sábado, 31 de janeiro de 2015

CATTLEYA ACLANDIAE- Brasileira da Bahia!

Cattleya aclandiae tipo
Cattleya Aclandiae é uma orquídea endêmica da Bahia, especificamente da regiões sul e sudeste do estado. Em 1839 O oficial naval Lieunant James em uma viagem de coleta de plantas e sementes aqui no Brasil acabou levando a Cattleya Aclandiae para a Inglaterra e cedeu uma planta a Sir Thomas Acland da cidade de Killerton onde floriu pela primeira vez. Em 1840 a planta foi enviada ao Drt. John Lindley junto com um desenho feito por Lady Acland, a quem Lindley acabou dedicando o nome da espécie no registro botânico, então foi descrita  pelo botânico inglês John Lindley  com o nome de Cattleya Aclandiae .
Cattleya aclandiae tipo
A espécie é geralmente encontrada na faixa de Mata Atlântica acima de 400 metros de altitude. Tem comportamento de vegetar como epífita, isto é, vegetar sobre as árvores. Seus bulbos  atinge cerca de 20 centímetros, folhas lisas, rígidas e elípticas e flores que saem da ponta do bulbo geralmente de uma espata pequena.  Precisa de otima luz e de bastante umidade para se desenvolver bem em cultivo.
 Em seu habitat, existem brisas marítimas constantes, que trazem à planta umidade vinda do mar, alem de nevoeiros. 
Em cultivo, não se adapta a vasos, a não ser que seja
amarrada a um pedaço de casca ou devendo ser, portanto, plantadas em cascas de árvores. Antigamente era rara nas coleções mas hoje, o cultivo da espécie já é mais difundido, pois possui rara beleza!. Tem o crescimento reptante("se arrastando") e desordenado. É do grupo das Cattleyas bifoliadas podendo emitir até  três folhas as vezes.
Geralmente são duas flores por pseudobulbo de cerca de até 10 cm de diâmetro pintalgadas de marrom e variando a cor das pétalas e sépalas do verde claro ao verde escuro e labelo de cor lilás A coluna fica exposta e tem a mesma cor do labelo(cor tipica)
As flores surgem entre Outubro e Dezembro na extremidade do pseudobulbo. Alem da cor típica possuem algumas variações:
Cattleya aclandiae tipo
albescens- Com pequenas máculas nas pétalas, sépalas e labelo);
alba- Pétalas e sépalas verdes com labelo branco e sem pintas.
coerulea -Com labelo lilás azulado e demais peças florais indo do verde amarelado ao verde oliva
Cattleya aclandiae nigrescens
niegrescens -Peças florais com muitas máculas ficando bem escura, labelo com a cor lilás mais forte
Suave-Grande variação de colorido das peças florais indo de amarelo mostarda ao verde bronzeado e labelo com a cor mais esmaecida.
Cattleya aclandiae alba

Típica-Também muito variável na cor das pétalas e sépalas passando pelo amarelo mostarda, verde oliva e marrom com labelo de colorido forte.
Em uma exposição passando por  julgamento é tolerado a existência de apenas uma flor, pois é a regra para julgamento de espécies.O labelo  que se dobra para baixo não é apreciado, preferindo-se labelos planos e maiores, assim como peças florais o mais largas quanto possível.
Cattleya aclandiae albescens
Está presente na lista de plantas ameaçadas de extinção de 2008 do ministério do meio ambiente numa lista à parte como deficiente de dados de campo.

Cattleya aclandiae albescens 
A Cattleya aclandiae quando bem cultivada e nutrida costuma brotar a gema de um pseudobulbo mais antigo e dali crescer uma nova frente que poderá ser dividida em uma nova planta.
Nas árvores pode ser observado o comprimento das raízes de até quase 1 metro, para cima e para baixo deixando a planta muito bem fixada.

Cattleya aclandiae coerulea

Brassocattleya hipoddamia

A Cattleya aclandiae tem seu melhoramento genético bem avançado hoje em dia resultando em plantas cada vez mais perfeitas e estas por sua vez tem sido usadas em hibridações com outras espécies resultando em plantas belíssimas de cores e pintas alem de labelos generosos contrastando e nos encantando a cada floração!!



Bc Hippodamia x Cattleya aclandiae



                                          O contraste de suas cores e o perfume marcante foram o que fizeram da espécie a "Matriarca" de centenas de "filhas" e "netas" e "bisnetas", etc.   todas bem pintadas....






  Como exemplo,temos acima e abaixo fotos de hibridos muito bonitos resultantes do cruzamento da Cattleya aclandiae com a espécie brassavola.

Bc. hippodamia kelvin luck- acima e abaixo



















E entre todas os hibridos, teve um em que participou doando seu dna junto com outras pintadas como a C. schileriana, C. amethistoglossa, C. gutata,  que ficou muito famoso e premiado internacionalmente, foi  a Brassolaeliacattleya Durigan que já no primeiro lote apresentou grande variação de cores e pintas, de onde foram selecionados clones únicos de flores cerosas e de otima forma!
Brassolaeliacattleya durigan




Brassolaeliacattleya durigan


Brassolaeliacattleya durigan

Brassolaeliacattleya durigan














terça-feira, 27 de janeiro de 2015

ORQUIDEAS, O COMEÇO DE TUDO!





Cattleya intermedia no habitat/ FOTO: Luiz Felipe Varella




Das primeiras descobertas às aventuras nas  viagens de exploração, as plantas ornamentais tropicais e as orquídeas despertavam o fascínio e a cobiça dos grandes coletores daquela época financiados por colecionadores, grandes floriculturas e casas de leilão.
Phalaenopsis no habitat natural. hoje em dia é uma das
espécies mais comuns no Brasil.
No primeiro quarto do século 19, os coletores viajavam de barco às longínquas florestas do mundo, à procura de novas espécies exóticas e tropicais além de sementes de árvores. Milhares de plantas eram coletadas e muitas completamente diferentes daquelas desejadas pelas floriculturas, eram levadas, pois podiam despertar interesse e dinheiro.

A grande quantidade de plantas trazida para a Europa, vindo de varias florestas pelo mundo todo, entre 1890 e 1900 era algo inimaginável e chegou a números de extinção, quando a importação de 30 mil plantas de uma mesma espécie, tornou-se comum, fora o resto da carga. As plantas ficavam esperando no cais empilhadas e muitas morriam ali mesmo.  Elas Viajavam de navio e eram vendidas em leilões poucas horas após a chegada e em meio a muita agitação  Os caçadores de orquídeas, que arriscavam suas vidas nessas coletas, eram considerados verdadeiros heróis e as histórias de suas aventuras eram lidas como contos. As traições e estratagemas que usavam para enganar uns aos outros fariam inveja à espionagem industrial dos nossos dias. Porém, todo esse trabalho era destrutivo e sofreu um rápido final com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, em 1914.

Cattleya schilleriana
Várias tentativas foram feitas para cultivar muitos tipos de orquídeas, porém sem êxito, por causa das informações passadas pelos coletores sobre o meio ambiente do qual elas viviam que eram imitadas de forma errada e também por causa das estufas que foram criadas de maneira incorreta para esse fim. Com a fundação da Horticultural Society, em 1809, a horticultura teve um grande incremento: as orquídeas deixaram de ser olhadas como meras curiosidades e passaram a ser seriamente cultivadas. O sr.Joseph Banks foi bem sucedido no cultivo de orquídeas em sua casa, perto de Richmond Surrey, de 1815 a 1827. O curador do Jardim Botânico de Trinidad enviou muitas orquídeas a Kew, na Inglaterra, com instruções detalhadas para seu cultivo. Nessa época, a Horticultural Society começou a fazer experiências, sob a direção do dr. Lindley, a fim de descobrir o melhor método para o cultivo das orquídeas. 

Epidendrum Mosenii
Os resultados dessa pesquisa foram publicados em 1830, porém não foi feita menção à ventilação e às diversas necessidades que os diferentes tipos de orquídeas têm nos seus hábitats naturais.. Os coletores realizaram meticulosas descrições desses hábitats e suas condições, que eram completamente diferentes do tratamento que lhes davam até então (vapor seco provocado pela queima de combustível sólido sob estufas hermeticamente fechadas). Jardineiros práticos entenderam o valor da ventilação e do controle de temperatura, que foram vistos e copiados. O mais notável desses jardineiros práticos foi Joseph Paxtn, que foi encarregado dos jardins do Duque de Devonshire, em Chatsworth. Essa coleção começou em 1833 e foi sempre melhorada e aumentada com a aquisição de boas variedades e a importação de espécies raras. Ele era tão entusiasmado que enviou seu próprio coletor - Gibson - às colinas Khasia, na Ásia. Depois de ter viajado pelo rio Bramaputra até Assam, Gibson comunicou que já havia coletado 50 espécies diferentes. Muitas delas eram desconhecidas dos orquidicultores europeus. O jardineiro Paxton passou a divulgar seus métodos de trabalho para benefício de outros cultivadores e, em 1834, começou a publicar o Botanic Magazine, em que relatava o progresso do cultivo dos diferentes gêneros de orquídeas, o que lhe deu muita fama. Depois de 15 anos, essa publicação teve o nome mudado para Paxton`s Flowers Gardens. John Lindley tornou-se o editor e continuou a divulgar a cultura de orquídeas.
Maxillaria tenuifolia
Os estabelecimentos comerciais, como as pequenas estufas de York ou as grandes empresas de Veith, Loddiges, Rollisons & Low, elaboraram novos métodos de cultura. Nessa época, os grandes estabelecimentos comerciais começaram a enviar coletores mais capazes e conscientes.Típica desse tempo é a história que se repete em algumas das viagens de Veith. Em 1840, ele enviou William Lobb, um jovem da Cornualha, como encarregado de viveiros, numa expedição de coleta à América do Sul. Ele chegou ao Rio de Janeiro e descobriu muitas espécies belíssimas de orquídeas, raras na Inglaterra. Assim, tornou-se o primeiro coletor comercial do mundo. Uma das espécies introduzidas na Inglaterra foi o Cypriopedium ( hoje, Phragmopedilum) caudatum, do Peru.
Phragmopedilum caudatum

 Tinha grandes flores com pétalas longas marrom-avermelhadas, com 1 metro de comprimento, verde-amareladas na sua base e com sépala dorsal de cor amarelo-creme, tingida e riscada de verde. Três anos mais tarde, o irmão de Veith, Tomas, também mandou um coletor que provou ser o mais bem-sucedido dos caçadores de plantas de Veith, porque seu contrato lhe permitia escolher onde coletar. Ele viajou para o oriente e visito Java e as ilhas adjacentes. Na segunda viagem, foi enviado à Índia por 3 anos e chegou a Calcutá, no dia de Natal de 1848. Trabalhou para Veith por dois anos e, durante esse tempo, coletou sementes e plantas, inclusive cerca de 30 espécies diferentes de orquídeas, muitas das quais foram cultivadas pela primeira vez fora de seu hábitat. Muitas delas são familiares aos orquidicultores modernos, como a Vanda caerulea, que foi descoberta por W.Griffiths em 1837 e que é um dos mais belos membros azuis das orquidáceas. Há também o Paphiopedilum villosum, de cor laranja-avermelhado brilhante, tingido de verde e púrpura.
Cattleya aurantiaca
Embora tenha ficado muito tempo coletando plantas no Noroeste da Índia, em Assam e Khasia Hills, coletou muitas orquídeas belíssimas em Burma. Visitou, então, o arquipélago Malaio Meridional, as ilhas de Labuan e Sarawak, indo depois para as Filipinas, onde fez coletas nos arredores de Manila. A despeito de todas suas vigens, passando privações e perigos, viveu até 1894, gozando pacífico isolamento na sua Cornualha natal - um caso especial, já que geralmente os coletores morriam cedo, vitimados por doenças tropicais ou pela hostilidade do meio em que trabalhavam. Às vezes, suas trágicas mortes resultavam de um capricho da sorte. Por exemplo, David Bowman, tendo coletado um grande número de plantas perto de Bogotá, na Colômbia, sofreu um grande roubo, quase na véspera de sua partida para a Inglaterra, e foi obrigado a adiar sua viagem. Fazendo novas coletas, contraiu desinteria, durante essa estada forçada, e morreu pouco tempo depois. Igualmente um filho de Veith, John Gould, que foi muito bem sucedido na coléta de várias espécies de Phalenopsis nas Filipinas, morreu de uma infecção pulmonar, aos 31 anos de idade.

Muitas vezes apareciam coletores de plantas que vinham de trabalhos alheios aos meios hortículas. A posição de J. Henry Chesterton, por exemplo, antes de se interessar por orquídeas, era a de mais nobre entre os nobres. Após ter aprendido a embalar plantas para longas viagens, nos viveiros de Veith, em Chelsea, ele desapareceu por muito tempo, reaparecendo com "uma coleção de orquídeas tão bem embaladas e cuidadas que chegaram nas melhores condições possíveis", conforme dizeres da época. Depois, viajou muito pela América do Sul, sendo muito bem sucedido onde outros coletores haviam falhado. Coletou e introduziu na Inglaterra a muito procurada Odontoglossum escarlate, agora classificada como Miltonia vexillaria.
Flor do epidendrum wallisii
epidendrum wallisii-
Um dos mais estranhos e bem sucedidos coletores de Veith foi Gustave Wallis. Nasceu surdo e, portanto, era incapaz de articular sons até os 6 anos de idade. No entanto, superou as dificuldades e tornou-se poliglota. Aprendeu jardinagem numa empresa de Detmond, Na Alemanha, vindo para o Brasil a fim de iniciar uma filial. Quando a firma faliu, em 1858, ele estava em dificuldades financeiras e ofereceu-se a Linden, de Bruxelas, para coletar plantas. Percorreu o Rio Amazonas e seus maiores afluentes, da foz à nascente. Uniu-se a Veith, em 1870, e enviou-lhe plantas de Nova Granada, inclusive o perfumado Epidendrum Wallisii. Essa planta é notável pelo tamanho de suas belas folhas amarelo-ouro, maculadas de carmim.
Naquela época, além de coletores profissionais, contratados pelas grandes empresas, também pessoas que viviam nos países em que vicejavam orquídeas procuravam as firmas e se ofereciam para trabalhar gratuitamente. Entre essas havia um certo Coronel Benson, que enviou a Veith muitas raras e novas plantas de Burma. O sr. Hugh Low, secretário colonial de Labuan, Borneo do Norte, descobriu ali muitas orquídeas desconhecidas, e o sr. G. Ure Skinner enviou a Veith e à Horticultural Society, em Londres, muitas espécies da Guatemala. Bateman, autor de Orchidaceae of Mexico and Guatemala, solicitou ajuda ao Sr.Skinner e recebeu uma resposta positiva.

 Logo após, trabalhou muito para trazer plantas das matas da Guatemala, transferindo-as para sua terra natal (Inglaterra). Ele pode ser considerado o introdutor de um grande número de novas e belas orquídeas na Europa, mais do que todos os coletores de outras nações. Há muitas espécies guatemaltecas com o seu nome ( Cattleya skinnerii, etc.). No final de 1870, o nome de Frederick Sander começou a aparecer freqüentemente nos círculos orquidófilos e, no fim do século, a Hause Sander veio a dominar o mundo das caçadas das orquídeas. Ele usava grande quantidade de coletores ao mesmo tempo, sendo os melhores deles Arnold, Forget e Micholitz. Muitas vezes havia homens coletando na mesma região do mundo, havendo competição não somente entre a sua empresa e as rivais, mas entre os seus próprios coletores. Suas batalhas mais ásperas foram contra Low, cujo chefe de coletores era Boxall, e contra a firma de Linden, da Bélgica, cujos principais coletores eram Claes e Bungerroth. Sander teve interesse pessoal do progresso dos seus coletores, escrevendo freqüentemente muitas cartas e avisos, instruindo-os muitas vezes a gastarem dias ou até semanas despistando, deixando informações falsas, se suspeitassem estar em vias de descobrir alguma planta boa em algum lugar. Em uma de suas cartas, Sander, tendo sido perturbado em seus negócios por Low, para sobrepujá-lo escreveu a Arnold: "Até agora tenho sido capaz de controlar Low. A partir de agora ele é alguém com quem uma luta vale a pena.... mesmo que um dia um de nós caia. A partir de agora, nós deveremos fazer tudo o que for possível para ganhar sempre. Espero que ao receber esta carta esteja a caminho de Merida e chegue lá antes de White ( coletor de Low). Isso será suficiente para que ganhemos". Em outra carta a Arnold, avisou que ouviu dizer que um "demônio" da firma Veiyh, chamado Burke, estava atrás dele. Um dos maiores trunfos de Sander foi a introdução, em 1881, da Vanda sanderiana.
Vanda sanderiana
 Ela foi descrita por Reichenback, no Gardner`s Chronicle, como a "maior novidade introduzida na Europa em muitos anos - um dia glorioso, do extremo da sépala dorsal ao extremo das laterais, a flor mede 12,5 cm. A sépala dorsal e as pétalas são de cor malva com algumas listras purpúreas; as sépalas laterais são amarelas, mescladas com tons marrom-escuro e verde. A coluna é amarelo-ouro. Algumas plantas desenvolvem cinco pêndulosao mesmo tempo. Uma delas apresentou três hastes florais com 47 flores e botões, tendo 34 abertos ao mesmo tempo, com a aparência de um grande buquê. Foi inicialmente coletada por Carl Roebelin, em Mindanao, nas Filipinas, nas mais dramáticas circunstâncias, como relata Arthue Swinson no "The Orchid King": " Na sua chegada à ilha, Roebelin ouviu rumores sobre uma bela orquídea vermelha que crescia na costa norte e que, pela sua descrição, deveria ser uma espécie se Phalaenopsis. Tendo sido mal sucedida sua busca nessa costa, ele a abandonou, principalmente por ter ouvido falar de uma orquídea do tamanho de um prato que crescia nas margens de um lago no interior da ilha.
Com o auxílio de um comerciante chinês como intérprete e guia, ele seguiu rio acima, para o lago, até naufragar numa tempestade, com ventos muito fortes, que transformou as águas do rio em ondas gigantescas. Foi salvo por alguns selvagens, que felizmente viviam bem com os europeus por causa da ajuda que recebiam numa guerra mantida com a tribo vizinha. Logo em seguida, ouviram-se tropas dos selvagens inimigos que se aproximavam da aldeia. Mais uma vez a sorte sorriu a Roebelin e seus salvadores ganharam a batalha, sendo alojados na cabana do chefe da tribo, sobre uma árvore.
Nas palavras de Frederick Boyle, naquela noite pairava um rugido e uma sensação na floresta como se o dia do Juízo Final houvesse chegado: "Estrondos e gritos estridentes, barulhos de árvores que tombavam  e o troar de ondas gigantescas alem de um trovão tão forte como jamais um mortal havia ouvido, dominando tudo". Agarrando-se ao assoalho da cabana e com corpos atirados e passando por eles, varando as frágeis paredes, na escuridão... Roebelin estava no centro do pior terremoto que as Filipinas já haviam visto!
 Quando os tremores cessaram e o dia clareou, ele ainda estava sob o assoalho da cabana. Com as paredes aos pedaços ele viu, não o escarlate Phalenopsis que estivera procurando, mas uma das mais belas orquídeas que alguém jamais havia visto: uma glória em malva, purpúra, dourado e marrom - a Vanda sanderiana havia sido descoberta.

Vanda Sanderiana
Muitas histórias semelhantes podem ser contadas sobre a descoberta de várias espécies de orquídeas, com os coletores sempre mostrando coragem e intrepidez. Fosterman, um outro coletor da firma Sander, passou muitos meses em Assam, à procura do Cypripedium spicerianum, até então uma orquídea desconhecida que havia florescido pela primeira vez na coleção de uma senhora em Winbledon e que foi sensação nos salões de leilão, em Londres. Sua procura levou-o a selvas tão densas que o único meio de progredir era pelos regatos que desciam das montanhas cobertas de neve e, quando estava para desistir pela exaustão, numa curva deparou-se frente a frente com um grande número dessa espécie crescendo no topo de uma saliência rochosa sobre o riacho. Suas aventuras não terminaram aí. Ele teve que abater um tigre que estava destruindo a aldeia de onde tinham vindo os carregadores, que aceitaram levar as plantas até o rio Bramaputra. Foi tão bem sucedido, que mais tarde Sander ofereceu à venda 40 mil exemplares do Cypripedium spicerianum num só dia de leilão no Steven`s Auction Room.
Quando era descoberta uma área na selva em que uma só espécie crescia aos milhares, e se essa orquídea pudesse ser vendida na Inglaterra, o coletor limpava a área totalmente, tanto para aumentar seus ganhos como para não dar chance aos outros coletores. As plantas eram transportadas muitas vezes por centenas de quilômetros para o porto mais próximo, a fim de serem remetidas para a Inglaterra para a distribuição entre os leiloeiros de Londres.
Dendrobium chrisanthum
Freqüentemente, quando chegavam ao porto, elas apodreciam lentamente ao sol, enquanto esperavam por um navio. Depois de embarcadas, eram perdidas no mar ou, ainda, antes de serem colocadas a bordo, acontecia como Roebelin (o último a tentar encontrar o Phalaenopsis escarlate) escreveu para Sander de Manila: "Uma grande desventura abateu-se sobre mim, destruindo todas as plantas que tinha!!! Que falta de sorte!!! No horroroso furacão, tudo pelos ares. Antes do terceiro dia não foi possível ver as plantas e elas estavam atiradas ao chão e as cabanas inundadas com lama e água salgada. Não restou nenhum dos 21 mil exemplares. Tudo o que eu tinha". Assim, Roebelin teve de voltar a coletar mais plantas. Outro caso é o de Micholitz que, finalmente depois de redescobrir o Dendrobium, a Phalaenopsis e o Schroederianum, viu toda a sua carga - que valia milhões de libras - ir-se em chamas quando o navio em que estava embarcado pegou fogo no porto de Macassar, nas ilhas Cebeles. A troca de telegramas entre Micholitz e Sander revela muito da indomável vontade deste. Como relatada por Swinson, Micholitz telegrafou: "Navio queimou.Que devo fazer???Micholitz". A resposta de Sander: "Volte a coletar novamente". Micholitz replicou: "Muito tardr.Estação das chuvas". Porém, Sander era indomável e respondeu: "Volte a coletar", e os Dendrobiuns foram leiloados em 16 de Outubro de 1891.

Dendrobium thyrsiflorum

 As casas ou salas de leilão de Londres serviam como casas de divulgação de orquidofilia, onde as dezenas de plantas eram rápida e eficientemente distribuídas entre os ávidos aficionados da época. Inicialmente, a J.C Steve`s Auction Rooms manuseou o grande volume de importações de plantas, mas depois que Sander teve uma disputa com Stevens, a maior parte das importações passaram a ser feitas pela Protheroe and Morris. Eles manuseavam milhares de espécies de orquídeas durante o auge das importações e iniciaram o leiloar de híbridos depois que começou a declinar o interesse pelas espécies. Sua casa de leilão iniciou a indústria das orquídeas, que infelizmente foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial por uma bomba. Mesmo assim, a firma Protheroe, Reynolds and Easton ainda continua a leiloar orquídeas.
A excitação gerada pela notícia de uma nova e rara espécie - Vanda sanderiana, por exemplo - era imensa e os salões ficavam repletos muito antes do início do leilão. Centenas de orquidófilos de cartola chegavam de cabriolé ou carruagens, para tentar avaliar o preço de cada planta.
Cattleya labiata
Com a grande guerra de 1914, chegou ao fim à coleta de orquídeas em grande escala. Ela já havia declinado desde 1900 por diversas razões. Uma delas era que as selvas tinham sido tão vasculhadas à procura de novas plantas que parecia restar somente uma pequena parcela de plantas sem valor. E também com a descoberta das hibridações, cujas flores tornaram-se mais populares com sua variedade de cores, formas e tamanho. . Os anos de guerra viram o fim de muitos orquidários particulares e as firmas comerciais  sofrendo esse grande golpe acreditavam que a recuperação seria dolorosa e demorada. Já não podiam gastar em viagens de coleta, pois tornaram-se caras . As coleções particulares e as firmas foram reconstituídas baseando-se mais em híbridos.
As espécies, que antes de 1914 eram muitas, foram diminuindo, e aquele dilúvio do fim do século 19 havia acabado. Antes que essa coleta se reiniciasse, os governos dos países que ainda possuíam orquídeas nativas impuseram restrições à coleta e à exportação de plantas vivas. A idade de “ouro” das orquídeas na Inglaterra havia chegado ao fim.



REFLEXÃO:
O grande número de orquídeas que foram coletadas e perdidas e o impacto ambiental que causou  deixa triste que lê essa história pois muitas plantas foram extintas sem mesmo nem conhecermos...e  muitas são apenas encontradas em coleções particulares. A idéias de divulgar esse texto é conscientizar sobre a importância da preservação de nossas florestas e todas as plantas que ali habitam. Hoje com a propagação dos métodos de cultivo é possível encontrar praticamente mais de 20 mil espécies de orquídeas e mais de 200 mil híbridos diferentes  do mundo todo em orquidários espalhados pelas cidades. Orquideas estão vivas e merecem ser tratadas como todos, quem cultiva se transforma a medida que descobre como é a vida de quem se insere no meio e na natureza passando a fazer parte do todo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Cattleya labiata


História
A Cattleya labiata é uma espécie de orquidea considerada "Rainha do Nordeste Brasileiro", e tambem a pioneira das Cattleyas, pois foi  a primeira Cattleya a florir na Europa. Faz parte de uma das histórias mais fascinantes do mundo orquidófilo e que se tornou um mistério por mais de 70 anos, período em que  ela foi tida como perdida e a chamavam de “lost" Cattleya.
No ano de 1818, William Swaison, um coletor de plantas britânico, enviou um lote de plantas ornamentais do nordeste brasileiro, para a Inglaterra.
 E dentro do lote foram algumas orquídeas sem muito destaque, que anos depois  quando a primeira floriu nas estufas de William Cattley, um famoso horticultor inglês, causou enorme alvoroço no mundo orquidófilo daquela época, que se impressionaram com o tamanho e a cor lilás desta flor vindas do “Novo Mundo”.
. Cattley então chamou o jovem botânico  inglês John Lindley para catalogá-la , era 1821.
E no seu livro escreveu uma descrição da orquídea e a chamou de Cattleya imortalizando assim o nome do amigo horticultor William Cattley, e  labiata
Apesar de todo o fascínio causado pela planta ela foi tomada por um mistério quase inacreditável. O coletor Swainson se esqueceu de avisar sobre o local onde havia achado a orquídea!! Em sua viagem de coleta, após sair de Pernambuco ele  foi  até a Serra dos órgãos- RJ onde continuou a coleta, e depois de lá enviou um lote só saindo do Rio com outras plantas. Então a única informação que chegou junto com as plantas era que elas tinham saído do Rio de Janeiro... William Swanson depois foi para a Nova Zelândia direto do Rio de Janeiro, para outra viagem de coletas e desapareceu para sempre nas suas florestas, um dos riscos da profissão de coletor de plantas...e junto com ele a informação de onde havia encontrado aquela magnifica planta, a Cattleya labiata!!!
O que se pensou na época era que como o último lote de plantas enviadas por Swaison havia saido do Rio de Janeiro, os colecionadores a acreditavam que ela teria sido encontrada lá mesmo ou  perto de lá. 
Então mandaram inúmeras expedições para encontrar o habitat natural desta planta, obviamente sem sucesso pois a mesma havia sido coletada em Pernambuco...
Até que, em 1889, uma pessoa que procurava insetos no interior de Pernambuco resolveu mandar algumas orquídeas de flores grandes e rosadas para o senhor Moreau de Paris, que estava pagando sua viagem. Sem querer haviam localizado o habitat da Cattleya labiata que por tantos anos havia intrigado os colecionadores
europeus!!A redescoberta da Cattleya labiata foi anunciada pela The Orchids Review como “o evento do ano!                                                                


                                                                                                                  

                       

                                             A planta
                                                                             


 A Cattleya labiata tem bulbos vigorosos que variam de 15 a 25 centímetros de altura e com uma solitária folha oblonga elíptica de um tom de verde mais clara também variando dos 15 aos 25 cm. O bulbo é mais comprido do que largo e costuma desidratar na época de floração, mas se a umidade estiver ok e o substrato também não terá maiores problemas com isso, pois é um processo natural da planta. É interessante observar e descobrir essas características do que achar que algo esta errado com a planta. O periodo de foração vai de novembro até abril com pico em março.
Os bulbos podem ter de duas até cinco flores, de espata verde e um perfume característico e muito marcante!Em seu habitat natural que compreende o interior dos estados de Pernambuco e Alagoas, entrando um pouco pelo centro sul do estado da Paraiba região mais serrana  que faz divisa com o estado de Pernambuco. a Cattleya labiata  é uma planta epífita que prefere florestas tropicais chuvosas próximas ao litoral se aproveita dos troncos e da sombra das árvores para se desenvolver, mas algumas plantas podem ser litófitas ou rupícolas, essas são em menor quantidade de plantas recebendo mais luz e enraizando nas fendas de rocha e se nutrindo de matéria orgânica que cai ali e é transformada pelos fungos benéficos as orquídeas! Tolera variação de temperatura entre o temperado e o tropical entre 18 e 35 graus e com umidade relativa do ar acima de 70 por cento, mero detalhe que faz muita diferença no cultivo. Deve ser replantada quando estiver no final da floração ou apos ela, quando começa a soltar novas bulbos e raizes com no maximo dois centimentros para evitar danos no replante. Pode ser dividida respeitando-se um minimo de tres ou quatro bulbos por corte, pois assim dessa maneira não interrompe a floração do ano seguinte...
A Cattleya labiata foi usada em muitos cruzamentos por suas excelentes qualidades! Hoje chega a  quantidade de 12.000 (doze mil) hibridos criados a partir do seu DNA. Hoje em dia seu melhoramento genetico criou plantas incrives com florações abundandes de flores cada vez mais perfeitas.  Existem orquidófilos dedicados ao cultivo de somente sua espécie tal o fascinio que a planta causa nas pessoas que a possuem, esses são chamados "Labiateiros". Uma otima planta para se cultivar, com uma grande variação de cores dentre ela: tipo, concolor, rubra semi-alba, alba, coerulea, amethystina, amesiana, amoena, lilás, rosada, suave. A cattleya labiata ainda é confundida com outras Cattleyas, como a Warnerii, gaskeliana e jenmanii, mas o perfume caracteristico , epoca de floração e enraizamento antes da floração conseguimos diferenciar elas das demais espécies.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cattleya Bicolor

Cattleya bicolor no habitat 
Mais uma Cattleya brasileira!!!! Ocorre nos estados de Goias, Brasilia, São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Tem o seu nome devido as duas cores que predominam na flor e por serem muito intensas são as que se destacam. As flores apresentam variação nas cores da petalas e sepalas, que vão do marrom ao ocre(meio esverdeado), e os labelos do roxo na cor tipica ao branco na cor alba e são muito cerosas durando em média 20 dias.
Cattleya bicolor no habitat 
Costuma emitir de uma até quinze flores numa só haste quando bem cultivada. A Cattleya bicolor se assemelha muito com as Cattleya amethystoglossa, C. guttata e C. leopoldii nas suas partes vegetais, emitindo duas , as vezes tres folhas e com bulbos de mais de um metro, que enche os olhos de tanto vigor!!! A época de floração da Cattleya Bicolor é no fim do verão, lá pelos meses de março e abril mas podem florir desde o fim de dezembro.
Cattleya bicolor caliman
. Vegeta em biomas de cerrado, altitude de 500 a 1200m, não tolera luz solar direta e é sempre  encontrada protegida em locais fechados de vegetação, mas com otima ventilação. É bem versátil vegetando no habitat. A especie tem hábitos epifitos, mas vegeta tambem na forma terrestre( sobre os detritos da floresta), e também na forma rupicola(sobre rochas, fixada nas fendas.)
 Por ser encontrada em diferentes estados hoje está dividido em tres tipos a espécie.
 São eles:
Cattleya bicolor, Cattleya bicolor var. brasiliensis e Cattleya bicolor var. minasgeraisensis.

As variações de cores são muitas, Alba, albescens, coerulea, measureiana, semi-alba , suave, puctata e tipo.
Cattleya bicolor coerulea
O cultivo em casa é mais dificil que outras bifoliadas pois suas raizes são mais sensiveis e precisam de umidade adequada, não podem ficar encharcadas, necessitando de muita aeração para não apodrecer.
Também é uma planta que vai melhor entouceirada, podendo ficar em vaso de barro, plástico e cachepo, mas sempre com substrato condizente com sua exigência de umidade e ventilação!
A luz para a Cattleya bicolor deve ser indireta,
O sombrite de 50% resolve...
 A umidade relativa do ar não deve baixar de 50% pois assim prejudica bastante a espécie que desidrata com facilidade, seus bulbos tipo "cana".
 Nas horas mais quentes do dia pode-se molhar o chão para aumentar a umidade do ambiente.
A Cattleya bicolor é uma espécie de orquidea excepcional com uma grande força genetica, por isso muito usada em hibridações pois emite suas caracteristicas para suas sementes, gerando plantas com a mesma beleza do seu labelo, marca registrada daa flores!!!
Cattleya bicolor alba
O seu labelo não apresenta lobulos laterais, deixando toda a coluna exposta, e chamado de "lingua de gato".
Atualmente a Cattleya bicolor vem sendo cruzada entre si usando as melhores plantas para obter um melhoremento genético da espécie, por isso sempre compre de orquidários especializados, pois alem de estar comprando uma planta mais facil de cultivar em casa estará ajudando a preservar a natureza e tambem "guardando" um material genetico muito especial...que pode ser usado para propagar a espécie... de uma unica flor se consegue milhares de sementes que poderiam ser usadas para repovoar os habitats da Cattleya bicolor.












cor tipica
Cattleya bicolor punctata

Cattleya bicolor  punctata
albescens
                                                                             
Cattleya bicolor semi-alba

domingo, 18 de janeiro de 2015

CATTLEYA LODDIGESII-BRASILEIRA E AMADA ATÉ NO JAPÃO!




Cattleya Loddigesii alba- foto e cultivo Gallerani orchid- são manuel- RS

Registrada  no ano de 1826 por John Lindley como Cattleya Loddigesii a espécie tinha sido descrita antes pelos irmãos loddiges como epidendrum violaceum  7 anos antes. A Cattleya Loddigesii foi nomeada com o sobrenome de seus importadores e foi a primeira Cattleya  a ser cultivada na Europa.

Cattleya Loddigesii tipo

Cattleya loddigesii punctata
Uma das mais cobiçadas Cattleyas, pois é uma Planta de flores redondas e bem armadas. De varias cores, é uma robusta espécie do grupo das Cattleyas bifoliadas de porte médio com pseudobulbos de até 50 centímetros de altura portanto duas folhas coriáceas e de cor verde mais escuro podendo chegar até o verde mais amarelado.
 Seu cultivo é relativamente fácil e é difundido inclusive no Japão com muitos colecionadores. Uma Cattleya muito usada em cruzamento pois melhora muito a qualidades das flores e produz híbridos de beleza magnifica!
Cattleya loddigesii trilabelo

Naturalmente a Cattleya Loddigesii vegeta em alguns tipos de clima: Em matas umidas que também ficam alagadas margeando rios e corregos,  nas encostas de montanhas da mata atlântica e em locais que tem nevoeiro e de clima temperado a frio com sombreamento entre 50 e 70%.
O habitat vem desde o nordeste(Bahia, Espírito santo),  Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná até a Argentina e Paraguai, Encontrada principalmente em São Paulo e minas gerais  entre 500 e 1200m de altitude.
 A luz que gosta é mediana com otima ventilação e alta umidade do ambiente onde vegeta, principalmente durante a noite. As temperaturas de cultivo variam dos 15 graus aos 30 graus, e costuma desidratar os bulbos que são do tipo "cana" na época de floração que vai do outono passando pelo inverno e chegando até o começo da primavera...As flores da Cattleya Loddigesii  surgem de espata seca, ( Até parece que não vai florescer....)o tamanho das flores variam de 8 a 11 cm...

Cattleya loddigesii tipo
É uma Planta muito confundida com a Cattleya Harrisoniana que é praticamente igual a Cattleya Loddigesii, tanto nas flores como no porte vegetativo.
As diferenças estão no padrão de enraizamento da espécie, que ocorre antes da floração na Cattleya  loddigessi e depois de florir na Cattleya harrisoniana.
  A Cattleya Loddigesii emite flores de até 10 centímetros de diâmetro em média. Na cor tipica da espécie as  pétalas e sépalas são cor de rosa, o labelo é  trilobado e  de cor branca na parte interna e com uma pequena mácula amarela.
Para se cultivar em casa aceita bem os vasos de plastico, de cerâmica e tambem os cachepôs de madeira, alem de tutores vivos como casca de arvore e tambem tronquinhos. Entre os mais usados posso citar sansão do campo, café, peroba rosa entre outras. para a escolha correta do vaso deve-se levar em conta o clima do local que se vai cultiva-la e tambem o substrato que se vai usar.
 Em ambiente natural a Cattleya loddigesii encontra otima umidade no fim do dia e durante a manhã, por isso quanto mais se conseguir imitar a natureza do habitat dela melhor ela vegetará!
Uma outra caracteristica não só da Cattleya loddigesii, mas tambem das outras Cattleyas bifoliadas é que vão conseguir florir com mais 
Cattleya loddigesii coerulea
abundancia se tiver entoucerada, isto é. com muitos bulbos, por isso evite dividi-la em cortes pequenos.
É uma planta magnifica e pela beleza de suas flores e pela qualidade de seus hibridos não deve faltar em qualquer coleção...

Mais algumas dicas dos "gostos" dessa charmosa Cattleya:


-O substrato precisa ser duro e permitir boa ventilação para as raizes, alem de ser trocado quando mostrar sinal de que está velho...(degradado- em geral a cada dois anos)
-A umidade é fundamental para o sucesso no cultivo principalmente na fase de crescimento dos bulbos que vão formar as futuras flores e adoram lugares em que as temperaturas caem a noite!
 -A adubação constante e completa fecha a qualidade na floração que é abundante onde cada bulbo florido emite de duas a nove flores.

 Cattleya Loddigesii no Habitat


Abaixo alguns hibridos da Cattleya loddigesii:



 HIBRIDOS DA CATTLEYA LODDIGESII


Cattleya Dolosa- C.loddigesii x C. walkeriana
Laeliocattleya Fredna- Laelia lundii x C. loddigessii
                       
Cattleya Dolosa
Cattleya Valentine-C. loddigesii x C. warnerii
Cattleya Sororia-C.bicolor x C. loddigesii
A Cattleya loddigesii possui tambem vários híbridos naturais, chamados hibridos primarios se a intervenção do homem. Em geral ocorre porque tanto o habitat como a época de floração das espécies envolvidas no cruzamento coincidem! 
Com a Cattleya bicolor forma a Cattleya sororia e  
com a Cattleya Warneri forma a Cattleya valentine, mas o híbrido mais famoso é com a Cattleya walkeriana, chamado Cattleya dolosa. 
existem cruzamentos naturais com a espécie Laelia, sendo alguns deles a Laelicattleya amoena(laelia perrinii), a Laeliocattleya fredna(laelia lundii) e a Laeliocattleya leeana(laelia pumila).