencia.


1. Cattleya nobilior (do Centro Oeste do Brasil à Bolívia).
























2. Cattleya walkeriana (Centro Oeste e Sudeste do Brasil).


Variedade coerulea






















                       Cattleyas atípicas

1. Cattleya lawrenceana (Venezuela, Guiana, Norte do Brasil)





2. Cattleya maxima (da Venezuela ao Peru)

























             hibridos intergenericos de cattleya 


Cattleya dolosa: hibrido de Cattleya walkeriana x Cattleya loddigessi

são híbridos naturais, ou seja resultantes do cruzamento por duas espécies naturais de Cattleya e que ocorrem na mesma area de floresta/Mata, sem nenhuma intervenção do homem...
Cattleya mesquitae: Cattleya walkeriana x Cattleya nobilior



        
 PADRÃO DE ENRAIZAMENTO DOS PSEUDOBULBOS DE CATTLEYA 

Saber sobre o padrão de enraizamento de uma determinada espécie de Cattleya é muito interessante pois nos ajuda na hora de decidir sobre o replante e também para identificação de espécies  muito parecidas mas com enraizamento diferente.
 Essa informação ajuda aos orquidófilos que fazem cruzamentos pois essa cacaracterísticas são passadas para os híbridos. Esse padrão foi dividido em grupos:


Grupo A: CATTLEYAS QUE ENRAIZAM O PSEUDOBULBO ANTES DA FLORAÇÃO
MONOFOLIADAS
BIFOLIADAS

C. maxima
C. bowringiana
C. labiata
C. loddigesii
C. jenmanii
C. deckeri
C. mooreana
C. amethystoglossa
C. percivaliana
C. aurantiaca
C. quadricolor
C. intermedia
C. trianaei
C. skinneri
C. schroderae
C. lawrenciana
C. iricolor
C. mossiae
C. luteola
C. mendelii

Grupo B: CATTLEYAS QUE ENRAIZAM O PSEUDOBULBO DEPOIS DA FLORAÇÃO
MONOFOLIADAS
BIFOLIADAS

C. lueddemanniana
C. schilleriana
C. warneri
C. forbesii
C. warscewiczii (gigas)
C. porphyroglossa
C. dowiana
C. granulosa
C. rex
C. harrisoniana
C. gaskelliana
C. leopoldii
C. aurea
C. schofieldiana
C. eldorado
C. tenuis
C. velutina
C. bicolor
C. elongata
C. guttata

Grupo C: CATTLEYAS SEM PADRÃO DE ENRAIZAMENTO DO PSEUDOBULBO

C. violacea
C. aclandiae
C. walkeriana
C. nobilior





                                       Bom cultivo!!