quarta-feira, 1 de abril de 2015

MICROORQUIDEAS-O ENCANTO EM MINIATURA



Hoje em dia pela diversidade de espécies de orquídea, é considerado microorquídeas , as plantas que possuem flores de 2mm até 1cm de diâmetro, apesar que muitos consideram até 2 cm.. Acima disso seriam classificadas de outra forma. As microorquídeas com suas delicadas flores se diferenciam das demais apenas no tamanho, apesentando as mesmas características que são comuns à todas as orquídeas, três sépalas, três pétalas, sendo uma diferenciada e denominada labelo, e uma coluna onde se localizam os órgãos masculinos e femininos.
O numero preciso de microorquídeas existentes é desconhecido. Acredita-se que seja maior do que as outras orquidáceas.

 A grande quantidade de microorquídeas está distribuída por diversos gêneros, 80% das espécies conhecidas estão no Brasil, sendo que não existe um grupo exclusivo de microorquídea,mesmo grupos onde a maioria é micro.  Em toda floresta e área que tenha orquídeas é provável que existam microorquídeas. Apesar do gênero ter sido proposto em 1842, foi ignorado pelos botânicos até o início dos anos 2000, quando pesquisas de genética molecular demonstraram a conveniência de aceitar a proposta.
Acianthera purpureoviolacea




Capanemia superflua



As características básicas são o tamanho sempre pequeno da planta e da flor, onde o campo é vastíssimo e atinge a maioria dos gêneros, como Bifrenaria, Epidendrum, Encyclia, Oncidium, Laelia, Octomeria, mas as espécies Pleurothallis, Stelis, Masdevallia, Acianthera, entre outras são as campeões da miniaturização, pois além de microorquídeas, apresentam as micro micro, que podem caber em um dedal e são as menores conhecidas até hoje.



Pleurothallis prolifera


Algumas, como as pertencentes à subtribo Pleurothallidinae,  possuem um habito vegetativo especial pois não possuem pseudobulbos e, portanto, não armazenam água. Necessitam  de muitos cuidados com a umidade, que deve ser na medida certa para não estressar a planta, onde o cultivador precisa antes de mais nada conhecer os habitats das espécies e buscar fazer microclimas dentro do orquidário. As espécies da subtribo Laeliinae que possuem pseudobulbos, são mais tolerantes às variações de umidade. As espécies pertencentes ao grupo Oncidiineae são pouco tolerantes a luz, pois, possuem folhas muito delicada. Os gêneros Stereochilus e Cleisostoma, pertencentes à subtribo Sarcanthinae, também não tem como armazenar umidade e, por isso, precisam de muita atenção a umidade relativa do ar.As microorquídeas são muito sensíveis e sentem facilmente as mudanças bruscas no cultivo. Necessitam de proteção contra excesso de luminosidade, pois suas folhas podem ser queimadas quando expostas ao sol e se isso acontece dificilmente se recuperam. Existem espécies que toleram a luz mais forte como a Pleurothallis prolifera, mas isso é excessão.
Muitas espécies são “free flowering”, que significa que podem florescer várias vezes ao ano e também florescem nos bulbos antigos deixando as “touceirinhas” cheias de flores!! Algumas espécies não gostam de vaso, outras não se importam. Por isso com criatividade deve-se procurar vasos que reproduzam o ambiente natural, pois não gostam de ser contrariadas e custam a sobreviver em condições adversas.Quando trouxer uma planta para a sua coleção deve-se começar a cultivá-la em ambiente mais escuro, mudando graduadamente para um mais claro até conhecer suas preferências. Quanto à temperatura, deve-se proceder da mesma maneira. Procure avaliar a umidade relativa de seu ambiente e se for necessário criar artifícios para promover essa umidade no ar.
A adubação precisa ser completa e aplicada de forma homeopática, mais diluída, pois os excessos podem ser fatais com as microorquídeas. A Ventilação é um item fundamental, pois todos os outros são anulados na falta de uma boa ventilação no ambiente de cultivo e ventilação não quer dizer vento forte, quer dizer local arejado. Aquele local que você consegue ficar em horário de sol forte, pois a umidade e a ventilação deixam o ambiente agradável e a temperatura é mais amena.


Muitos orquidófilos costumam coloca-las por baixo das plantas adultas penduradas e embaixo de bancadas, pois assim não pegam sol direto e a umidade dos vasos ajuda as microorquídeas, mas o ideal é realmente ter um lugar especifico dentro do orquidário e exclusivo, para que possam receber o cultivo diferenciado em rega e adubação. Uma boa dica para quem quer cultivar microorquídeas é comprar uma lupa para visualizar a planta e pesquisar o máximo sobre a espécie que se pretende adquirir para que tenha sucesso no cultivo.

Pleurothallis grobyi


Pleurothallis teaguei


Falar sobre micro orquídeas é falar de um novo mundo, encantador envolvente, independente e belo, mas que muito pouca gente conhece e menos gente ainda sabe como vive e qual a função delas para o planeta...pois bem podemos dizer resumidamente que se acabarem com as plantas e flores começando pelas micro orquídeas e a micro vida da floresta, acabam os insetos que são o alimento de outros animais que são responsáveis pelas disseminação das sementes das árvores e, que por sua vez alimentam outros animais e por ai vai... Como um grande caminho de dominós, enfileirados um a um onde se derruba o primeiro e esse dá inicio a queda de todos e, onde o último domino em pé somos nós... E para isso é só uma questão de tempo apenas...Uma unica arvore cortada pode conter mais de duas mil microorquideas.... é dificil mensurar o tamanho do impacto no meio ambiente mas se pode senti-lo na nossa pele que o sol queima cada vez mais....
Quem pode mudar essa situação somos nós!
Qualquer iniciativa preservacionista que desconsidere o fator humano corre o risco de desperdiçar esforço e dinheiro!
Dryadella zebrina



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