sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cattleya Maxima- Maximo encanto

Cattleya maxima tipo



 A Cattleya Maxima é uma espécie do gênero Cattleya. de característica epífita e também rupícola, pertencente  ao grupo das Cattleyas unifoliadas.









A ocorrência dessa espécie na natureza é nas florestas tropicais secas do Equador e Peru, a espécie cresce em colônias vegetando ou em rochas carregada de detritos vegetais  acumulado sobre elas ou em vários tipos de árvores dentro da floresta e é encontrada nas províncias de El Oro, Guayas, Loja, Santa Elena, Manabi e Los Rios, e florestas da base da Cordilheira dos Andes do Peru, Equador e Colômbia. 





É uma espécie de climas quentes, onde as temperaturas mínimas noturnas nos meses mais frios raramente abaixo de 14 ° C, e as elevações do dia nos meses mais quentes, pode passar de 30 °C.





Cattleya maxima tipo no habitat
O habitat Da Cattleya Maxima  mesmo em tempos de seca  tem o benefício de uma névoa constante que permite a precipitação na estação seca e uma humidade constante de 70-80%.  


Possui pseudobulbos de até 30 centímetros, sulcados, claviformes e uma folha coriacea de 20 centímetros de comprimento verde-brilhante. Seu nome vem desse porte elevado bem maior que as outras Cattleyas unifoliadas.










Na natureza é possível encontrar a cor típica com flores cor de rosa e o labelo desenhado  venoso cor lilás em diferentes tons mais claros e uma faixa amarelo escuro saindo da garganta do labelo, e alem dessa cor, poucas plantas de cores alba, semialba, coerulea e concolor.  A floração  aparece a partir do ápice do pseudobulbo dentro de espata  em numero de 5-á 13 flores. Sua época de floração no equador é dezembro e lá ela é conhecida como a “flor de navidad”, ou flor de natal. Saindo de lá e em climas diferentes sua floração também ocorre em épocas diferentes... praticamente pode ocorrer de  junho até dezembro. No cultivo em estufa é considerado de média dificuldade, podendo ser cultivada com muita luz ventilação media e umidade acima de 50%.






C.maxima coerulea
C.maxima coerulea



A espécie ainda é pouco cultivada se comparada a outras cattleyas, mais pelas exigencias de cultivo do que por sua beleza Maxima...



Cattleya maxima concolor

O cultivo da Cattleya máxima, basicamente é sol sob o sombrite de 50% com uma otima umidade ambiente, boa ventilação e regas apenas quando substrato estiver seco.
Pode ser plantada em vaso plástico ou  vaso cerâmico, mas cada opção com um substrato diferente.
Na cerâmica pode utilizar como substrato a casca de pínus, chips de coco e carvão vegetal, , mas fazer um dreno no fundo para que o substrato fique raso assim secara mais rápido. No vaso plástico ai as opções tem que ser de secagem  mais rápida, como o carvão vegetal  e pedaços de madeira dura , alem de pedras(seixo rolado, brita) e com dreno no fundo do vaso, tres dedos. Pode usar isopor ou pedra também. Fazer furos na lateral do vaso tambem vale para aumentar a aeração.

 Como floresce apenas uma vez no ano, a adubação tem um ciclo óbvio. Na fase de crescimento aplicar um fertilizante completo, orgânico, em todo o substrato, seguindo a recomendação do fabricante, para estimular a brotação, e Semanalmente um NPK de manutenção para plantas adultas, fórmula 20.20.20 até o amadurecimento dos novos pseudobulbos. Em seguida, a planta entra em dormência até a sua floração. O enraizamento da Cattleya Maxima é antes da floração. Para que usa só um tipo de adubo apos o replante use o adubo semanalmente para ajudar a brotação a desenvolver plenamente!
Cattleya maxima semi alba


sábado, 21 de fevereiro de 2015

TIPOS DE SUBSTRATO- usando a criatividade



A finalidade do substrato é servir de apoio para a orquídea, de maneira que as raízes se agarrem e permaneçam firmes (mas sem compactação), além de permitir retenção de umidade, de circulação de ar e de nutrientes provenientes da adubação.
O Brasil foi agraciado com uma extensa e rica diversidade natural e constantemente somos surpreendidos com novas maneiras de tirar proveito dessa quantidade de opções sem agredir a natureza usando de forma renovável e sustentável esse presente.
 O planeta precisa com urgência utilizar materiais reciclados e resíduos provenientes da agroindústria visando diminuir a produção de lixo.
Os orquidófilos e também os orquidários profissionais podem e tem contribuído pesquisando e usando materiais que são descartados em sua região sendo usados como substratos alternativos ou até drenagem para os vasos.
Ao contrario do que pode parecer, não é complicado encontra-los.

 O que falta às vezes é informação e conhecimento para adequá-los as necessidades das orquídeas.
O ideal é que seja volumoso, de média a alta porosidade e de baixa densidade (leve), no aspecto químico a acidez (PH entre 5 e 6) e baixa salinidade são qualidades que propiciam um bom enraizamento e por fim a ausência de fitopatógenos e pragas. Abaixo uma lista dos substratos mais usados para orquideas e suas respectivas características e secagem:



1º-   Fibra, Chips e casca de coco:
 As empresas que processam e comercializam esse tipo de substrato utilizam de técnicas para dessalinização e esterilização, porque suas fibras são salinas e podem necrosar as raízes das epífitas. Sua durabilidade é de dois anos em média e pode ser usado puro ou misturado a outro substrato.  Placas de fibra de coco não são indicadas e não devem ser utilizadas porque as plantas não enraízam, pois a cola usada para formar a placa de fibra é tóxica. Secagem moderada. PH: 5,5 A 6,0




2º-    Musgo esfagno:
 É um substrato que possui o mesmo problema do xaxim, pois é retirado dos leitos dos rios o que causa impacto ambiental e pode causar a sua extinção. Atualmente existem empresas que cultivam esse musgo para minimizar esse problema, mas em contra partida encareceu o seu custo. Possui PH favorável estimulando o enraizamento, por esse motivo é muito usado em plantas novas que precisam de cuidados especiais e também em substratos mistos mantendo a umidade necessária por mais tempo evitando o apodrecimento das raízes. Tem o inconveniente de se deteriorar rapidamente com o excesso de chuvas ou regas. Secagem moderada. PH 3,5 A 4,2





3º-    Carvão vegetal: Novo sem uso, pois se for reaproveitado pode prejudicar a planta. Obtido da carbonização de madeira ou lenha esse elemento alcança ótimo desempenho como substrato, principalmente em locais úmidos, porque é bastante aerado, facilitando a drenagem e diminuindo o risco de encharcamento das raízes. O carvão é um bactericida natural e ajuda a manter a planta saudável e é ainda repelente de algumas pragas como caramujo e lesma. Por ser muito drenante é recomendado usá-lo acompanhado de outro substrato que retenha agua. O único cuidado que se deve ter com o carvão é que esse produto fica impregnado com o sal proveniente das adubações e precisa ser “lavado” uma vez por mês, por isso deve-se regar o vaso abundante com agua limpa. Dura em média 2 a 3 anos, depois fica saturado de sais minerais e começa a esfarelar alem de ser inerte, não possuindo os nutrientes necessários para o desenvolvimento do exemplar necessitando de adubação constante. Secagem rápida. PH: neutro




4º-    Casca de pinus: trata-se da casca de madeira picada. Utilizada em varias granulometrias, é o substrato mais usado atualmente. Geralmente é misturada com outro substrato como o carvão mineral para melhor aeração. É um substrato que mantém umidade por um período de tempo e também a adubação, não oferece muita firmeza para sustentar a planta sendo às vezes necessário tutora-la, outra opção é utilizar junto seixo rolado (pequenas pedras), que ajuda a fixar a planta. Em geral é vendido em sacos plásticos, mas sem tratamento por isso antes de usar é necessário retirar o excesso de tanino (substancia presente na madeira) deixando de molho e trocando a agua até que ela fique cristalina. Esse processo pode levar alguns dias e ao final é recomendado esterilizar com agua sanitária na ultima troca de agua para matar possíveis pragas e fungos, depois deixar secar por um período para que evapore o excesso de cloro. Tem durabilidade média de um a dois anos no máximo. Secagem moderada. PH: 4,0 a 4,5




-    Casca ou tronco de madeiras: 
 Pode ser utilizada na forma de placas, toquinhos ou          pedaços. Antes de escolher qual madeira usar é necessário saber a quantidade de tanino presente, pois é uma substancia que em excesso  prejudica a planta queimando as raízes. As melhores placas são a de peroba rosa que além de rugosa, tem grande durabilidade. As madeiras provenientes de árvores frutíferas também são compatíveis e os toquinhos de pau santo, pau branco do serrado, lixeira, corticeira e outras de casca grossa, leve e porosa favorecem o enraizamento. É um substrato que pode ser usado como “vaso” deixado pendurado com arame, mas também podem ser usados dentro de cachepos ou até mesmo vasos de barro formando bonitas composições, pois a planta tende a “caminhar” sobre a casca ficando com um aspecto bem próximo do que é visto nas florestas. Secagem super-rápida PH: 4,0 a 4.5




.6º-    Casca de macadâmia:
 A macadamia é um tipo de castanha (fruto) e seu uso tem aumentado gradativamente substituindo outras opções de substrato, pois tem mais dureza que a casca de pinus e durabilidade superior, além de ser rica em ácido fítico, que é liberado lentamente. O acido fítico é utilizada pelas plantas para armazenamento de fósforo, que é um nutriente responsável pela floração.  Como a planta absorve fósforo em pequenas quantidades, não mais que 15% nos fertilizantes solúveis, é recomendável sua presença no meio de cultivo. Outras cascas de castanha também podem e tem sido utilizadas como a castanha do Pará, o caroço de macaúba,  o caroço de açaí, juçara, bocaiuva, pindó, etc. Todas essa opções são riquezas regionais sendo mais difícil de encontrar fora da região de origem. Com exceção da casca da macadamia que é encontrada mais facilmente, pois a castanha macadamia é atualmente muito usada na indústria alimentícia e o descarte da casca tem sido usado como substrato. Secagem rápida.


SEIXO ROLADO

BRITA GRANITICA
-  Seixo rolado de rio, pedra brita, rochas em geral: são facilmente encontradas e seu uso muito recomendado como dreno no fundo dos vasos, porque além de não manter a umidade melhora o peso do vaso. Se for usado como substrato  ajudam no enraizamento das plantas, pois fixam a planta com maior facilidade devido ao peso, liberam cálcio que é usado pelas plantas mas que em excesso é prejudicial. Por isso não é indicado o uso puro, o que traz como desvantagem o peso maior que os compostos orgânicos, e a necessidade de muita adubação, além das regas constantes. A opção indicada é utilizar esse substrato junto com outro que absorva agua e adubo. Secagem super-rápida. PH: neutro



8º-     Isopor ou poliestireno expandido: É um material adotado em larga escala pelos grandes orquidários porque possui muitas qualidades no uso como mistura no substrato para orquídeas e também como dreno no fundo dos vasos.  É muito leve, não absorve agua, resolvendo um problema de aeração, durabilidade extremamente alta, tendo pouca ou nenhuma reciclagem é encontrado com facilidade dentro de embalagens de eletrodomésticos, e descartes em geral.  Não libera nenhum tipo de substancia sendo totalmente atóxico. Secagem super-rápida. PH: neutro





9º-    Casca de arroz carbonizada:
 As cascas de arroz têm baixa densidade e peso específico, além de lenta biodegradação, permanecendo em sua forma original por longos períodos de tempo. Apresentam um alto poder energético, já que contêm quase 80% de seu peso em carbono. Suas cinzas são compostas basicamente de sílica o que gera maior proteção contra doenças, são livre de plantas daninhas, nematóides e patógenos. Proporciona ótima aeração, pois retém pouca agua, mas como desvantagem não é facilmente achada, pois é descarte da indústria alimentícia que beneficia o arroz, sendo encontrada em lugares específicos necessitando pesquisa que pode ser feito pela Internet. Secagem rápida. PH:  6,0 a 7,0


       COMO ESCOLHER E USAR OS SUBSTRATOS




Todos esses substratos em geral são usados separados ou misturados, COMO NO EXEMPLO DA FOTO ACIMA.
 A maneira certa de escolher qual usar é ter em mente que a mistura ideal é aquela em que se tem um substrato que acumula umidade e outro que não acumula, permitindo boa aeração e retenção mínima de nutrientes além de PH equilibrado permitindo assim um bom enraizamento da planta além de uma durabilidade mínima que respeite o ciclo vegetal das orquídeas sem se deteriorar. Em geral dois anos é uma boa durabilidade.

Podem-se misturar dois ou mais substratos levando-se em conta que a secagem depende não só do substrato escolhido, mas também do tipo de vaso.Essa mistura  na foto abaixo pode ser usada para a maioria das orquideas e dura em média 2 anos.
Nesta mistura temos o chips de coco que segura agua como uma esponja e seca mais devagar, a casca de pinus que não retém muita agua e seca mais rápido que o chips e por ultimo o carvão vegetal que seca rápido, equilibra o PH do substrato e funciona como um bactericida natural.
esse exemplo de mistura abaixo vai bem no vaso de cerâmica que seca mais rápido, pois o chips de coco atua como regulador de umidade. 
Mas se for usar vaso plástico prefira usar só o pinus e o carvão e acrescente o isopor ou a pedra como dreno no fundo do vaso antes de por o substrato pois no vaso plástico é muito importante que o fundo  seque rápido!! Isso beneficia a planta.
 e se quiser, também pode misturar a pedra ao substrato que isso melhora a aeração e ajuda a fixar a planta melhor para que ela não fique solta. 
Sempre que replantar procure deixar a planta firme no vaso pois senão a planta não vai vegetar corretamente e para de crescer!!
  Fazer furos na lateral do vaso ajuda em lugares úmidos, pois aumentar a aeração e a ventilação e assim o substrato seca por igual em cima e em baixo evitando o apodrecimento das raizes. 


     ABAIXO VARIAS FOTOS DE DICAS E TIPOS DE                REPLANTES DE PLANTAS DA MINHA COLEÇÃO, É HORA DE OBSERVAR:


Furos para ventilação e secagem
Replante, com substrato mais seco: Casca de pinus carvão e pedras, e no fundo dois dedos de dreno usando isopor picado.
Substrato misto no vaso plástico- a vantagem é ter aeração
 para as raizes com boa fixação.
Plantada em tronco a secagem
 fica muito rápida, e a rega é diária.



Observe o começo do enraizamento no substrato:
  pedaços grande de casca de pinus e carvão, isopor no fundo.

Replantando no vaso plástico
 com mais pedra do que carvão e casca. 
é outra uso de substrato em vaso plástico.
 Ideal para ambientes mais umidos,
 pois não deixa as raizes apodrecerem.

Fundo do vaso com isopor picado,
 para drenar a agua da rega.Não apodrece e seca rápido. 

Plantio em vaso cerâmico com casca de peroba acoplada e a planta totalmente fixada e "caminhando" para cima da casca. Bonito visual.

Aqui a mesma situação da foto anterior. 
A planta fixa na casca e subindo,
 e o vaso como suporte. Imitando a natureza.
 Otimo dica de plantio para as orquideas espécies.
Replante com sucesso- 
planta já enraizando no substrato misto-:
 casca, carvão e pedra.

Neste replante além da casca de pinus, carvão e pedra usados como substrato, foi colocado uma fina camada de esfagno por cima, pois é exigência da planta que prefere mais umidade, mas de maneira superficial. O fundo do vaso fica mais seco, e a umidade fica em cima, como se estivesse fixa numa parte do "galho".


           MAIS ALGUMAS DICAS IMPORTANTES:
  •  Quando plantada em musgo esfagno e o vaso secar completamente a melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos, para que o ar sai e a agua penetre no esfagno e umedeça as raizes da planta.
  • Se você molhar com um regador, ou borrifador um vaso ressecado, pode ocorrer de agua encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco.
  • Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos, alem disso pode ser através de um exame visual, e também enfiando um palito de madeira, caso ele sai umido é porque não precisa regar.
  • Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso para outro, a não ser que tenha certeza que não tem problema, pois se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar também.
Cattleya warnerii coerulea- floração 2014
                                                  BOM CULTIVO !!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ZYGOPETALUM



Este espécie de orquídea  reúne cerca de quinze plantas terrestres, perfumadas e exóticas.
 Possui crescimento cespitoso, e é uma orquídea terricola ocasionalmente epífita e rupícola tambem...
É uma orquidea de cultivo intermediário a difícil e que na natureza cresce quase que exclusivamente sobre troncos de xaxim, em florestas úmidas e sombrias. O segredo de seu cultivo está em tentar reproduzir estas condições com outros substratos, pois o xaxim é proibido e está em extinção. Atualmente é usado com sucesso casca de pinus, carvão vegetal, musgo esfagno, entre outros.
O humus de minhoca pode funcionar muito bem na mistura como adubo de longa duração se for esterilizado previamente, porque dessa forma se evitar fungos e nematoides entre outras pragas... o húmus é rico em tudo, mas para se usar em orquídeas como as zygopetaluns e os catasetuns deve ser esterilizado. Caso seja trabalhoso pode ser substituído por outro bom adubo orgânico.



Zygopetalum vem da palavra grega "ZYGON", que significa pétala acoplada, referindo-se ao crescimento de jugo na base do labelo causando uma saliência característica, resultado da fusão das pétalas e sépalas.
É Uma orquídea da América do sul tendo seu habitat na Bolívia, Peru até o Paraguai, nordeste da Argentina, e o Brasil,onde todas as espécies de Zygopetalum se fazem presentes! Inclusive o país pode ser considerado o centro de dispersão da espécie. Comuns nas regiões sul, sudeste e centro oeste, são encontrados em locais saturados de umidade, em meio ao capim, sobre diversas espécies de samambaias, em frestas de rochas onde acumulam-se detritos vegetais e mesmo eventualmente sobre troncos de árvores. Ocorrem em regiões de baixa e média altitude, entre os 600 e os 1200 metros vegetando em um ambiente fresco de floresta tropical. Essa espécie gosta de níveis de luz moderada e um pouco mais de água do que Cattleyas.  Cultivando no orquidário, os Zygopetaluns exigem  um pouco mais de  sombreamento, para evitar que suas folhas finas sejam superaquecidas, e na rega evitar molhar muito as folhas apenas tente imitar a umidade ambiente do habitat vaporizando a agua de leve e molhando mais o substrato, pois as raízes são sua principal fonte de captação de recurso. 


Para regar novamente espere o substrato quase secar e regue de novo... se secar demais pode mergulhar o vaso num balde até as bolhas de ar pararem de sair assim a agua penetra por igual no substrato.
Algumas das espécies são plantas bem robustas, possuindo rizomas longos com pseudobulbos espaçados, outras tem rizomas bastante curtos e há ainda uma que cresce monopodialmente( zygopetalum pedicellatum) e neste caso apresenta caule alongado às vezes ramoso, com folhas dísticas, sem pseudobulbos aparentes.Os pseudobulbos normalmente são ovóides ou de secção redonda, grandes ou pequenos. A maioria das espécies apresenta folhas que vagamente se parecem com capim, verde claras e multinervuradas, o que faz com que se misture a vegetação do seu habitat. Na época de floração emite a haste floral, as vezes duas ao mesmo tempo, normalmente longa e ereta, mais longa que as folhas, , brota da base do pseudobulbo apresentando de quatro a quinze flores médias ou grandes. As flores  costumam ser muito bonitas pois tem um contraste marcante que encanta não só os polinizadores mas quem se para com elas também...Com um aspecto ceroso e também aveludado são muito duráveis, encantando por até dois meses e suavemente perfumadas em algumas espécies. As pétalas são esverdeadas ,maculadas de marrom em pouca ou muita intensidade e labelo branco, quase sempre estriado de roxo azulado,e também na cor lilás.




Costuma fazer a sua dormência, após a maturação dos pseudobolbos, para uma boa floração, diminua drasticamente a rega.
A frequência de replante dependerá do tipo substrato. Se a planta vive na casca de pinus, pode replantar anualmente.
 Se estiver plantada com esfagno, pode esperar  até dois anos antes de replantar.
A melhor época para replantar é imediatamente após todas as flores murcharem, assim que começar a brotar, pois o descanso ela fez antes de florir.
Use uma mistura úmida e não esqueça de deixar o substrato bem drenado.
Zygopetalum redvale
 Existem varios hibridos obtidos de cruzamentos, pois os Zygopetalums apresentam boa fertilidade em sementeiras e híbridos, tendo alguns famosos como o Zygopetalum Redvale.














                               Abaixo a lista de espécies de Zygopetalum:




                                                   Zygopetalum brachypetalum Lindl.





                                                      Zygopetalum crinitum (Brasil).




   Zygopetalum ghillanyi (Brasil).    




                                                  Zygopetalum graminifolium (Brasil).




                                          Zygopetalum maculatum (do Peru ao L. do Brasil)

                                        


                                      Zygopetalum maxillare (do Brasil ao NE. da Argentina)




                                               Zygopetalum microphytum (SE. do Brasil).




                                                            Zygopetalum pabstii (Brasil)

.    


                                               Zygopetalum pedicellatum (SE. do Brasil).





                                                          Zygopetalum reginae (Brasil)




                                                     Zygopetalum sellowii (SE. Brazil).




                                                 Zygopetalum silvanum (Brasil - Bahia).




                                                 Zygopetalum sincoranum (Brasil - Bahia).






                                                        Zygopetalum triste (Brasil)