terça-feira, 27 de janeiro de 2015

ORQUIDEAS, O COMEÇO DE TUDO!





Cattleya intermedia no habitat/ FOTO: Luiz Felipe Varella




Das primeiras descobertas às aventuras nas  viagens de exploração, as plantas ornamentais tropicais e as orquídeas despertavam o fascínio e a cobiça dos grandes coletores daquela época financiados por colecionadores, grandes floriculturas e casas de leilão.
Phalaenopsis no habitat natural. hoje em dia é uma das
espécies mais comuns no Brasil.
No primeiro quarto do século 19, os coletores viajavam de barco às longínquas florestas do mundo, à procura de novas espécies exóticas e tropicais além de sementes de árvores. Milhares de plantas eram coletadas e muitas completamente diferentes daquelas desejadas pelas floriculturas, eram levadas, pois podiam despertar interesse e dinheiro.

A grande quantidade de plantas trazida para a Europa, vindo de varias florestas pelo mundo todo, entre 1890 e 1900 era algo inimaginável e chegou a números de extinção, quando a importação de 30 mil plantas de uma mesma espécie, tornou-se comum, fora o resto da carga. As plantas ficavam esperando no cais empilhadas e muitas morriam ali mesmo.  Elas Viajavam de navio e eram vendidas em leilões poucas horas após a chegada e em meio a muita agitação  Os caçadores de orquídeas, que arriscavam suas vidas nessas coletas, eram considerados verdadeiros heróis e as histórias de suas aventuras eram lidas como contos. As traições e estratagemas que usavam para enganar uns aos outros fariam inveja à espionagem industrial dos nossos dias. Porém, todo esse trabalho era destrutivo e sofreu um rápido final com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, em 1914.

Cattleya schilleriana
Várias tentativas foram feitas para cultivar muitos tipos de orquídeas, porém sem êxito, por causa das informações passadas pelos coletores sobre o meio ambiente do qual elas viviam que eram imitadas de forma errada e também por causa das estufas que foram criadas de maneira incorreta para esse fim. Com a fundação da Horticultural Society, em 1809, a horticultura teve um grande incremento: as orquídeas deixaram de ser olhadas como meras curiosidades e passaram a ser seriamente cultivadas. O sr.Joseph Banks foi bem sucedido no cultivo de orquídeas em sua casa, perto de Richmond Surrey, de 1815 a 1827. O curador do Jardim Botânico de Trinidad enviou muitas orquídeas a Kew, na Inglaterra, com instruções detalhadas para seu cultivo. Nessa época, a Horticultural Society começou a fazer experiências, sob a direção do dr. Lindley, a fim de descobrir o melhor método para o cultivo das orquídeas. 

Epidendrum Mosenii
Os resultados dessa pesquisa foram publicados em 1830, porém não foi feita menção à ventilação e às diversas necessidades que os diferentes tipos de orquídeas têm nos seus hábitats naturais.. Os coletores realizaram meticulosas descrições desses hábitats e suas condições, que eram completamente diferentes do tratamento que lhes davam até então (vapor seco provocado pela queima de combustível sólido sob estufas hermeticamente fechadas). Jardineiros práticos entenderam o valor da ventilação e do controle de temperatura, que foram vistos e copiados. O mais notável desses jardineiros práticos foi Joseph Paxtn, que foi encarregado dos jardins do Duque de Devonshire, em Chatsworth. Essa coleção começou em 1833 e foi sempre melhorada e aumentada com a aquisição de boas variedades e a importação de espécies raras. Ele era tão entusiasmado que enviou seu próprio coletor - Gibson - às colinas Khasia, na Ásia. Depois de ter viajado pelo rio Bramaputra até Assam, Gibson comunicou que já havia coletado 50 espécies diferentes. Muitas delas eram desconhecidas dos orquidicultores europeus. O jardineiro Paxton passou a divulgar seus métodos de trabalho para benefício de outros cultivadores e, em 1834, começou a publicar o Botanic Magazine, em que relatava o progresso do cultivo dos diferentes gêneros de orquídeas, o que lhe deu muita fama. Depois de 15 anos, essa publicação teve o nome mudado para Paxton`s Flowers Gardens. John Lindley tornou-se o editor e continuou a divulgar a cultura de orquídeas.
Maxillaria tenuifolia
Os estabelecimentos comerciais, como as pequenas estufas de York ou as grandes empresas de Veith, Loddiges, Rollisons & Low, elaboraram novos métodos de cultura. Nessa época, os grandes estabelecimentos comerciais começaram a enviar coletores mais capazes e conscientes.Típica desse tempo é a história que se repete em algumas das viagens de Veith. Em 1840, ele enviou William Lobb, um jovem da Cornualha, como encarregado de viveiros, numa expedição de coleta à América do Sul. Ele chegou ao Rio de Janeiro e descobriu muitas espécies belíssimas de orquídeas, raras na Inglaterra. Assim, tornou-se o primeiro coletor comercial do mundo. Uma das espécies introduzidas na Inglaterra foi o Cypriopedium ( hoje, Phragmopedilum) caudatum, do Peru.
Phragmopedilum caudatum

 Tinha grandes flores com pétalas longas marrom-avermelhadas, com 1 metro de comprimento, verde-amareladas na sua base e com sépala dorsal de cor amarelo-creme, tingida e riscada de verde. Três anos mais tarde, o irmão de Veith, Tomas, também mandou um coletor que provou ser o mais bem-sucedido dos caçadores de plantas de Veith, porque seu contrato lhe permitia escolher onde coletar. Ele viajou para o oriente e visito Java e as ilhas adjacentes. Na segunda viagem, foi enviado à Índia por 3 anos e chegou a Calcutá, no dia de Natal de 1848. Trabalhou para Veith por dois anos e, durante esse tempo, coletou sementes e plantas, inclusive cerca de 30 espécies diferentes de orquídeas, muitas das quais foram cultivadas pela primeira vez fora de seu hábitat. Muitas delas são familiares aos orquidicultores modernos, como a Vanda caerulea, que foi descoberta por W.Griffiths em 1837 e que é um dos mais belos membros azuis das orquidáceas. Há também o Paphiopedilum villosum, de cor laranja-avermelhado brilhante, tingido de verde e púrpura.
Cattleya aurantiaca
Embora tenha ficado muito tempo coletando plantas no Noroeste da Índia, em Assam e Khasia Hills, coletou muitas orquídeas belíssimas em Burma. Visitou, então, o arquipélago Malaio Meridional, as ilhas de Labuan e Sarawak, indo depois para as Filipinas, onde fez coletas nos arredores de Manila. A despeito de todas suas vigens, passando privações e perigos, viveu até 1894, gozando pacífico isolamento na sua Cornualha natal - um caso especial, já que geralmente os coletores morriam cedo, vitimados por doenças tropicais ou pela hostilidade do meio em que trabalhavam. Às vezes, suas trágicas mortes resultavam de um capricho da sorte. Por exemplo, David Bowman, tendo coletado um grande número de plantas perto de Bogotá, na Colômbia, sofreu um grande roubo, quase na véspera de sua partida para a Inglaterra, e foi obrigado a adiar sua viagem. Fazendo novas coletas, contraiu desinteria, durante essa estada forçada, e morreu pouco tempo depois. Igualmente um filho de Veith, John Gould, que foi muito bem sucedido na coléta de várias espécies de Phalenopsis nas Filipinas, morreu de uma infecção pulmonar, aos 31 anos de idade.

Muitas vezes apareciam coletores de plantas que vinham de trabalhos alheios aos meios hortículas. A posição de J. Henry Chesterton, por exemplo, antes de se interessar por orquídeas, era a de mais nobre entre os nobres. Após ter aprendido a embalar plantas para longas viagens, nos viveiros de Veith, em Chelsea, ele desapareceu por muito tempo, reaparecendo com "uma coleção de orquídeas tão bem embaladas e cuidadas que chegaram nas melhores condições possíveis", conforme dizeres da época. Depois, viajou muito pela América do Sul, sendo muito bem sucedido onde outros coletores haviam falhado. Coletou e introduziu na Inglaterra a muito procurada Odontoglossum escarlate, agora classificada como Miltonia vexillaria.
Flor do epidendrum wallisii
epidendrum wallisii-
Um dos mais estranhos e bem sucedidos coletores de Veith foi Gustave Wallis. Nasceu surdo e, portanto, era incapaz de articular sons até os 6 anos de idade. No entanto, superou as dificuldades e tornou-se poliglota. Aprendeu jardinagem numa empresa de Detmond, Na Alemanha, vindo para o Brasil a fim de iniciar uma filial. Quando a firma faliu, em 1858, ele estava em dificuldades financeiras e ofereceu-se a Linden, de Bruxelas, para coletar plantas. Percorreu o Rio Amazonas e seus maiores afluentes, da foz à nascente. Uniu-se a Veith, em 1870, e enviou-lhe plantas de Nova Granada, inclusive o perfumado Epidendrum Wallisii. Essa planta é notável pelo tamanho de suas belas folhas amarelo-ouro, maculadas de carmim.
Naquela época, além de coletores profissionais, contratados pelas grandes empresas, também pessoas que viviam nos países em que vicejavam orquídeas procuravam as firmas e se ofereciam para trabalhar gratuitamente. Entre essas havia um certo Coronel Benson, que enviou a Veith muitas raras e novas plantas de Burma. O sr. Hugh Low, secretário colonial de Labuan, Borneo do Norte, descobriu ali muitas orquídeas desconhecidas, e o sr. G. Ure Skinner enviou a Veith e à Horticultural Society, em Londres, muitas espécies da Guatemala. Bateman, autor de Orchidaceae of Mexico and Guatemala, solicitou ajuda ao Sr.Skinner e recebeu uma resposta positiva.

 Logo após, trabalhou muito para trazer plantas das matas da Guatemala, transferindo-as para sua terra natal (Inglaterra). Ele pode ser considerado o introdutor de um grande número de novas e belas orquídeas na Europa, mais do que todos os coletores de outras nações. Há muitas espécies guatemaltecas com o seu nome ( Cattleya skinnerii, etc.). No final de 1870, o nome de Frederick Sander começou a aparecer freqüentemente nos círculos orquidófilos e, no fim do século, a Hause Sander veio a dominar o mundo das caçadas das orquídeas. Ele usava grande quantidade de coletores ao mesmo tempo, sendo os melhores deles Arnold, Forget e Micholitz. Muitas vezes havia homens coletando na mesma região do mundo, havendo competição não somente entre a sua empresa e as rivais, mas entre os seus próprios coletores. Suas batalhas mais ásperas foram contra Low, cujo chefe de coletores era Boxall, e contra a firma de Linden, da Bélgica, cujos principais coletores eram Claes e Bungerroth. Sander teve interesse pessoal do progresso dos seus coletores, escrevendo freqüentemente muitas cartas e avisos, instruindo-os muitas vezes a gastarem dias ou até semanas despistando, deixando informações falsas, se suspeitassem estar em vias de descobrir alguma planta boa em algum lugar. Em uma de suas cartas, Sander, tendo sido perturbado em seus negócios por Low, para sobrepujá-lo escreveu a Arnold: "Até agora tenho sido capaz de controlar Low. A partir de agora ele é alguém com quem uma luta vale a pena.... mesmo que um dia um de nós caia. A partir de agora, nós deveremos fazer tudo o que for possível para ganhar sempre. Espero que ao receber esta carta esteja a caminho de Merida e chegue lá antes de White ( coletor de Low). Isso será suficiente para que ganhemos". Em outra carta a Arnold, avisou que ouviu dizer que um "demônio" da firma Veiyh, chamado Burke, estava atrás dele. Um dos maiores trunfos de Sander foi a introdução, em 1881, da Vanda sanderiana.
Vanda sanderiana
 Ela foi descrita por Reichenback, no Gardner`s Chronicle, como a "maior novidade introduzida na Europa em muitos anos - um dia glorioso, do extremo da sépala dorsal ao extremo das laterais, a flor mede 12,5 cm. A sépala dorsal e as pétalas são de cor malva com algumas listras purpúreas; as sépalas laterais são amarelas, mescladas com tons marrom-escuro e verde. A coluna é amarelo-ouro. Algumas plantas desenvolvem cinco pêndulosao mesmo tempo. Uma delas apresentou três hastes florais com 47 flores e botões, tendo 34 abertos ao mesmo tempo, com a aparência de um grande buquê. Foi inicialmente coletada por Carl Roebelin, em Mindanao, nas Filipinas, nas mais dramáticas circunstâncias, como relata Arthue Swinson no "The Orchid King": " Na sua chegada à ilha, Roebelin ouviu rumores sobre uma bela orquídea vermelha que crescia na costa norte e que, pela sua descrição, deveria ser uma espécie se Phalaenopsis. Tendo sido mal sucedida sua busca nessa costa, ele a abandonou, principalmente por ter ouvido falar de uma orquídea do tamanho de um prato que crescia nas margens de um lago no interior da ilha.
Com o auxílio de um comerciante chinês como intérprete e guia, ele seguiu rio acima, para o lago, até naufragar numa tempestade, com ventos muito fortes, que transformou as águas do rio em ondas gigantescas. Foi salvo por alguns selvagens, que felizmente viviam bem com os europeus por causa da ajuda que recebiam numa guerra mantida com a tribo vizinha. Logo em seguida, ouviram-se tropas dos selvagens inimigos que se aproximavam da aldeia. Mais uma vez a sorte sorriu a Roebelin e seus salvadores ganharam a batalha, sendo alojados na cabana do chefe da tribo, sobre uma árvore.
Nas palavras de Frederick Boyle, naquela noite pairava um rugido e uma sensação na floresta como se o dia do Juízo Final houvesse chegado: "Estrondos e gritos estridentes, barulhos de árvores que tombavam  e o troar de ondas gigantescas alem de um trovão tão forte como jamais um mortal havia ouvido, dominando tudo". Agarrando-se ao assoalho da cabana e com corpos atirados e passando por eles, varando as frágeis paredes, na escuridão... Roebelin estava no centro do pior terremoto que as Filipinas já haviam visto!
 Quando os tremores cessaram e o dia clareou, ele ainda estava sob o assoalho da cabana. Com as paredes aos pedaços ele viu, não o escarlate Phalenopsis que estivera procurando, mas uma das mais belas orquídeas que alguém jamais havia visto: uma glória em malva, purpúra, dourado e marrom - a Vanda sanderiana havia sido descoberta.

Vanda Sanderiana
Muitas histórias semelhantes podem ser contadas sobre a descoberta de várias espécies de orquídeas, com os coletores sempre mostrando coragem e intrepidez. Fosterman, um outro coletor da firma Sander, passou muitos meses em Assam, à procura do Cypripedium spicerianum, até então uma orquídea desconhecida que havia florescido pela primeira vez na coleção de uma senhora em Winbledon e que foi sensação nos salões de leilão, em Londres. Sua procura levou-o a selvas tão densas que o único meio de progredir era pelos regatos que desciam das montanhas cobertas de neve e, quando estava para desistir pela exaustão, numa curva deparou-se frente a frente com um grande número dessa espécie crescendo no topo de uma saliência rochosa sobre o riacho. Suas aventuras não terminaram aí. Ele teve que abater um tigre que estava destruindo a aldeia de onde tinham vindo os carregadores, que aceitaram levar as plantas até o rio Bramaputra. Foi tão bem sucedido, que mais tarde Sander ofereceu à venda 40 mil exemplares do Cypripedium spicerianum num só dia de leilão no Steven`s Auction Room.
Quando era descoberta uma área na selva em que uma só espécie crescia aos milhares, e se essa orquídea pudesse ser vendida na Inglaterra, o coletor limpava a área totalmente, tanto para aumentar seus ganhos como para não dar chance aos outros coletores. As plantas eram transportadas muitas vezes por centenas de quilômetros para o porto mais próximo, a fim de serem remetidas para a Inglaterra para a distribuição entre os leiloeiros de Londres.
Dendrobium chrisanthum
Freqüentemente, quando chegavam ao porto, elas apodreciam lentamente ao sol, enquanto esperavam por um navio. Depois de embarcadas, eram perdidas no mar ou, ainda, antes de serem colocadas a bordo, acontecia como Roebelin (o último a tentar encontrar o Phalaenopsis escarlate) escreveu para Sander de Manila: "Uma grande desventura abateu-se sobre mim, destruindo todas as plantas que tinha!!! Que falta de sorte!!! No horroroso furacão, tudo pelos ares. Antes do terceiro dia não foi possível ver as plantas e elas estavam atiradas ao chão e as cabanas inundadas com lama e água salgada. Não restou nenhum dos 21 mil exemplares. Tudo o que eu tinha". Assim, Roebelin teve de voltar a coletar mais plantas. Outro caso é o de Micholitz que, finalmente depois de redescobrir o Dendrobium, a Phalaenopsis e o Schroederianum, viu toda a sua carga - que valia milhões de libras - ir-se em chamas quando o navio em que estava embarcado pegou fogo no porto de Macassar, nas ilhas Cebeles. A troca de telegramas entre Micholitz e Sander revela muito da indomável vontade deste. Como relatada por Swinson, Micholitz telegrafou: "Navio queimou.Que devo fazer???Micholitz". A resposta de Sander: "Volte a coletar novamente". Micholitz replicou: "Muito tardr.Estação das chuvas". Porém, Sander era indomável e respondeu: "Volte a coletar", e os Dendrobiuns foram leiloados em 16 de Outubro de 1891.

Dendrobium thyrsiflorum

 As casas ou salas de leilão de Londres serviam como casas de divulgação de orquidofilia, onde as dezenas de plantas eram rápida e eficientemente distribuídas entre os ávidos aficionados da época. Inicialmente, a J.C Steve`s Auction Rooms manuseou o grande volume de importações de plantas, mas depois que Sander teve uma disputa com Stevens, a maior parte das importações passaram a ser feitas pela Protheroe and Morris. Eles manuseavam milhares de espécies de orquídeas durante o auge das importações e iniciaram o leiloar de híbridos depois que começou a declinar o interesse pelas espécies. Sua casa de leilão iniciou a indústria das orquídeas, que infelizmente foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial por uma bomba. Mesmo assim, a firma Protheroe, Reynolds and Easton ainda continua a leiloar orquídeas.
A excitação gerada pela notícia de uma nova e rara espécie - Vanda sanderiana, por exemplo - era imensa e os salões ficavam repletos muito antes do início do leilão. Centenas de orquidófilos de cartola chegavam de cabriolé ou carruagens, para tentar avaliar o preço de cada planta.
Cattleya labiata
Com a grande guerra de 1914, chegou ao fim à coleta de orquídeas em grande escala. Ela já havia declinado desde 1900 por diversas razões. Uma delas era que as selvas tinham sido tão vasculhadas à procura de novas plantas que parecia restar somente uma pequena parcela de plantas sem valor. E também com a descoberta das hibridações, cujas flores tornaram-se mais populares com sua variedade de cores, formas e tamanho. . Os anos de guerra viram o fim de muitos orquidários particulares e as firmas comerciais  sofrendo esse grande golpe acreditavam que a recuperação seria dolorosa e demorada. Já não podiam gastar em viagens de coleta, pois tornaram-se caras . As coleções particulares e as firmas foram reconstituídas baseando-se mais em híbridos.
As espécies, que antes de 1914 eram muitas, foram diminuindo, e aquele dilúvio do fim do século 19 havia acabado. Antes que essa coleta se reiniciasse, os governos dos países que ainda possuíam orquídeas nativas impuseram restrições à coleta e à exportação de plantas vivas. A idade de “ouro” das orquídeas na Inglaterra havia chegado ao fim.



REFLEXÃO:
O grande número de orquídeas que foram coletadas e perdidas e o impacto ambiental que causou  deixa triste que lê essa história pois muitas plantas foram extintas sem mesmo nem conhecermos...e  muitas são apenas encontradas em coleções particulares. A idéias de divulgar esse texto é conscientizar sobre a importância da preservação de nossas florestas e todas as plantas que ali habitam. Hoje com a propagação dos métodos de cultivo é possível encontrar praticamente mais de 20 mil espécies de orquídeas e mais de 200 mil híbridos diferentes  do mundo todo em orquidários espalhados pelas cidades. Orquideas estão vivas e merecem ser tratadas como todos, quem cultiva se transforma a medida que descobre como é a vida de quem se insere no meio e na natureza passando a fazer parte do todo.
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