sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cattleya Maxima- Maximo encanto



Cattleya maxima tipo

A Cattleya Maxima é uma espécie do gênero Cattleya pertencente  ao grupo das Cattleyas unifoliadas. De característica epífita essa espécie também é encontrada vegetando como rupícola. 
A ocorrência da Cattleya Maxima na natureza é nas florestas tropicais secas do Equador e Peru, a espécie cresce em colônias vegetando ou em rochas carregada de detritos vegetais  acumulado sobre elas ou em vários tipos de árvores dentro da floresta e é encontrada nas províncias de El Oro, Guayas, Loja, Santa Elena, Manabi e Los Rios, e florestas da base da Cordilheira dos Andes do Peru, Equador e Colômbia. 

É uma espécie de clima quentes, onde as temperaturas mínimas noturnas nos meses mais frios raramente abaixo de 14 ° C, e as elevações do dia nos meses mais quentes, pode passar de 30 °C.
Mas apesar de quente o habitat da Cattleya Maxima  mesmo em tempos de seca  tem o benefício de uma névoa umida constante que permite a precipitação, mesmo nas estações de seca e uma humidade constante de 70 a 80% em média.
A espécie possui pseudobulbos de até 30 centímetros, sulcados e claviformes; A folha é coriácea de 20 centímetros de comprimento verde-brilhante. 




Seu nome vem desse porte elevado bem maior que as outras Cattleyas unifoliadas.
C.maxima coerulea
Na natureza é possível encontrar a cor típica com flores cor de rosa e o labelo desenhado  venoso cor lilás em diferentes tons mais claros e uma faixa amarelo escuro saindo da garganta do labelo, e alem dessa cor, poucas plantas de cores alba, semialba, coerulea e concolor.  A floração  aparece a partir do ápice do pseudobulbo dentro de espata  em numero de 5-á 13 flores. Sua época de floração no equador é dezembro e lá ela é conhecida como a “flor de navidad”, ou flor de natal. Saindo de lá e em climas diferentes sua floração também ocorre em épocas diferentes... praticamente pode ocorrer de  junho até dezembro. No cultivo em estufa é considerado de média dificuldade, podendo ser cultivada com muita luz ventilação media e umidade acima de 50%.A espécie ainda é pouco cultivada se comparada a outras cattleyas, mais pelas exigencias de cultivo do que por sua beleza Maxima!

Cattleya maxima concolor
O cultivo da Cattleya máxima, basicamente é sol sob o sombrite de 50% com uma otima umidade ambiente, boa ventilação e regas apenas quando substrato estiver seco.
Pode ser plantada em vaso plástico ou  vaso cerâmico, mas cada opção com um substrato diferente.
Na cerâmica pode utilizar como substrato a casca de pínus, chips de coco e carvão vegetal, , mas fazer um dreno no fundo para que o substrato fique raso assim secara mais rápido. No vaso plástico ai as opções tem que ser de secagem  mais rápida, como o carvão vegetal  e pedaços de madeira dura , alem de pedras(seixo rolado, brita) e com dreno no fundo do vaso, tres dedos. Pode usar isopor ou pedra também. Fazer furos na lateral do vaso tambem vale para aumentar a aeração.
Cattleya maxima semi alba
Como floresce apenas uma vez no ano, a adubação tem um ciclo óbvio. Na fase de crescimento aplicar um fertilizante completo, orgânico, em todo o substrato, seguindo a recomendação do fabricante, para estimular a brotação, e Semanalmente um NPK de manutenção para plantas adultas, fórmula 20.20.20 até o amadurecimento dos novos pseudobulbos. Em seguida, a planta entra em dormência até a sua floração. O enraizamento da Cattleya Maxima é antes da floração. Para que usa só um tipo de adubo apos o replante use o adubo semanalmente para ajudar a brotação a desenvolver plenamente.








sábado, 21 de fevereiro de 2015

TIPOS DE SUBSTRATO- usando a criatividade



A finalidade do substrato é servir de apoio para a orquídea, de maneira que as raízes se agarrem e permaneçam firmes (mas sem compactação), além de permitir retenção de umidade, de circulação de ar e de nutrientes provenientes da adubação.
O Brasil foi agraciado com uma extensa e rica diversidade natural e constantemente somos surpreendidos com novas maneiras de tirar proveito dessa quantidade de opções sem agredir a natureza usando de forma renovável e sustentável esse presente.
 O planeta precisa com urgência utilizar materiais reciclados e resíduos provenientes da agroindústria visando diminuir a produção de lixo.

Os orquidófilos e também os orquidários profissionais podem e tem contribuído pesquisando e usando materiais que são descartados em sua região sendo usados como substratos alternativos ou até drenagem para os vasos.
Ao contrario do que pode parecer, não é complicado encontra-los.

 O que falta às vezes é informação e conhecimento para adequá-los as necessidades das orquídeas.
O ideal é que seja volumoso, de média a alta porosidade e de baixa densidade (leve), no aspecto químico a acidez (PH entre 5 e 6) e baixa salinidade são qualidades que propiciam um bom enraizamento e por fim a ausência de fitopatógenos e pragas. Abaixo uma lista dos substratos mais usados para orquideas e suas respectivas características e secagem:



1º-   Fibra, Chips e casca de coco:
 As empresas que processam e comercializam esse tipo de substrato utilizam de técnicas para dessalinização e esterilização, porque suas fibras são salinas e podem necrosar as raízes das epífitas. Sua durabilidade é de dois anos em média e pode ser usado puro ou misturado a outro substrato.  Placas de fibra de coco não são indicadas e não devem ser utilizadas porque as plantas não enraízam, pois a cola usada para formar a placa de fibra é tóxica. Secagem moderada. PH: 5,5 A 6,0


2º-    Musgo esfagno:
 É um substrato que possui o mesmo problema do xaxim, pois é retirado dos leitos dos rios o que causa impacto ambiental e pode causar a sua extinção. Atualmente existem empresas que cultivam esse musgo para minimizar esse problema, mas em contra partida encareceu o seu custo. Possui PH favorável estimulando o enraizamento, por esse motivo é muito usado em plantas novas que precisam de cuidados especiais e também em substratos mistos mantendo a umidade necessária por mais tempo evitando o apodrecimento das raízes. Tem o inconveniente de se deteriorar rapidamente com o excesso de chuvas ou regas. Secagem moderada. PH 3,5 A 4,2

3º-    Carvão vegetal: Novo sem uso, pois se for reaproveitado pode prejudicar a planta. Obtido da carbonização de madeira ou lenha esse elemento alcança ótimo desempenho como substrato, principalmente em locais úmidos, porque é bastante aerado, facilitando a drenagem e diminuindo o risco de encharcamento das raízes. O carvão é um bactericida natural e ajuda a manter a planta saudável e é ainda repelente de algumas pragas como caramujo e lesma. Por ser muito drenante é recomendado usá-lo acompanhado de outro substrato que retenha agua. O único cuidado que se deve ter com o carvão é que esse produto fica impregnado com o sal proveniente das adubações e precisa ser “lavado” uma vez por mês, por isso deve-se regar o vaso abundante com agua limpa. Dura em média 2 a 3 anos, depois fica saturado de sais minerais e começa a esfarelar alem de ser inerte, não possuindo os nutrientes necessários para o desenvolvimento do exemplar necessitando de adubação constante. Secagem rápida. PH: neutro




4º-    Casca de pinus: trata-se da casca de madeira picada. Utilizada em varias granulometrias, é o substrato mais usado atualmente. Geralmente é misturada com outro substrato como o carvão mineral para melhor aeração. É um substrato que mantém umidade por um período de tempo e também a adubação, não oferece muita firmeza para sustentar a planta sendo às vezes necessário tutora-la, outra opção é utilizar junto seixo rolado (pequenas pedras), que ajuda a fixar a planta. Em geral é vendido em sacos plásticos, mas sem tratamento por isso antes de usar é necessário retirar o excesso de tanino (substancia presente na madeira) deixando de molho e trocando a agua até que ela fique cristalina. Esse processo pode levar alguns dias e ao final é recomendado esterilizar com agua sanitária na ultima troca de agua para matar possíveis pragas e fungos, depois deixar secar por um período para que evapore o excesso de cloro. Tem durabilidade média de um a dois anos no máximo. Secagem moderada. PH: 4,0 a 4,5




-    Casca ou tronco de madeiras: 
 Pode ser utilizada na forma de placas, toquinhos ou          pedaços. Antes de escolher qual madeira usar é necessário saber a quantidade de tanino presente, pois é uma substancia que em excesso  prejudica a planta queimando as raízes. As melhores placas são a de peroba rosa que além de rugosa, tem grande durabilidade. As madeiras provenientes de árvores frutíferas também são compatíveis e os toquinhos de pau santo, pau branco do serrado, lixeira, corticeira e outras de casca grossa, leve e porosa favorecem o enraizamento. É um substrato que pode ser usado como “vaso” deixado pendurado com arame, mas também podem ser usados dentro de cachepos ou até mesmo vasos de barro formando bonitas composições, pois a planta tende a “caminhar” sobre a casca ficando com um aspecto bem próximo do que é visto nas florestas. Secagem super-rápida PH: 4,0 a 4.5




.6º-    Casca de macadâmia:
 A macadamia é um tipo de castanha (fruto) e seu uso tem aumentado gradativamente substituindo outras opções de substrato, pois tem mais dureza que a casca de pinus e durabilidade superior, além de ser rica em ácido fítico, que é liberado lentamente. O acido fítico é utilizada pelas plantas para armazenamento de fósforo, que é um nutriente responsável pela floração.  Como a planta absorve fósforo em pequenas quantidades, não mais que 15% nos fertilizantes solúveis, é recomendável sua presença no meio de cultivo. Outras cascas de castanha também podem e tem sido utilizadas como a castanha do Pará, o caroço de macaúba,  o caroço de açaí, juçara, bocaiuva, pindó, etc. Todas essa opções são riquezas regionais sendo mais difícil de encontrar fora da região de origem. Com exceção da casca da macadamia que é encontrada mais facilmente, pois a castanha macadamia é atualmente muito usada na indústria alimentícia e o descarte da casca tem sido usado como substrato. Secagem rápida.



BRITA GRANITICA
-  Seixo rolado de rio, pedra brita, rochas em geral: são facilmente encontradas e seu uso muito recomendado como dreno no fundo dos vasos, porque além de não manter a umidade melhora o peso do vaso. Se for usado como substrato  ajudam no enraizamento das plantas, pois fixam a planta com maior facilidade devido ao peso, liberam cálcio que é usado pelas plantas mas que em excesso é prejudicial. Por isso não é indicado o uso puro, o que traz como desvantagem o peso maior que os compostos orgânicos, e a necessidade de muita adubação, além das regas constantes. A opção indicada é utilizar esse substrato junto com outro que absorva agua e adubo. Secagem super-rápida. PH: neutro


8º-     Isopor ou poliestireno expandido: É um material adotado em larga escala pelos grandes orquidários porque possui muitas qualidades no uso como mistura no substrato para orquídeas e também como dreno no fundo dos vasos.  É muito leve, não absorve agua, resolvendo um problema de aeração, durabilidade extremamente alta, tendo pouca ou nenhuma reciclagem é encontrado com facilidade dentro de embalagens de eletrodomésticos, e descartes em geral.  Não libera nenhum tipo de substancia sendo totalmente atóxico. Secagem super-rápida. PH: neutro





9º-    Casca de arroz carbonizada:
 As cascas de arroz têm baixa densidade e peso específico, além de lenta biodegradação, permanecendo em sua forma original por longos períodos de tempo. Apresentam um alto poder energético, já que contêm quase 80% de seu peso em carbono. Suas cinzas são compostas basicamente de sílica o que gera maior proteção contra doenças, são livre de plantas daninhas, nematóides e patógenos. Proporciona ótima aeração, pois retém pouca agua, mas como desvantagem não é facilmente achada, pois é descarte da indústria alimentícia que beneficia o arroz, sendo encontrada em lugares específicos necessitando pesquisa que pode ser feito pela Internet. Secagem rápida. PH:  6,0 a 7,0


       COMO ESCOLHER E USAR OS SUBSTRATOS




Todos esses substratos em geral são usados separados ou misturados, COMO NO EXEMPLO DA FOTO ACIMA.
 A maneira certa de escolher qual usar é ter em mente que a mistura ideal é aquela em que se tem um substrato que acumula umidade e outro que não acumula, permitindo boa aeração e retenção mínima de nutrientes além de PH equilibrado permitindo assim um bom enraizamento da planta além de uma durabilidade mínima que respeite o ciclo vegetal das orquídeas sem se deteriorar. Em geral dois anos é uma boa durabilidade.

Podem-se misturar dois ou mais substratos levando-se em conta que a secagem depende não só do substrato escolhido, mas também do tipo de vaso.Essa mistura  na foto abaixo pode ser usada para a maioria das orquideas e dura em média 2 anos.
Nesta mistura temos o chips de coco que segura agua como uma esponja e seca mais devagar, a casca de pinus que não retém muita agua e seca mais rápido que o chips e por ultimo o carvão vegetal que seca rápido, equilibra o PH do substrato e funciona como um bactericida natural.
esse exemplo de mistura abaixo vai bem no vaso de cerâmica que seca mais rápido, pois o chips de coco atua como regulador de umidade. 
Mas se for usar vaso plástico prefira usar só o pinus e o carvão e acrescente o isopor ou a pedra como dreno no fundo do vaso antes de por o substrato pois no vaso plástico é muito importante que o fundo  seque rápido!! Isso beneficia a planta.
 e se quiser, também pode misturar a pedra ao substrato que isso melhora a aeração e ajuda a fixar a planta melhor para que ela não fique solta. 
Sempre que replantar procure deixar a planta firme no vaso pois senão a planta não vai vegetar corretamente e para de crescer!!
  Fazer furos na lateral do vaso ajuda em lugares úmidos, pois aumentar a aeração e a ventilação e assim o substrato seca por igual em cima e em baixo evitando o apodrecimento das raizes. 


     ABAIXO VARIAS FOTOS DE DICAS E TIPOS DE                REPLANTES DE PLANTAS DA MINHA COLEÇÃO, É HORA DE OBSERVAR:


Furos para ventilação e secagem
Replante, com substrato mais seco: Casca de pinus carvão e pedras, e no fundo dois dedos de dreno usando isopor picado.
Substrato misto no vaso plástico- a vantagem é ter aeração
 para as raizes com boa fixação.
Plantada em tronco a secagem
 fica muito rápida, e a rega é diária.



Observe o começo do enraizamento no substrato:
  pedaços grande de casca de pinus e carvão, isopor no fundo.

Replantando no vaso plástico
 com mais pedra do que carvão e casca. 
é outra uso de substrato em vaso plástico.
 Ideal para ambientes mais umidos,
 pois não deixa as raizes apodrecerem.

Fundo do vaso com isopor picado,
 para drenar a agua da rega.Não apodrece e seca rápido. 

Plantio em vaso cerâmico com casca de peroba acoplada e a planta totalmente fixada e "caminhando" para cima da casca. Bonito visual.

Aqui a mesma situação da foto anterior. 
A planta fixa na casca e subindo,
 e o vaso como suporte. Imitando a natureza.
 Otimo dica de plantio para as orquideas espécies.
Replante com sucesso- 
planta já enraizando no substrato misto-:
 casca, carvão e pedra.

Neste replante além da casca de pinus, carvão e pedra usados como substrato, foi colocado uma fina camada de esfagno por cima, pois é exigência da planta que prefere mais umidade, mas de maneira superficial. O fundo do vaso fica mais seco, e a umidade fica em cima, como se estivesse fixa numa parte do "galho".


           MAIS ALGUMAS DICAS IMPORTANTES:
  •  Quando plantada em musgo esfagno e o vaso secar completamente a melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos, para que o ar sai e a agua penetre no esfagno e umedeça as raizes da planta.
  • Se você molhar com um regador, ou borrifador um vaso ressecado, pode ocorrer de agua encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco.
  • Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos, alem disso pode ser através de um exame visual, e também enfiando um palito de madeira, caso ele sai umido é porque não precisa regar.
  • Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso para outro, a não ser que tenha certeza que não tem problema, pois se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar também.
Cattleya warnerii coerulea- floração 2014
                                                  BOM CULTIVO !!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ZYGOPETALUM



Zygopetalum maxillare
Este Gênero foi descoberto, coletado e enviado a Europa para depois ser descrito em 1827, pelo Botanico ingles William Jackson Hooker(1785-1865) e atualmente reúne cerca de quinze especies de orquideas. Zygopetalum é um Genero de orquideas encantador, com flores que chamam a atenção de qualquer pessoa. 
O seu nome vem da palavra grega "ZYGON", que significa pétala acoplada, referindo-se ao crescimento de jugo na base do labelo causando uma saliência característica, resultado da fusão das pétalas e sépalas.
Zygopetalum crinitum
É Uma orquídea da América do sul, encontrada desde a Amazonia na Bolívia, Peru, descendo até o Paraguai e nordeste da Argentina. E no Brasil, onde todas as espécies de Zygopetalum se fazem presentes, os habitats em que são encontradas as espécies de Zygopetalum estão situados com maior incidencia no sudeste, desde o Espirito Santo seguindo pelo centro oeste até o sul do país, sempre em ambiente de Mata sombreada pela intensa folhagem da copa das arvores e em locais saturados de umidade, confundindo-se em meio ao capim e sobre diversas espécies de samambaias. 
Vegeta também em frestas de rochas onde acumulam-se detritos vegetais e mesmo eventualmente sobre troncos de árvores. Ocorrem em regiões de baixa e média altitude, entre os 600 e os 1200 metros vegetando em um ambiente fresco de floresta tropical, onde as temperaturas oscilam de 10 a 40 graus sempre com  60 a 70% de sombreamento.
Os Zygopetaluns são plantas que gostam de níveis de luz mais moderada e um pouco mais de água do que Cattleyas por exemplo.
Zygopetalum maxillare no habitat
Cultivando no seu orquidário, os Zygopetaluns vão exigir um pouco mais de  sombreamento, para evitar que suas folhas finas sejam superaquecidas.
 As temperaturas ideais para cultivar os Zygopetaluns variam entre os 14 até os 28 graus. 
Na rega se puder você deve evitar molhar muito as folhas da planta apenas tente imitar a umidade ambiente do habitat vaporizando a água de leve imitando o sereno do mato e molhando mais o substrato, pois as raízes do Zygopetaluns são sua principal fonte de captação de recursos. Comumente as plantas produzidas por produtores, são comercializados em vasos plásticos pela secagem mais lenta mantendo a umidade por mais tempo, mas na nossa casa se não tiver observação e cultivo fica mais fácil apodrecer suas raizes. 

 Todas as espécies desse gênero possuem crescimento cespitoso, isto é  tem crescimento simpodial crescendo para frente emitindo os brotos na base dos bulbos, mas de forma aglomerada, geralmente formando touceiras. 
Zygopetalum crinitum
É uma espécie de orquídea de cultivo intermediário a difícil pela sua exigência de umidade ambiente no local de cultivo. 
O segredo para essa espécie está em tentar reproduzir estas condições de umidade e utilizar substratos que mantenham essa mesma umidade sem encharcar as raízes da planta. 
Atualmente é usado com sucesso o chips de coco, a casca de pinus mais picadinha misturada ao carvão vegetal e ao musgo esfagno, entre outras opções de substratos existentes.
Os Zygopetaluns são plantas que tem um curtíssimo período de repouso e ele não acontece apos a floração, dando a impressão que a planta está sempre em atividade, pois na mesma época de floração a planta também está a desenvolver novos pseudobulbos e folhas.
Zygopetalum Bärbel Höhn
(hibrido) 
Algumas das espécies são plantas bem robustas, possuindo rizomas longos com pseudobulbos espaçados, outras tem rizomas bastante curtos e há ainda uma que cresce monopodialmente(zygopetalum pedicellatum) e neste caso apresenta caule alongado às vezes ramoso, com folhas dísticas, sem pseudobulbos aparentes.
Os pseudobulbos dos Zygopetaluns normalmente são ovóides ou de secção redonda, grandes ou pequenos. A maioria das espécies apresenta folhas que vagamente se parecem com capim, verde claras e multinervuradas, o que faz com que consiga se misturar a vegetação do seu habitat facilmente.
 Normalmente as hastes florais são longas e eretas, mais longas do que as folhas emitindo uma e as vezes duas hastes florais ao mesmo tempo brotando da base do pseudobulbo e apresentando de quatro a quinze flores de tamanho médio até grande fazendo um espetaculo a parte!  
Zygopetalum Redvale (hibrido)
De uma forma geral as flores tem as pétalas e sépalas sempre esverdeadas, sendo pouco ou muito maculadas de marrom e  com o labelo sempre em destaque, ou na cor lilas, geralmente na parte de cima, mas podendo também cobrir todo o labelo, ou com a cor branca estriado de roxo azulado dependendo da espécie.

 As flores são suavemente perfumadas em algumas espécies e tem um aspecto ceroso e também aveludado sendo muito duráveis podendo alcançar dois meses seguidos até secarem completamente.
As flores do Zygopetalum estão entre as mais bonitas do mundo orquidofilo, pois tem um contraste marcante de cores que encantam não só os polinizadores mas quem se depara com elas também e acabam adquirindo para sua coleção! 



   Hibrido de Zygopetalum x Warrea
 Os zygopetaluns costumam fazer a sua dormência após a maturação dos pseudobulbos antes de florir e para obter uma boa floração devemos nesse período observar isso e ir diminuindo drasticamente a rega para estimular a floração.
A frequência de replante do Zygopetalum dependerá do tipo substrato usado, mas em média ele deve ser feito a cada dois anos no máximo ou quando a planta entouceirar demais e "sair" para fora do vaso.
A melhor época para replantar os Zygopetaluns é imediatamente após todas as flores murcharem, onde normalmente as plantas já terão emitidos os novos brotos que deverão ainda estar de desenvolvendo. 
Use uma mistura que se mantenha úmida por mais tempo sem ficar encharcada e não esqueça de deixar o substrato bem drenado. O pedrisco de rio pode ser usado a mistura para obter aeração para as raizes sendo otimo para as plantas se fixarem e até absorver um pouco do calcio delas.
Atualmente existem variados hibridos obtidos de cruzamentos entre espécies e entre generos de espécies, pois como os Zygopetalums apresentam boa fertilidade se misturam formando hibridos com varias espécies tendo alguns famosos como o Zygopetalum Redvale. No Habitat a hibridação tambem ocorre, mas de forma natural e com espécies que florescem na mesma epoca e acabam sendo visitadas pelo mesmo polinizador que carrega o polen de uma planta para fecundar a flor da outra.
Alguns dos híbridos conhecidos com Zygopetaluns:

Zygobatemannia -Batemannia x Zygopetalum
Zygocaste -Lycaste x Zypopetalum
Zygocella -Mendoncella x Zygopetalum
Zygocolax -Colax x Zygopetalum 
Zygowarrea - Warrea x Zygopetalum
Zygotoria -Pescatorea x Zygopetalum
Zygostylis -Otostylis x Zygopetalum
Zygonisia -Aganisia x Zygopetalum




     Abaixo Algumas das espécies conhecidas de Zygopetalum:


                               

                                                      Zygopetalum crinitum (Brasil).


                                                  Zygopetalum graminifolium (Brasil).



                                          Zygopetalum maculatum (Peru, Brasil)

                                       
                                               Zygopetalum microphytum (Brasil).


                                               Zygopetalum pedicellatum ( Brasil).


                                                 Zygopetalum sincoranum (Brasil - Bahia).


                                                        Zygopetalum triste (Brasil)



              Zygopetalum brachipetalum

       
                       Bom cultivo a todos!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Pragas mais comuns em orquideas e seu combate natural


Um dos maiores pesadelos dos colecionadores de orquídeas é ver seus exemplares serem atacados por pragas, comprometendo sua saúde e beleza, e em casos mais sérios levando a planta à morte. Toda a planta tem naturalmente sua defesa, por isso além de tentar ajudar a planta a se recuperar com algum defensivo natural ou não, o segredo para minimizar esse mal é tentar descobrir o que está errado no cultivo, e que está debilitando as orquídeas, tornando-as vulneráveis a este tipo de ataque. Sinceramente pouco importa qual o veneno você deve usar para salvar a planta, pois a planta se for bem cultivada e nutrida não sofre com doença ou praga nenhuma, então na verdade ela não precisa de remédio nenhum. 
No meio da floresta este tipo de problema não acontece, porque lá a planta está adaptada e consegue tudo o que precisa no meio em que está. Alguns dos fatores que mais prejudicam o cultivo de orquídeas nos orquidários domésticos, são os excessos de umidade, falta de nutrição adequada e falta de luminosidade.

Tenthecoris 


Conhecido popularmente como baratinha ou percevejo, este inseto faz um estrago nas folhas ocasionando esbranquiçamento em vários pontos formando pequenas manchas brancas lado a lado que deixam a folha feia e uma porta de entrada para ataque de outros patógenos(fungos) nas plantas atacadas.Costumam surgir em colônias e gostam de sugar principalmente os brotos e as folhas jovens das plantas, porque são mais fáceis de furar. Adoram as Cattleyas, laelias e epidendruns...(por isso não descuide do cálcio na adubação...!! Ajuda a blindar a planta).
 O Tenthecoris, costuma se esconder  por
debaixo das folhas da planta, pois os besouro percebe a presença humana em curta distancia. Alem disso quando se sente ameaçado e esta em fase adulta, pode até alçar vôo impossibilitando a sua captura. Por isso tem que ser rápido, prepare uma solução de sabão neutro liquido 5 ml e 500 ml de agua limpa e coloque em um borrifador e aplique nas folhas atacadas molhando também todos os insetos que conseguir e repare que em poucos minutos a solução começa a fazer efeito e os bichinhos terão morte instantânea, em seguida  pegue uma escova de dentes usada e passe-a nas folhas atacadas pelo inseto, para ficar livre das fezes e dos ovos do inseto que podem dar origem a centenas de novos insetos.




                                                       

                                                     cochonilha (Coccidae )


cochonilha minuscula e com cera para proteção atacando uma Vanda

 Os Coccidae (coccídeos) são uma família de insetos pertencentes à superfamília Coccoidea.
 Bem mais de cem espécies diferentes de insetos sugadores de plantas e orquídeas!!!não descuide da adubação eim!!!)

São em geral conhecidos por cochonilhas, cochinilhas, escamas, lapinhas, piolhos-de-plantas ou piolhos-dos-vegetais. As fêmeas são achatadas com corpos ovais, por vezes coberto com uma cera(essas cobertas por cera são difíceis de combater pois a cera protege o inseto, é preciso uma escova de dente molhando em uma solução de sabão e água para arrancar ela da parte atacada( mesma receita 5ml de sabão para 500ml de água). Em alguns dos gêneros as fêmeas possuem pernas, mas outras são desprovidas de pernas e as antenas podem ser encurtadas ou ausentes. Os machos podem ser alados e copulam com
cochonilha de cera
muitas fêmeas que depois não param mais de produzir filhotes. Enquanto sugam a planta excretam uma substancia adocicada que é apreciado pelas formigas que ficam de pajem cuidando e recolhendo o “néctar” enquanto os insetos não param de sugar, inclusive as formigas é que mudam as cochonilhas de lugar na planta, e levam elas os que nascem para outras partes da planta ou até para outras plantas. As cochonilhas não consegue se locomover. Na minha opinião tanto o inseto como a formiga fazem o papel que lhes cabem e não sabem que a orquídea tem dono...Só que tem um porem nessa historia, os ataques severos dessa praga só ocorrem se a planta já estiver desnutrida... não conseguindo se defender. Plantas sadias costuma saciar a “fome” das formigas soltando pequenas gotículas de seu mais precioso néctar, fazendo assim uma sadia parceria onde a planta fornece para a formiga o seu néctar e as formigas defendem a orquídea de ataques de praga. Muito interessante observar o equilíbrio da natureza em duas situações distintas onde a formiga trabalha para manter esse equilíbrio. Nunca acreditei que as formigas fossem prejudiciais as plantas e observando e cultivando orquídeas aprendi que a formiga atua conforme a condição da planta, se estiver debilitada e a morte for um caminho natural ela acelera esse processo reciclando e tornando sustentável o meio. Mas se a planta estiver saudável e bem nutrida a formiga apenas recolhe seu “pagamento” e nada faz a planta.
cochonilha algodão

Para evitar o aparecimento além de adubar corretamente as suas plantas, você poderá fazer o seguinte:

-Observe o local de cultivo e tente fazer diminuir a umidade do local, regando mais espaçadamente, aumentando a distancia entre os vasos permitindo que a ventilação melhore, mantendo limpa o local de cultivo e bancadas, pode até pendurar as plantas dificultando para as formigas e outras pragas.
- observar periodicamente as plantas, principalmente as que floriram recentemente e provavelmente estão com as reservas baixas, pois a floração exige muita energia da planta que acaba ficando mais frágil nesse período.
-Cortar  a espata ou haste que estiver sem flores e secando.
-Retirar com escova de dente as palhas secas do bulbo da planta, pode ser com a solução de 5ml de sabão neutro para 500ml de agua.
-Não se esqueça que as Cochonilhas gostam de orquidários com muita umidade, pouca ventilação e pouca iluminação.


O controle desta praga poderá fazer com o óleo de Neem, óleo extraído de uma arvore de mesmo nome e de origem asiática mas já  muito utilizado no Brasil, fácil de achar em casas agropecuárias e gardens. O óleo é diluído em agua conforme receita na embalagem do produto e aplicado com aspersor. Ele mata os ovos, esteriliza os insetos adultos evitando que procriem. Só a solução de sabão não evita que a praga volte.

www.agrooceanica.com.br


Vantagens do Óleo de Neem:
- Mundialmente aprovado para uso na agricultura e pecuária orgânica.

- Não tóxico para o homem e animais domésticos.
- Totalmente biodegradável sendo eliminado no meio ambiente em poucos dias.
- Usado no controle de mais de 418 tipos de insetos.














                                            caracois  lesmas 


Caracóis são os moluscos gastrópodes terrestres de concha espiralada calcária, pertencentes à subordem-Stylommatophora, que também inclui as lesmas.
 São animais com ampla distribuição ambiental e geográfica. Respiram através de um pulmão e possuem hábito noturno, abrigando-se durante o dia em lugares escuros e úmidos onde vivem e depositam   seus ovos  que parecem uma massa translúcido, cuja coloração varia do creme ao amarelo-brilhante.
O nome "caracol" vem do latim cochleolus e, no Brasil e em certas partes de Portugal, é usado principalmente para as espécies terrestres, enquanto que as espécies aquáticas são chamadas caramujos.



- As diversas espécies de caracóis se distinguem especialmente pela concha que é, na verdade, o esqueleto externo do animal. Essa concha é feita de calcário, e pesa pouco mais de um terço do peso total.
A espécie Achatina fulica, caramujo-gigante-africano foi introduzida de forma ilegal no Brasil e é o maior da espécie, mas geralmente as espécies que atacam as orquideas são bem menores dificeis de ver durante o dia.Os caracóis são essencialmente herbívoros e se alimentam de restos vegetais. Quando no orquidário eles se alimentam das partes das orquídeas, brotos folhas e principalmente ponta das raízes, causando um estrago pois a raiz para de crescer alem de ficar uma porta aberta para o ataque de fungos.


Metarex
O combate a essa praga é com lesmecida  que pode ser molhado e é biodegradavel, e basta o caracol ou a lesma tocar para morrer envenenado. Iscas de chuchu e cerveja costuma atrai-los mas não acredito que esse combate seja eficaz para acabar de vez com eles do que o lesmecida. Eu tenho hábitos naturais no meu cultivo e não gosto de usar nada muito perigoso em minhas orquideas, pois tenho animais também.






                Oniscidea( tatuzinho  de jardim)

Um inseto de habitos terrestres, frequentemente encontrados em jardins.
Adora ficar debaixo de alguma coisa...rs!!
Então eles adoram um substrato...ainda mais quando se tem comida!! Sua aparência inofensiva mascara um ativo predador de raízes, pois, vivem sempre ocultos sob a proteção do  substrato. Quando constituem pequenas colônias não causam grandes grande estrago, porém, quando proliferam exageradamente por causa do substrato velho, podem causar sérios danos às raízes das plantas devorando-as avidamente.
Quando molestados se enrola unindo suas extremidades ficando com uma forma arredondada como se fossem uma bola tendo o nome popularmente conhecido com “tatuzinho” ou tatuzinho-bola”.
 Vivem escondidos no substratos do vaso de orquídeas, se alimentando das raízes das orquídeas e causando grandes danos. Podem serem  vistos facilmente  mergulhando o vaso em um balde por uns vinte minutos onde os insetos que estiverem no vaso vão sair de dentro do vaso e subir em cima da planta fugindo de ficar debaixo dagua!
 Nesse momento é a melhor hora de combate-los  fazendo uma catação manual a medida que forem subindo para fugir do alagamento... 
O problema começa sempre pelo substrato sem esterilização que se usa para replantar as orquideas,ou então as plantas que vem de orquidários e exposições, onde não é feito a quarentena da nova planta para observar se não tem nenhum problema ou praga antes de colocar perto das outras.


          
           fitonematóides ou nematóides parasitas de plantas



Nematoides causam estragos que, a curto ou longo prazo, levam a planta à morte. A reação contra os nematoides varia de planta para planta. Ela pode até não morrer, se as condições lhe forem favoráveis, mas ficará raquítica e não dará flores.
Segundo os especialistas, existem cerca de 5.000 espécies de nematoides parasitas de plantas. O mais comum em orquídeas tem aspecto de lombriga, cor branca translucida e tamanho da ordem de décimos de mm e quando colocados sobre uma lâmina de um microscópio de baixo aumento com uma gota d’água, serpenteiam, como minhocas. Outros têm anéis e se movem se esticando e se encolhendo, como lagartas.
Eles atacam qualquer parte da planta, mas, em geral, iniciam seu ataque pelas raízes que começam a apodrecer... 
Atacando  as raízes das plantas deixam a porta aberta para o ataque de fungos e bactérias, onde na maioria das vezes, o cultivador só percebe que as raízes estão apodrecidas quando a planta está amarelando as folhas.

Esta podridão é distinguível da podridão negra (causada pelo fungo Pythium), porque o ataque do nematoide é somente nas raizes. 
O oleo de neem pode ser usado para combate de forma mais natural aos nematoides.
Vantagens do Óleo de Neem:
- Mundialmente aprovado para uso na agricultura e pecuária orgânica.
- Não tóxico para o homem e animais domésticos.
- Totalmente biodegradável sendo eliminado no meio ambiente em poucos dias.
- Usado no controle de mais de 418 tipos de insetos.
- Nematicida, reduz a população de nematóides fitófagos.
- Bactericida, inibe o crescimento de algumas espécies de bactérias.



                                         










                                               Fungus gnatis(Bradysia spp.)








É uma praga que ataca as orquídeas ainda quando é apenas larva. O termo fungus gnats é utilizado porque esse inseto normalmente se alimenta de fungos encontrados no solo. Os adultos são mosquinhas de pouco mais de 2 mm, que possuem asas escuras e antenas longas. Esses insetos possuem dificuldade em voar, permanecendo próximas dos substratos ou bancadas das casas de vegetação. Água demais num substrato pouco drenado. Esse ambiente é tudo o que as fêmeas do inseto procuram como incubadora para seus ovos.  Cada fêmea coloca cerca de 150 ovos no substrato, entre 3 e 4 dias eclodem as larvas, que são delgadas com a cabeça preta e corpo liso semi-transparente revelando o conteúdo do trato digestivo. O 
desenvolvimento dessas larvas é de aproximadamente 14 dias. Durante esse período além do dano direto nas raízes o ataque desse inseto pode deixar as mudas mais vulneráveis a doenças, pois abre buracos e galerias nas raízes da planta. 
As moscas adultas também podem causar prejuízos  atuando na disseminação de fungos fitopatogênos na plantas. Um problema relacionado a essa praga é que os sintomas de seu ataque normalmente são confundidos com a ocorrência de doenças, o que dificulta o diagnostico.
O oleo de neem pode ser usado para combate de forma mais natural aos fungus gnatis.






Vantagens do Óleo de Neem:


- Mundialmente aprovado para uso na agricultura e pecuária orgânica.
- Não tóxico para o homem e animais domésticos.
- Totalmente biodegradável sendo eliminado no meio ambiente em poucos dias.
- Usado no controle de mais de 418 tipos de insetos.
- Nematicida, reduz a população das larvas do mosquito que se alimentam das raizes.
- Bactericida, inibe o crescimento de algumas espécies de bactérias.


                                           

                                               


                                          Pulgão(afídeo)




Os pulgões são insetos sugadores capazes de se multiplicar rapidamente. 

Eles se alimentam da seiva das plantas, perfurando os vasos condutores.

 Além dos prejuízos diretos, os pulgões ainda são transmissores de doenças entre as plantas e favorecem o surgimento de fungos. 


Seu ciclo reprodutivo é bastante interessante, sendo que nos meses mais quentes do ano as fêmeas produzem outras fêmeas partenogeneticamente, isto é, sem fecundação e de maneira vivípara. Os pulgões podem apresentar diversas cores, de acordo com a espécie, entre o marrom, o verde, o amarelo, o vermelho, o cinza e o preto. Os principais predadores naturais dos pulgões são as joaninhas, besouros e vespas, mas há inúmeros outros animais capazes de predá-los. Algumas espécies de formigas utilizam o que os pulgões excretam e por este motivo protegem-nas dos predadores.O combate do pulgão é feito de forma natural com a catação manual , limpeza com escova de dentes e
morte dos individuos, e aplicações de oleo de neem. 


                                    
                                  
                                         
                                       

                                             tripes(Thysanoptera)






Tripes é constituída por mais de 5000 espécies. Devido ao tamanho diminuto do seu corpo (0,5 a 10 mm), eles são difíceis de serem vistos e, quando encontrados, sua identificação é complicada.
O modo de alimentação dos tripes é do tipo raspador-sugador. O aparato de alimentação é especial, consistindo de uma mandíbula e duas maxilas, formando um estilete alongado. Larvas 
e adultos usam a mesma técnica de furar e sugar para a sua alimentação. A mandíbula abre um buraco através do qual os estiletes mandibulares penetram na célula. O processo de alimentação dos tripes resulta em uma série de sintomas: prateamento (resultado da entrada de ar nas células vazias), pequenos ferimentos no tecido afetado e desenvolvimento de tecido endurecido em alguns frutos. Os tripes ovipositam em tecido jovem de folhas, caule, flores e frutos. O ciclo de vida dos insetos é composto de ovo, duas fases larvais, duas fases de pupa e o adulto. O oleo de neem e iscas de cola de cor azul matam os adultos, sendo que o oleo de neem mata os ovos.



O óleo de neem  é um produto que se usado de forma preventiva a médio e longo prazo vai fornecer a orquidea um ambiente controlado onde pragas não vão prejudicar as plantas!!!
Quando se usa um produto como esse deve ser seguido a risca as instruções de uso, sob pena de perder o efeito desejado ou intoxicação da planta.



                       



                                               






                                              ACAROS




acaro-imagem aumentada 






Vários ácaros são relatados atacando orquídeas porém, o de maior frequência é o Tetranychus urticae conhecido também como ácaro rajado ou ainda ácaro de teia.
 Mede 0,5 mm de comprimento e frequentemente as fêmeas apresentam dois pares de manchas escuras no dorso.
 Formam colônias compactas na página inferior das folhas e recobertas com grande quantidade de teias.Preferem tempo quente e seco. ocasionam clorose e/ou prateamento foliar sendo que altas infestações podem ocasionar morte da planta.
O aumento da umidade ajuda a combater essa praga.
folha de phalaenopsis atacada por acaro
 Ácaros são favorecidos pelo tempo seco e quente, por isso o combate a essa praga começa com o aumento da umidade dificultando a vida do inseto.
A outra ação mais natural de combate é feita pelo óleo de neem, natural, extraído de uma árvore, o neem é usado no controle de mais de 418 tipos de insetos!!!