sábado, 28 de março de 2015

OS VILÕES DAS ORQUIDEAS! OS 10 ERROS QUE DEVEM SER EVITADOS NO CULTIVO




Brassocattleya Hippodamia Kelvin Lucky
Cultivar orquideas é um hobbie que trás muita alegria e conhecimento, mas exige dedicação e paciência. Quem já está cultivando ou pretende cultivar sabe que existem técnicas e praticas que envolvem, entre outras questões adubação, rega, luminosidade e ventilação. 
Orquídeas são consideradas plantas perenes, isto é vivem continuamente, sempre seguindo uma rotina de fases... BROTAÇÃO E CRESCIMENTO, FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO E DORMÊNCIA. 
 Por falta de informação, a pratica de manejar orquideas pode ser feita de maneira errada e prejudicar a planta e em casos mais graves, pode leva-la a morte. Para evitar que isso aconteça, fiz uma lista dos dez erros mais comuns no cultivo de orquideas:



1-VENTILAÇÃO- As orquideas se desenvolveram ao longo de milhares de anos e adquiriram a capacidade de retirar do ar nutrientes e umidade para crescer e se desenvolver. Por isso elas não toleram ambientes sem circulação de ar. E quando não há condições o cultivador vai perceber pois o crescimento fica prejudicado, com pouca ou nenhuma floração e ainda o aparecimento e a disseminação de pragas e fungos aumenta consideravelmente. Quanto mais arejado for o local de cultivo melhor, sem corrente de vento forte, apenas circulação de ar. 



2-LUMINOSIDADE- Este é um item fundamental no cultivo de orquideas pois dela depende a floração das orquídeas. Planta com menos luminosidade que necessita não dá flor, só crescendo a parte vegetativa.
 Se for cultivar em orquidário prefira locais iluminados pois é mais fácil controlar a intensidade do sol com a tela de sombreamento diminuindo também a temperatura, do que tentar cultiva-las na sombra. Nem todas as espécies se adaptam se não tiver boa luz. 


3-REGA- Primeiro acabar com um mito... As orquideas precisam e gostam de umidade sim! 
Mas para regar com eficiência é preciso atenção e observação, pois se regar de mais favorece o surgimento de fungos e outras pragas, além de apodrecer as raizes. 
As raizes não suportam ficar encharcadas pois são como esponjas e depois que absorvem  a agua precisam secar para depois molhar de novo. 
Outra questão diferente de regar, é a umidade ambiente. Observe as roupas no varal se secarem rápido é porque a umidade está baixa e nesse caso se já tiver regado as orquideas pode molhar apenas o chão para que aumente a umidade do ar no ambiente em que cultiva elas. Isto as vezes é melhor que jogar agua nelas pois simula o habitat de muitas espécies, onde sempre tem agua por perto, seja de um rio, lago, nevoeiro noturno, etc. 
Outra maneira de evitar os excessos na hora da rega é vaporizar agua apenas nas folhas, deixando o substrato mais seco, intercalando com regas normais em que se molha a planta toda. 




4-ADUBAÇÃO - É essencial para o sucesso no cultivo, mas o grande erro aqui é não seguir a recomendação do fabricante.
A captação de recursos pelas orquideas é muito lenta, pois tem o sistema  de vegetação CAM, que é igual ao dos cactos. É normal que quem inicie no cultivo de orquideas tenha pressa e aumente a dosagem do adubo querendo ver o resultado rápido, mas isso só vai prejudicar e em casos mais graves vai queimar a planta literalmente. a diferença entre adubo e veneno está na dose. Quando adquirir o adubo, leia atentamente o rotulo e siga as instruções de aplicação. Os melhores opções para que inicia e não conhece muito são os adubos orgânicos, e os organominerais, porque são alimentos completos para as orquideas e atuam também no substrato melhorando a condição das raizes e da captação de recursos. Antes da adubação é importante regar as plantas para deixa-las bem hidratadas.


5-DISPOSIÇÃO- As orquideas são plantas que necessitam de espaço para que se desenvolvam e o arejamento é fundamental pois como a maioria delas vegeta de forma epifita, o ar tem um papel fundamental na saúde delas.
A recomendação é de pelo menos 10cm de distancia entre os vasos. Quanto mais perto a distancia, mais fácil para a disseminação de pragas e fungos, alem de dificultar a rega e a adubação.




6-SUBSTRATO- Como a quantidades de espécies de orquideas é enorme e os habitats são os mais variados cada espécie exige um substrato para o cultivo. Além disso outro fator que prejudica demais as orquideas são os substratos velhos e saturados ou ainda aqueles que estão com muito resíduos de adubações continuas que acaba queimando as raizes. 
Existem vários tipos de raizes, por isso vários tipos de substratos. De maneira geral para as necessidades das orquideas o substrato ideal é que seja volumoso, de média a alta porosidade e de baixa densidade. No aspecto químico o PH deve estar entre 5 e 6 , de baixa salinidade. Esses qualidades propiciam boa nutrição para as raizes, boa fixação, aeração e ausência de fungos e pragas.
 Os substratos mais usados atualmente são: musgo esfagno, carvão vegetal, chips de coco, pedras como seixo rolado e brita,casca de arroz carbonizada, casca de pinus, casca de macadâmia. Estes podem ser usados sozinhos ou misturados usando sempre um que acumula mais umidade e outro que é mais seco e arejado para as raizes respirarem. Alem desses existem ainda os substratos regionais como exemplo o caroço de açai e a casca do coco seco.
 Também se utiliza madeiras em pedaços, troncos e cascas como a peroba, cedro, cabreúva, canela, guaraiúva, café, Sansão do campo, etc.




7-VASOS-Um erro muito comum é confundir a orquidea com uma planta terrestre e por falta de informação a pessoa escolhe um vaso que não é próprio para o cultivo de orquideas. Muitas vezes de tamanho exagerado,
alem de misturar vários tipos de vasos no cultivo o que acaba dificultando o cultivo na questão da rega e secagem dos vasos. Se o vaso não é adequado os prejuízos são o apodrecimento das raizes. Os mais usados atualmente são os vasos de barro, os de plástico e os cachepos de madeira, alem de troncos  e cascas de árvores. Sempre que for usar um novo vaso escolha o tamanho conforme a planta onde a medida é encostar a planta numa das bordas e medir de dois a três dedos livres na frente para que ela cresça. Isso pode parecer apertado e é o ideal para que a planta fique firme e se desenvolva permanecendo nesse vaso por até dois anos quando deverá ser replantada. 


8-CLIMA-Quando se começa a cultivar orquideas é comum as pessoas quererem de tudo, sem se preocupar com as necessidades da planta e o que ocorre é que muitas vezes a planta adquirida precisa de um clima especifico e acaba sofrendo e até morrendo em um clima diferente frustrando o iniciante. É fundamental avaliar o clima que você tem na sua região e na hora de comprar pergunte ao produtor qual é o clima exigido pela orquídea que você quer para saber se é compatível. Sempre tenha a identificação das plantas que adquirir pois com o nome é fácil fazer uma pesquisa sobre o habitat e as necessidades da planta usando a Internet.



9-COMBATE AS PRAGAS- Esse é um item que acaba com o sonho de muitos iniciantes que por praticas de cultivo errado em locais muito umidos e mal iluminados e sem ventilação acabam causando a desnutrição da planta e consequentemente o ataque de fungos e pragas, porque para que todos saibam essa é a lei da natureza sobre sustentabilidade.
 "Tudo o que é vegetal se reintegra ao meio de forma a beneficiar e reciclar."
 Então plantas debilitadas são atacadas pois estão sendo recicladas e servindo a outros seres, insetos ou fungos, etc. 
Como prevenção as pragas e doenças eu posso citar o óleo de neem que é natural extraído de uma árvore e que atua prevenindo e combatendo centenas de problemas em plantas, desde insetos a diversos tipos de fungos e bactérias, não sendo prejudicial nem ao ser humano nem aos animais. É vendido em gardens e agropecuárias e o modo de usar é especificado pelo fabricante. Além do óleo de neem existem receitas caseiras e naturais que são preventivos ao aparecimento de problemas e podem ser aplicados regularmente como a Canela, cebola, cravo , alho, fumo, pimenta etc. 
Mas a ação mais importante  está na correta e regular nutrição da orquídea pois existem nutrientes específicos que fazem naturalmente a defesa da planta. 




10-CULTIVAR EM LOCAIS INADEQUADOS- O desejo de ter um orquidário com diversas espécies pode fazer com que algumas delas não se adaptem. O segredo é pesquisar o habitat das plantas que se pretende adquirir e quais as espécies que são da mesma região ou clima comum. No mundo são mais de 30.000 mil espécies de diversos gêneros, epifitas, rupicolas e terrestres, alem de mais de 250.000 mil diferentes híbridos que possuem as características herdadas dos "pais" e podem vegetar em mais tipos de clima do que as espécies.
Saiba que o clima é fundamental no cultivo de orquideas e chega a ser 80% do sucesso no cultivo e na saúde da planta.


Esses são os erros mais comuns e que acabam atrapalhando o cultivo das orquideas e também de outras plantas. Plantas são como nós, quando chegam em um novo local vão procurar se adaptar, e por isso o mais interessante é fazer um tipo de " quarentena" e apenas observar, evitando mexer ou já replantar. Quando os primeiros sinais de que a planta começa a vegetar, como uma brotação ou emissão de raizes aparecer, é a indicação que ela está se adaptando ao novo local. 
A paciência e a observação são as duas qualidades que mais evoluem no cultivo de orquideas, pois sem elas dificilmente se consegue!!

" Neste mundo moderno, cheio de pressões e cobranças. cultivar orquideas é a maneira mais correta de se equilibrar. Uma orquidea a mais, um remedio e um psiquiatra a menos" 
                                                                 Dr. Humberto Epiphanio







terça-feira, 17 de março de 2015

CATTLEYA INTERMEDIA- NATIVA DO BRASIL-



Cattleya intermedia em habitat de restinga no litoral do
 Rio de Janeiro a sol pleno 

Cattleya intermedia orlata marginata coerulea
A Cattleya intermédia é uma espécie brasileira e foi classificada em 1828, pelo capitão Graham, do royal packet service, depois que plantas coletadas aqui no Brasil chegaram a Inglaterra. Recebeu esse nome pois o tamanho de suas flores tem um tamanho intermediário entre as espécies de Cattleya. É uma espécie brasileira por excelência, pois sua ocorrência vai desde o litoral da região sul até a pequena faixa de mata atlântica em São Paulo e no Rio de Janeiro.
É encontrada vegetando em locais umidos, por toda as regiões litorâneas do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, menos no estado do paraná.
Cattleya intermédia amethystina

No estado do Rio Grande do Sul esta espécie cresce principalmente fixada em árvores corticeira, em banhados (pântanos cobertos de vegetação rasteira)  e ao longo da Lagoa dos Patos, até a reserva ecológica do Banhado do Taim, distante um pouco mais de cem quilômetros da fronteira com o Uruguai. Ocorre também na Região dos Lagos no Rio de Janeiro, em figueiras, no chão arenoso, à beira de praias e lagoas, em sol pleno mas com muita umidade em baixo, também na fenda de rochas graníticas cheias de matéria orgânica e em butiazeiros.
Cattleya intermedia na vegetação de restinga, sobre a areia
Na parte vegetal a espécie caracteriza-se por pseudobulbos cilindricos, ou levemente achatado, de 0,5 a 2,0  cm de espessura. Pertence ao grupo das Cattleyas bifoliadas e tem o seu enraizamento antes da floração o que faz dela uma planta que emite muitas flores , pois seu novo pseudobulbo se torna independente da parte traseira podendo suportar mais flores.
Cattleya intermedia coerulea flamea
O replantio é feito sempre quando ela começa a nova brotação pois logo em seguida já enraiza no novo vaso.  A espécie Cattleya intermedia  se parece muito na parte vegetal com outras plantas do genero, como a cattleya loddigesii e harrisoniana, sendo diferenciada apenas no enraizamento, cores e tonalidades da flor e no perfume característico de cada espécie.
Cattleya intermedia marginata
O perfume da Cattleya intermedia apresenta uma fragancia discreta e adocicada, tipica da espécie. Suas flores variam de 6cm a 13cm de tamanho. As cores de suas petalas, sepalas e labelos, vão do branco azulado ao vermelho purpura sem esquecer das nuances de cores.variedade de formas e pelorias tornam a Cattleya intermedia uma planta única apreciada por muitos colecionadores no país. Existem exposições onde se fazem premiações exclusivas para a espécie. Uma oportunidade de ver tantas variedades das flores de uma só espécie juntas.
São muitas variedades e são divididas em três categorias:


Cattleya intermedia trilabelo 
flamea bordeaux-ORQ. Olimpia
  • Quanto à forma:-Pelórica; -aquinii; -flâmea; -bergeriana;
  •  Quanto ao colorido das flores:-Tipo;-bordô;-coerulea;-fresina;-lilasina;-roxo-bispo;-semi-alba;-vinicolor;-alba;-concolor;-Rubra;-sangüínea;
  • E pela forma do colorido das flores:-albescens;-punctata;-maculata;-orlata;-marginata;-multiforme;-oculata;-pseudo-tipo;-striata;-venosa;



Cattleya Di pozzi tiziano
C. intermedia x C. pão de açucar
O porte da Cattleya intermedia sofre algumas alterações conforme o habitat. As plantas que estão no litoral, junto à vegetação rasteira das praias, onde há umidade constante e também muito calor e luz intensa,  tem pseudobulbos que atingem quase 50 cm de altura apresentando folhas duplas e muitas vezes triplas, de até 20 cm de comprimento e haste floral que sai da espata carregando em média de nove a dez flores por haste.
Cattleya Di pozzi tiziano
C. intermedia x C. pão de açucar
Já no interior ou em locais com menos umidade e mais longe do litoral, os bulbos chegam a 30 cm de altura, menores e carregam de três a cinco flores apenas.
As flores da Cattleya intermedia possuem ótima textura, o que dá boa durabilidade a floração, que se mantem por cerca de um mês.
É uma das Cattleyas mais apreciadas e cultivadas no Brasil. Além de ser nativa do Sul do País, apresenta uma grande variedade de formas e cores, sendo há décadas alvo contínuo de melhoramentos genéticos, onde os exemplares atingiram uma grande perfeição.
É uma planta que tem grandes predicados para hibridação, apresentando nas variedades flamea e aquini um atrativo muito especial, que é o fato das pétalas possuírem em suas extremidades um intenso colorido, atributo esse que é passado aos seus descendentes.
Cattleya intermedia alba

Caso do resultado do cruzamento da Cattleya intermedia com a Cattleya pão de açucar: 
 A Cattleya Di pozzi tiziano que estão nas fotos ao lado.
Ao longo desses milhares de cruzamentos, suas flores se tornaram maiores, com melhor textura, mais redondas e de cores bem vibrantes. Ainda sobre a qualidade das flores ganha destaque a precocidade, já que alguns seedlings emitem flores em três a quatro anos. Isso, aliado ao fácil cultivo, faz com que tenha grande aceitação em diferentes países, em especial no Japão, para onde é muito exportada.
Cattleya intermedia albescens punctata

A Cattleya intermedia quando bem adubada emite de dois a três pseudobulbos por ano, formando touceiras e para garantir seu pleno desenvolvimento e florir, é preciso dar atenção à rega, fornecendo água sempre que o substrato secar, e à luminosidade, mantendo sombreamento máximo de 70%. Também é necessário assegurar umidade ambiente acima de 60%. Assim como todas as Cattleya bifoliadas, a Cattleya intermedia aprecia raízes bem arejadas, substrato poroso e boa adubação. A espécie não suporta substrato velho e substrato que apresentou mais eficiência, foi a mistura de casca de pinus tratada, carvão e brita. Uma dica importante para quem cultiva orquídea é desenvolver a observação, pois cada caso é diferente, não existindo uma receita exata para o sucesso.






quarta-feira, 11 de março de 2015

DORMÊNCIA- PAUSA PARA O DESCANSO-


  Uma orquídea vegeta em fases, fazendo parte deu um ciclo que dura as quatro estações do ano. Essencialmente esse ciclo de desenvolvimento vegetal pode ser dividido em quatro partes: Crescimento, Florescimento, frutificação e dormência

algumas fotos das fases de crescimento:


inicio da brotação
Raizes em crescimento 





Broto que será um novo bulbo e 
carregará as futuras flores
Planta emitindo raizes






















Do broto se origina o bulbo que apos atingir
a maturidade carrega as futuras flores.











A maioria das orquídeas são adquiridas em plena floração, pois é o momento que mais elas nos encantam. O que muita gente não sabe é que em geral a maioria das espécies de orquídeas, apos a floração fazem um descanso no qual guardam energia para depois iniciarem novamente um novo ciclo.
É nessa fase que devemos respeitar o descanso da planta evitando alguma intervenção ou pratica de cultivo como por exemplo um replantio. Muitas pessoas erram mais por falta de observação e por ansiedade, mas com observação e paciencia a chance de erro diminui muito. Desde o inico do blog eu sempre tento deixar bem claro para as pessoas que conhecer a planta que se está adquirindo e saber alem de suas caracteristicas de crescimento saber tambem a epoca de floração e o tipo de habitat que mais ela se adapta e prefere vegetar, pois com isso o cultivo se torna prazeroso e o aprendizado que as orquídeas nos passam nos tornam pessoas com certeza melhores em vários aspectos.
Cattleya schilleriana- Do grupo das cattleyas
bifoliadas sente muito estress na divisão
e por esse motivo o risco de perder a planta aumenta,
Conhecer as fases do ciclo da planta ajuda muito
a evitar a morte do exemplar..
Se durante algumas das fases do ciclo houver algum problema com a planta, principalmente na fase de crescimento, a floração fica comprometida e pode não acontecer e em alguns casos mesmo emitindo botões de flores, os mesmo podem não chegam a abrir. 
Em condições naturais as orquídeas também podem passar pelo ciclo sem florir, na maioria das vezes que isso acontece é por falta de energia suficiente naquele ano, e os brotos não conseguem chegar ao auge para suportar a floração. 
A floração de uma orquídea é um momento do auge para a planta, pois é através das flores é que ela consegue produzir sementes para dar origem a novas plantas e perpetuar a espécie.  É nessa fase do ciclo que a planta gasta mais energia e por isso a fase apos a floração, a fase da dormencia, se torna uma fase delicada para ela e é isso que vou explicar neste texto. 
a fase de dormência de uma orquidea é o momento onde acontece a suspensão da atividade metabólica e a planta para de crescer momentaneamente, não havendo emissão de brotos, raizes e gemas. É um periodo que pode durar de dias até mais de um mes acabendo com o surgimento de novos brotos e tambem da emissão de raizes.

Quando é e como lidar com uma orquídea no período de dormência?
Essa é uma duvida muito comum entre os colecionadores. Ao contrario do que muitos pensam, o repouso vegetativo não está limitado apenas ao inverno. O que é correto é dizer que acontece a dormência numa época que não é favorável ao crescimento da planta, e isso varia conforme a espécie, podendo acontecer quando a temperatura sobe ou desce, ou quando há diminuição ou aumento da iluminação, umidade, etc.
As orquídeas em circunstancias inadequadas ao seu desenvolvimento vegetativo costumas fazer uma diminuição drástica do seu metabolismo para que consiga guardar energia suficiente para a floração, ou também para iniciar um novo ciclo.



                                                        QUAIS OS  CUIDADOS NESSA FASE:


Planta em dormência
QUANDO A PLANTA ENTRA EM DORMÊNCIA, QUANDO PARA DE CRESCER, OU EMITIR RAÍZES, ISTO É FICA "PARADA", É PRECISO RESPEITAR O PERÍODO E NÃO FAZER MUDANÇAS DE LOCAL, CORTES, PRINCIPALMENTE NO RIZOMA QUE UNE OS BULBOS, DIVIDINDO A PLANTA NEM MUITO MENOS REPLANTAR OU TROCAR O SUBSTRATO. ALÉM DISSO É RECOMENDÁVEL MANTER O SUBSTRATO MAIS SECO, ESPERANDO SECAR PARA DEPOIS UMEDECER COM MENOS QUANTIDADE DE ÁGUA EVITANDO ENCHARCAMENTOS. SERIA BOM SE A PLANTA NÃO DESIDRATASSE NESSE PERÍODO, MANTENDO O VIGOR COM PSEUDOBULBOS TURGIDOS. QUANTO A ADUBAÇÃO, POR CAUSA DO METABOLISMO MAIS LENTO A APLICAÇÃO DE ADUBO PRECISA SER MÍNIMA E COM MENOS FREQUÊNCIA, POIS ASSIM QUE AS CONDIÇÕES AMBIENTAIS VOLTAREM A DAR CONDIÇÕES PARA A PLANTA CRESCER, ELA MOSTRA QUE ESTÁ SAINDO DO REPOUSO EMITINDO NOVOS BROTOS , RAÍZES E OUTRAS FOLHAS.

QUANDO ISSO ACONTECE  E A PLANTA COMEÇA A VEGETAR, É HORA DE ACERTAR A ADUBAÇÃO PERIODICAMENTE PARA QUE A PLANTA TENHA CONDIÇÕES DE SE DESENVOLVER PLENAMENTE, ATÉ A PRÓXIMA FLORAÇÃO.
É NESSA FASE QUE SE USA UMA  ADUBAÇÃO MAIS COMPLETA E BALANCEADA,                                                                                                                                                                             ISSO NEM SEMPRE É FÁCIL AINDA MAIS PARA QUE TEM POUCO CONHECIMENTO, SEM CONTRA INDICAÇÃO E RICOS EM NUTRIENTES.  SEMPRE QUE FOR USAR UM ADUBO SIGA AS INSTRUÇÕES DE USO POIS SE ERRAR A DOSE PODE PREJUDICAR A PLANTA.
Cattleya walkeriana alba 'diamante'
QUANDO O NOVO BROTO CRESCE E VIRA UM LINDO PSEUDOBULBO E VOCÊ PERCEBER QUE EMITIRA FLORES, ATRAVÉS DE HASTES QUE COMEÇAM A SE FORMAR OU ESPATAS QUE SE ENCHEM COM BOTÕES, É O MOMENTO QUE A PLANTA VAI GASTAR MAIS ENERGIA E NESSA FASE NÃO PODE FALTAR NUTRIÇÃO E UMIDADE ALEM DE EVITAR DEIXAR MOLHADO DEMAIS OS BOTÕES E HASTES POIS A PLANTA PODE ABORTAR A FLOR. NESSA FASE UMA MUDANÇA DE LUGAR PODE FAZER A PLANTA ABRIR AS FLORES TORTAS POIS ELA SE ORIENTA PELO LOCAL EM QUE ESTÁ E A ILUMINAÇÃO QUE RECEBE PARA GIRAR O BOTÃO DA FLOR  E ABRIR DE FRENTE BEM BONITO COMO NA FOTO AO LADO.  AGORA QUE VOCE JÁ SABE OBSERVE ALGUMAS DAS FLORAÇÃO RESPEITANDO AS FASES DO CICLO.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!



denphal spp
Cattleya maxima semi alba 


Cattleya violacea

Cattleya schilleriana 'AKM'

segunda-feira, 9 de março de 2015

EPIDENDRUM -Um mega genero de plantas robustas e elegantes



Epidendrum fulgens-
 foto:Anderson L. Cassano 
Epidendrum nocturnum

Epidendrum latilabre

Epidendrum denticulatum



O genero epidendrum é um dos mega-gêneros de orquideas e conta com mais de 1200 espécies que são encontradas em habitats desde os Estados Unidos até a Argentina. Em 1763, Carolus Linnaeus deu nome a esse gênero e incluiu todas as orquideas epifitas que conhecia. Naquela epoca haviam apenas oito generos de orquideas, assim praticamente todas as orquideas eram classificadas como epidendrum.








Epidendrum pseudoepidendrum
 Hoje poucas dessas orquideas permanecem incluídas nesse gênero, o que não impede que o numero de espécies continue crescendo. A grande maioria das espécies são epifitas e seu nome Epidendrum vem do grego epi e dendron  e significa "sobre"  e "árvores", mas como é um mega gênero também possui espécies rupicolas e terrestres. Lembre-se que espécies terrestres vegetam bem em substrato para plantas epifitas, mas epifitas não vegetam bem em substrato terrestre.





A espécie epidendrum possui grande diversidade morfológica, abrange orquideas que tem pseudobulbos proeminentes, outras com caule alongado tipo cana, e ainda outras com caule dilatados.É um genero bastante variável em hábitos, vivem desde florestas umidas e sombrias nos Andes, nos sufocantes e abafados pântanos na florida, no seco e quente cerrado brasileiro, descendo pela úmida e tropical Mata Atlântica. desde plantas bem pequenas até gigantes de dois metros! São plantas bem rústicas e se forem cultivadas dessa forma, formam belas touceiras!




Epidendrum peperomia
As principais características que distinguem o genero, são o rostelo fendido separando a antera do estigma e o viscídio semiliquido produzido nas flores para coletar pólen. As flores apresentam inúmeras diferenças no formato e no tamanho mas em geral se desenvolvem partindo de uma espiga e formando um bouquet de flores, saindo da parte terminal do pseudobulbo. Existem plantas com menos de 1 centímetro e outras com até 5 centímetros de diâmetro. As plantas da espécie epidendrum possuem uma vasta gama de cores em suas flores, sozinhas ou misturadas, encantam os olhares e os polinizadores...verde, laranja, amarelo, branco , roseo , vermelho, pink e purpura...


As flores do epidendrum possuem uma grande durabilidade e florescem em cachos que abrem sequencialmente uma após a outras de baixo para cima, e quanto maior o cacho maior será o tempo de floração. Muitas espécies tem perfume em suas flores, o que encanta ainda mais!

Florem o ano todo mas com maior incidência de espécies florindo na primavera.






Para o cultivo em casa é necessário se informar sobre as necessidades de cada espécie pois vivem em variados habitats, e sabendo disso o cultivo se torna fácil.
As raizes do epidendrum devem secar entre uma rega e outra.
 Em geral vegetam bem em luminosidade media 50% e temperaturas de variam de 10º a 35ºC mas com uma umidade de 50 a 80% e isto pode ser oferecido em qualquer residência por isso é muito cultivada. A receita para uma boa floração do epidendrum é a combinação de adubação correta e luminosidade abundante.
Epidendrum parkinsonianum










Em geral para as pessoas que tem pouco conhecimento com adubação, e o uso de adubos naturais, os adubos orgânicos, é de longe a melhor opção pois proporciona uma nutrição completa e balanceada para as orquídeas.
Eu prefiro usar o adubo orgânico liquido pois ele promove também uma melhora do substrato onde a orquídea está plantada e a planta já absorve de imediato os nutrientes da adubação.








A espécie Epidendrum radicans é hoje uma das espécies mais
conhecida no Brasil pois é produzida em larga escala.  E alem de ter se adaptado bem ao clima brasileiro, floresce rápido em relação a outras espécies. O Epidendrum radicans é uma espécie das américas, é muito adaptável inclusive se plantada em canteiros no jardim formando belas touceiras.
De cores com tonalidade vibrante e cruzamentos feitos por orquidários especializados resultaram em uma diversidade grande de cores e combinações de nuances. As flores são suavemente perfumadas e pequenas cerca de 2cm de diametro, tem o formato que lembra muito um beija-flor coletando o néctar, por isso tem o apelido de "orquídea beija flor".



Epidendrum radicans


As flores começam a abrir de baixo para cima formando inflorescências em forma de uma "bola" que pode durar meses abrindo as flores sequencialmente. O húmus de minhoca esterilizado(em casa mesmo) se mostrou um otimo adubo para a espécie e junto com a casca de pinus, o carvão vegetal e as pedras de rio ou brita, formam um substrato que reúne condições muito boas para o epidendrum radicans florir abundantemente.













Outra planta que se adaptou muito bem ao cultivo e tem feito parte de muitas coleções é o Epidendrum stamfordianum, a espécie é encontrada no México, Belize Guatemala,
 El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, vegetando em galhos nas florestas secas em altitudes até 800mts.






O Epidendrum stamfordianum alem da cor tipica, tem a variação roseo e albo. Gosta de ser cultivado em luz média 50%, temperaturas mais elevadas, com secagem do substrato entre as regas e no inverno um pouco mais de estiagem.
   Se for mal replantada pode demorar a voltar a vegetar, ficando em dormência. Floresce nos meses de outono e inverno, fácil de cultivar,
aceita substratos variados, sem muita exigência, cuidando somente para receber boa iluminação e ventilação, com boa umidade sem encharcamento das raizes.




O genero Epidendrum tem sido usado em cruzamentos com outras espécies intergenericas, para obtenção de hibridos com as suas melhores caracteristicas: Robustez, cores vibrantes, forma inusitada das flores e quantidade e periodo de floração. Abaixo um sequencia de fotos de hibridos de epidendrum...



epicattleya rene marques


Epicattleya orange blaze
Epidendrum pseudoepidendrum x Cattleya schilleriana





Epilaelia snow fantasy
Epicattleya atrowalker

Epicattleya kyoguchi
Epicattleya middleburg