sábado, 19 de novembro de 2016

ILHA DE ANCHIETA- UBATUBA SP -PARAISO PRESERVADO-

Capivara tomando banho de sol na saida do corrego da represa que acaba na enseada da praia de palmas. os animais ficam soltos no parque e convivem em harmonia com os visitantes.


Vista da trilha que terrmina na praia do sul. No meio
 da trilha há um mirante com vista para 
toda a enseada das Palmas. A agua do mar
tem um linda cor turquesa!
Neste mês de novembro fui visitar a ilha de Anchieta, que fica no Mar de Ubatuba-SP.A ilha faz parte do parque e nada pode ser alterado mais, e por esse motivo tanto a fauna como a flora se destacam aos nossos olhos mostrando sua beleza!!
 O passeio até que foi rapido, cerca de três horas apenas( snif), mas mesmo assim pude alem de nadar nas águas claras de suas praias, observar os animais que vivem soltos pela ilha e também apreciar algumas especies de orquídeas! Entre as que pude observar, o epidendrum radicans e o epidendrum latilabre em muitas e grandes touceiras nas amendoeiras de praia e em outras arvores da 
Catasetum sp- como estava sem flor só deu
para admirar a imponencia de seus brotos
enormes
ilha, que tambem abrigavam a cattleya intermédia e espécimes de catasetum e também de cyrtopodium. Pelo chão da mata encontrei a oeceoclades maculata.
Acredito que existam muitas outras especies de orquídeas no restante da ilha, mas para descobri-las seria necessário passar mais tempo lá e estar preparar para se aprofundar nas matas da ilha.


Epidendrum latilabre- é a mais abundante
na ilha. Este exemplar estava proximo as 
ruinas do presidio em uma amendoeira 
de praia.




 Os animais da ilha não se incomodam muito com as pessoas passeando por lá e por isso é possível ver quatis, capivaras e bugios, alem de gaivotas e muitas espécies de pássaros.
Para quem vai para Ubatuba e gosta de sossego, a visita a ilha é uma ótima pedida para descansar em contato com a natureza, e também se banhar em águas calmas e transparentes. 
Dependendo da embarcação é possível chegar a ilha em pouco mais de quinze minutos, tornando a Ilha Anchieta em um dos locais mais procurados pelos turistas durante o ano todo com seu belo visual de Mata Atlântica.
Aguape comum de agua doce tambem é encotrado na ilha.
e este totalmente florido não podia deixar de ser fotografado!
 Alem disso, praias belíssimas, trilhas ecológicas, passeios pelas ruínas do antigo presídio e um dos melhores pontos para mergulho do Brasil. 
 A Ilha Anchieta é a segunda maior ilha do litoral de São Paulo. São 828 hectares, que hoje fazem parte do parque estadual da ilha anchieta.

Algumas das plantas da ilha eu não
conhecia ainda
e me encantaram por tamanha beleza!!
Na Ilha encontramos também um pouco da história do Brasil. Habitada por índios até o inicio do século XIX, foi conhecida nesta época como Terra de Cunhambebe. Batizada pelos colonizadores como Ilha dos Porcos em 1904, teve nela instalada uma colônia correcional, posteriormente transformada em presídio político. Em 1934 o nome da ilha foi mudado para Ilha Anchieta como parte das homenagens ao quarto centenário do nascimento do Padre José de Anchieta.
  Em 1945 foram recolhidos a ilha o grupo de japoneses que faziam parte do Shindo Renmei, uma associação de carater nacionalista criada no interior do Brasil na decada de 1940 por isseis. Os Membros mais fanaticos da organização cometiam atentados violentos contra os descendentes japoneses que acreditavam na derrota japonesa na segunda guerra. O grupo matou pelo menos 23 pessoas e feriu outras 147 antes de serem levados a ilha. A maioria da pessoas atacadas pela Shindo Renmei eram imigrantes de origem japonesa.
 Em 1955, após intensas rebeliões carcerárias o Presídio acabou sendo desativado. 


Vista aerea da ilha de anchieta
Apos a desativação do presidio, a ilha ficou praticamente abandonada até 29 de março de 1977, quando foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje integrado à rede de Unidades de Conservação administrada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo através do Instituto Florestal. A parte historica da ilha possui mais de 2000 metros quadrados de edificações conservadas, juntamente com as ruinas do antigo presidio, quartel e vila civil.
Muitas das plantas da ilha tambem foram sendo
 trazidas desde a epoca da colonização. 
O Parque ocupa a totalidade da Ilha Anchieta e, além de proteger as riquezas naturais, preserva o rico patrimônio histórico- cultural representado pelas ruínas do presídio e suas instalações. Em visita a ilha e a sede do parque os monitores contam aos visitantes toda essa historia bem mais detalhada, incluindo outras historias que não conto aqui...
Hoje em dia, a Ilha Anchieta mudou totalmente seu perfil, passando a ter sua fauna, flora e riquezas históricas protegidas pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta que tem como objetivos a proteção e a conservação desses ecossistemas naturais; o desenvolvimento de pesquisas cientificas; a realização de atividades de educação ambiental e de recreação em contato com a natureza. Neste sentido oferece atividades relacionadas ao ambiente natural como caminhadas ecologicas, praticas de mergulho e contemplação da paisagm exuberante! Os principais ecossitemas existentes no parque são o marinho, Floresta ombrofila densa, Restinga e vegetação de costões rochosos. Na ilha há tambem diversas espécies de aves, repteis e anfibios.


Flores da Ipomoea pes-caprae,
conhecida como ipomeia da praia.

Na sede do parque, encontramos muitas informações e painéis fotográficos, monitores de turismo para trilhas ecológicas e culturais. As instalações do antigo presídio, em ruínas, atraem o público para viver a atmosfera onde aconteceram importantes fatos para nossa história. E além dos turistas, mergulhadores, pesquisadores e outros estudiosos procuram a Ilha Anchieta durante todo o ano.

Bromelias fazem um show a parte e
são abundantes nos habitats
 de mata atlantica da ilha.
A Ilha Anchieta possui trilhas que constituem um imperdível contato com a Mata Atlânticas e suas belas praias. Ao desembarcar na ilha, o turista encontra monitores credenciados que acompanham os grupos por essas trilhas e a maioria delas, só podem ser percorridas com a assistência destes.

Algumas recomendações para estar preparado para esta aventura:
Alimentação: água, barra de cereal, lanche e restaurante na ilha.
Vestuário: bermuda, calçado apropriado e boné.

Acessórios / Equipamentos: repelente, protetor solar, óculos de sol, máquina fotográfica e mochila.



Duas das trilhas mais recomendadas para o seu passeio:

Epidendrum radicans- Especie de orquidea muito
encontrada em ubatuba. Tambem conhecida como
orquidea beija flor por suas flores fazerem alusão
ao passaro sugando o nectar da flor.
Trilha do Saco Grande - A caminhada começa na praia do presídio percorrendo uma área direcionada a estudos e pesquisas e segue em direção a um antigo Quartel onde foram mortos soldados e civis na rebelião de 1952. A vegetação está se regenerando e ocupando as casas da antiga Vila militar, trazendo de volta os primeiros moradores da mata. Ao final da trilha no costão rochoso deparamos com um mirante das ilhas da região e do mar aberto. Em dias claros é possível avistar tartarugas marinhas em seu habitat natural. Na volta tome uma ducha (Ducha do Maneco) reservada aos que fazem o passeio.


Praia do sul, onde termina a trilha.
Aguas calmas para as crianças nadarem! Entre as pedras,
é possivel observar centenas de peixes
formando um aquario natural!
Trilha da Praia do Sul - O caminho já era utilizado antigamente pelos pescadores e moradores da região. Hoje a trilha está documentada com capacidade de carga e pontos interpretativos da Mata Atlântica, restinga, lendas, histórias e grande variedade de fauna que é fonte de estudo para as escolas que visitam o Parque.
No meio da trilha há um mirante com vista para toda a enseada das Palmas.
Ao chegar à praia paradisíaca convive-se com pescadores tradicionais. A praia do sul com sua água cristalina e abundante vida marinha é um convite para o mergulho livre.



 Mais informações: (http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-ilha-anchieta/)
a) Sede Administrativa:
Dias e horário de funcionamento: Diariamente das 9h às 17h. Exceto às quartas-feiras.
Telefones para informação: (12) 3842-1231
E-mail: pe.ilhaanchieta@fflorestal.sp.gov.br 
Gestor (a): Priscila Saviolo Moreira
Endereço: Avenida Plínio de França, Nº 85 - Saco da Ribeira - Ubatuba-SP ( Píer Saco da Ribeira )

b) Visitação:
Dias e horário de funcionamento:de segunda-feira a sexta-feira das 9 às 17h.
Fechado às quartas-feiras para manutenção ,e aberto todos dias durante os messes de dezembro, janeiro e fevereiro.
Endereço: Ilha Anchieta

Ingresso: R$ 13,00 por pessoa

Crianças de até 12 anos, adultos com mais de 60 e pessoas com deficiência também não pagam. Estudantes pagam meia entrada, mediante apresentação de documento.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

BIFRENARIA- AS FLORES DO SOL





Bifrenaria tetragona
Bifrenaria é uma gênero latino americano de orquídeas descrito pela primeira em 1827, mas até hoje não definido totalmente e sobre o qual ao longo desse dois séculos pairaram muitas duvidas e mudanças de nome.
 Atualmente é composto por cerca de 20 espécies divididas em dois grupos principais de plantas com flores grandes e flores pequenas, com algumas subdivisões percebidas na morfologia e confirmadas pela filogenia. É um assunto complexo e de muitas variáveis, sendo mais interessante o cultivo da planta que também tem suas particularidades.
Bifrenaria Tyrianthina
foto e cultivo Mauro Rosim
De um modo geral as espécies de Bifrenarias são encontradas vegetando em florestas da América Central e América do sul e em países como a Colômbia, Venezuela, Peru, Suriname, Guianas e Trinidad.

No Brasil começa pela Amazônia onde habita desde as matas mais elevadas em Roraima e proximidades dos Andes até as florestas de baixa altitude na várzea dos igapós e igarapés. Em áreas montanhosas e bem iluminadas da Bahia e Minas gerais, como na Chapada Diamantina também são encontradas Bifrenarias. É um genero que se adapta muito bem ao clima brasileiro onde ocupa ainda habitats na Mata Atlântica e serra do mar nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, seguindo pelo Paraná, Mato grosso descendo até o Rio Grande do Sul.



Bifrenaria harrisoniae 
  Algumas de suas espécies são muito difundidas e bastante cultivadas pelos orquidófilos principalmente pela abundância de suas vistosas flores que por sua constituição espessa e disposição da inflorescência encanta qualquer pessoa. A primeira vista suas flores cerosas parecem artificiais, feitas em cera, algo que é realmente um encanto!

Em meio natural podem ser divididas em dois grupos distintos de plantas. O grupo das espécies que emitem flores grandes e cerosas com tamanho médio de sete centímetros. O numero de flores é de uma a tres em média por haste.
Como exemplo de espécies do grupo de flores grandes a Bifrenaria tyrianthina na foto ao lado que tem como quase irmã gêmea a Bifrenaria harrisoniae. Apesar de parecidas as duas espécies podem ser diferenciadas pelo calcar bem mais desenvolvido nas flores da Bifrenaria Tyrianthina se comparado com a Bifrenaria Harrisoniae. 
Bifrenaria harrisoniae var. alba
A Bifrenaria harrisoniae tambem pertence a esse grupo sendo a espécie mais popular. É encontrada em boa parte do Brasil, desde a Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e avançando até o Rio Grande do Sul. O mais curioso nesta espécie é que possui variações entre plantas de diferentes populações espalhadas pelos habitats. São diferenças no tamanho das flores e comprimento da haste floral alem do perfume das flores. Possui ainda a tendências de variar as colorações das flores conforme populações distintas. Essas características mostram a capacidade de adaptação da espécie que encanta por sua beleza e perfume de suas flores e mais ainda por seu modo de viver, onde muitas vezes está a pleno sol e sob rochas. É também uma planta de crescimento lento e otima para nos treinar a paciência no cultivo!
 Nas flores dessas duas espécies, a Bifrenaria tyrianthina e a harrisoniae são conhecidas todas as principais variedades de cores, são elas:
 alba, coerulea, semi alba, aurea (amarela) e a cor tipica com variações nas tonalidades de lilás variando do claro ao muito escuro.  As flores duram entre 15 e 20 dias quando protegidas e são muito perfumadas. O melhor meio de distinguir essas duas espécies é através do calcar bem mais desenvolvido das flores da Bifrenaria tyrianthira quando comparado com a Bifrenaria harrisoniae.

Bifrenaria saxicola- Pode ser 
nomeada tambem como 
Adipe ou Stenocoryne.
O outro grupo são das espécies que emitem flores pequenas, como exemplo a Bifrenaria saxicola que é originaria do Peru, Equador e Colômbia, países que possuem parte do seu território dentro da floresta Amazônica. 
Esse grupo de flores pequenas também é classificado como Adipe ou Stenocoryne pela taxonomia e são plantas que emitem flores em maior numero podendo passar de dez na mesma haste. 
As flores são perfumadas e têm sépalas um pouco maiores que as pétalas. Seus pseudobulbos são de quatro lados(tetragonados) e muito robustos, normalmente guarnecidos por bainhas secas na base. As Bifrenarias possuem uma só folha no ápice, exceto a Bifrenaria steyermarkii que ocasionalmente apresenta duas folhas. Uma característica que ajuda a definir a espécie é a forma das folhas das bifrenarias, que são plicadas, nervuradas, com consistência coriácea e pouco espessa, se apresentando maleável. 
 Suas raizes carnosas tem espesso velame protegendo a raiz, característica que indica que são mais adaptadas a vida nas árvores e sob Pedras controlando a evaporação durante o dia.

Quanto ao clima as Bifrenarias são encontradas em três tipos principais de habitats:
O primeiro tipo de habitat abrange áreas bem iluminadas onde vegetam enraizadas de maneira epífita em árvores de folhagem mais rala e muito frequentemente de maneira rupícola sobre rochas em áreas abertas das florestas. 
Bifrenaria Vitelina
Foto e cultivo Mauro Rosim
 São espécies que apresentam crescimento simpodial e cespitoso e são do grupo de flores grandes. As plantas desse grupo gostam de muita luz, vegetam bem em um padrão de luminosidade acima do padrão para Cattleyas e com muita aeração para as raízes.
O segundo tipo de habitat pode ser classificado como florestas úmidas de montanha, em altitudes de 300m até 1600m, onde habitam locais muito mais sombreados. A Bifrenaria aureofulva é umas das espécies encontradas nesses locais onde é muito comum  a temperatura apresentar sensível diferença entre o dia e a noite e também durante as estações ao longo do ano. A Bifrenaria venezuelana habita matas ainda mais elevadas, em regiões da própria Venezuela mais próximas aos Andes e bem mais frias.
O terceiro Ambiente é de florestas tropicais de baixa altitude e florestas equatoriais da Amazônia, principalmente nas várzeas dos igapós e igarapés, e mesmo em alguma campina onde a umidade é muito elevada e a temperatura mais ou menos constante ao longo dos dias e do ano. Nesses locais há muita iluminação, porém sem ser luz direta.


 Por existir essa variação de possibilidades de cultivo as Bifrenarias  podem ser plantadas em vasos de barro, vasos de plastico(depende de substrato de secagem rápida), cachepô de madeira e também cultivadas diretamente fixa em casca de madeira rugosa, como por exemplo a casca de peroba. O plantio direto na madeira é excelente, pois proporcionam alta aeração e secagem rápida, que evita o apodrecimento das raízes sendo ideal para ambientes umidos.
Bifrenaria Inodora- fonte wikipedia
No cultivo de espécies precisa ter uma umidade ambiente para que o local imite o ambiente  natural. 
No caso de optar por vasos, sempre usar um vaso proporcional em relação ao tamanho da plantas, pois aumenta o risco do excesso de umidade e consequentemente do ataque de fungos e apodrecimento das raizes. Alem disso cultivar bifrenarias em condições erradas podem causar manchas por fungos nas folhas e ainda o apodrecimento de pseudobulbos.
Bifrenaria silvana
Foto e cultivo : Mauro Rosim
É preciso se certificar de que a planta está em substrato bem drenado e arejado recebendo boa ventilação e luminosidade.
Para um plantio em vaso cerâmico pode ser usado como substrato uma mistura de casca de Pinus(pedaços de cerca de dois centímetros), misturada com pequenos pedaços de carvão e mais areia grossa, que contem pedriscos que ajudam na aeração e secagem pois o importante é o substrato secar durante o dia. O xaxim velho pode ser acrescentado na mistura também mas não é regra. As regas e a adubação devem ser intensificadas no período do verão e reduzidas no inverno. Bifrenaria costumam ter necessidade de maior luminosidade para que estimule a sua floração, dai o apelido da espécie (FLORES DO SOL),  caso contrário a planta pode não florir todos os anos.

O crescimento lento e o cultivo por parte somente de uma pequena quantidade de Orquidófilos especializados faz da Bifrenaria uma espécie muito desejada.
 Existe um melhoramento genético em algumas espécies e também hibridos, resultantes principalmente do cruzamento com Licaste e com outras Bifrenarias. Abaixo um exemplo Belíssimo! Um grande abraço e bom cultivo!
Bifrenaria Tyrianthina x Lycaste macrophylla- Foto e cultivo: Mauro Rosim









quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

FOLHAS- O PULMÃO DE UMA ORQUIDEA!


Folhas de Phalaenopsis: em virtude das hibridações
 sucessivas em busca de novas cores e plantas
 mais resistentes é normal as folhas carregarem muitos pigmentos,
 chamados caratenoides que vão dar cor as futuras flores.
 principalmente as plantas que emitem flores pintadas,
 escuras e avermelhadas como essa da foto.
Quando iniciamos no cultivo de orquideas é sempre um susto se deparar com uma manchinha na folha da sua orquídea. O que mais se houve das pessoas é que deve ser fungo e eles são inimigos das orquídeas, e que podem matar a planta se conseguirem contaminar ela, enfim sempre as piores possibilidades. 
Passar a informação dessa maneira acaba se tornando algo que mais prejudica do que ajuda sendo o mais comum  ver o lado ruim primeiro... 


Folha da espécie oncidium atacada por fungo antracnose.
Repare que o ataque é caracterizado por manchas irregulares,
 começando amarelo e depois escurecendo. Outras espécies de 

fungos nocivos atacam de forma parecida.




Alem disso o ataque é visualizado dos dois lados da folha. 
O combate inicial é a retirada da folha atacada para que
 não contamine as outras folhas ao redor, aplicações
 de óleo de neem, ou outro fungicida caseiro e
  evitar molhar as outras folhas durante as regas.
No texto do blog que escrevi sobre o assunto(-FUNGOS, afinal aliados ou inimigos?-Mês de Maio/2015) é possível ler e entender essa relação planta/fungos e também descobrir como funciona essa interação que existe naturalmente na natureza. Se a semente de uma orquidea não tiver a ajuda de um tipo de fungo chamado micorriza, seria impossível germinar em meio natural e mesmo que isso ocorresse fatalmente não vingaria, pois no começo da vida de uma plântula a relação dela com o fungo é essencial para a vida dos dois, e a medida que a planta cresce essa relação fica nas raizes e é totalmente controlada pela planta, que mantém o fungo na parte externa sem acesso a raiz.
Quando uma planta é prejudicada por um fungo, é porque ele conseguiu passar a proteção natural da planta. Isso pode acontecer em determinadas situações, como uma deficiência nutricional que debilita a proteção natural da planta ou por algum fator externo relativo ao ambiente de cultivo que dificulta a planta conseguir vegetar com qualidade. Alem disso as pragas que atacam as plantas como a cochonilha, pulgão e caracol costumam deixar a planta com feridas por onde o fungo pode entrar e atacar.



Oeceoclades maculata-espécie terrestre com
folha de cor variegada, que vive em matas
 sombreadas na camada de serraqpilheira
(folhas mortas das árvores)


Obrigado a todos os amigos e amantes de orquideas que acompanham o blog, é por vocês e pelas orquideas que faço esse trabalho. Quem me conhece a mais tempo sabe o quanto me sinto feliz em cultivar orquideas e torna-las cada vez mais conhecidas de todos...Nesse começo de ano preparei um texto sobre as folhas das orquídeas, onde a idéia é explicar sua função vital na planta e o mais importante, ajudar o orquidófilo a saber identificar como está sua planta, apenas observando as suas folhas.
Hibrido de Cattleya pão de açucar x  Blc. Durigan:
A variação de cores e pintas exibidas na flor tambem
são exibidas na coloração das folhas enquanto cresce.
Por ser um hibrido de duas plantas de flores pintadas,
a tendencia é a planta fabricar uma grande
quantidade de pigmentos que ficam armazenados
no interior das celulas da planta e serão usados nas 
futuras flores.
As folhas das orquideas são vitais para que a planta consiga vegetar com qualidade. Saber observar, e o que observar fica mais fácil para avaliar e identificar sua planta e é o segredo para acertar na hora do cultivo. Sabendo avaliar a planta visualmente pelas folhas, raizes e bulbos é possível acertar ao escolher o vaso, o substrato e o local pára elas com mais segurança, errando menos! 
 Quando o assunto é orquídea cada parte tem sua complexa função para poder se adaptar aos variados habitats pelo mundo afora e também as praticas de cultivo, substratos e vasos usados pelos orquidófilos. Enfim um mundo novo para se conhecer! Boa leitura!!







                           


                      
                         

                             A FOLHA DE UMA ORQUÍDEA

Na botânica se definem as folhas como órgãos das plantas, responsáveis pela captação de luz e também pelas trocas gasosas(a respiração da planta) e dessa forma a planta consegue realizar a fotossíntese produzindo energia para crescer e florir.  A folha de uma orquidea é o principal orgão de respiração da planta, mas outras partes também ajudam como as raizes por exemplo.
Cattleya walkeriana- típica planta do
cerrado, resistente a falta de agua
 e ao calor intenso.
Nas camada superficial de uma folha recobrindo suas partes internas existe a epiderme, que é uma camada de células transparentes que por sua vez é recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração. Nas plantas de climas áridos essa cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma consistência coriácea, como na folha de uma Cattleya aclandiae nativa da Bahia ou a Cattleya walkeriana do centro-oeste brasileiro.As folhas das orquídeas variam muito em tamanho, forma e consistência. Podem se apresentar de varias formas: acicular; Linear; Oblonga; Elíptica; Lanceolada; Ovada ou Ovalada; Obovada; Cordiforme ou Cordada; Triangular; entre outros. Devido ao processo de adaptação das espécies de orquidea ainda são encontradas outros tipos de folhas.
Com algumas exceções de plantas de climas áridos como as cactáceas, as folhas costumam ser o maior possível a superfície em relação ao volume, de modo a aumentar tanto a área da planta exposta à luz, quanto a área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera.


Espécies que crescem em locais mais secos podem ter folhas cilíndricas, como exemplo a espécie oncidium ceboleta e Octomeria panícula, ou ainda folhas reduzidas a escamas, como em algumas espécies de microorquídeas do gênero Campylocentrum.
Apesar da grande variedade de tipos de folhas, as nervuras centrais caracterizam duas formas principais de folhas apenas, conduplicata e plicata. 
As conduplicatas possuem uma única nervura central, são de textura mais coriácea e rígida, como a Laelias, Cattleyas, Phalaenopsis, Denphal.





As plicatas apresentam três ou mais nervuras bem nítidas e são de textura mais delicada, como exemplo os catasetuns, stanhopea, etc.








Nas orquídeas de crescimento monopodial como as Vandaceas, as folhas são dísticas, ou seja, inseridas alternadamente ao longo do caule. 
Nas plantas de crescimento simpodial, as folhas se inserem alternadamente ao longo do ramo(Dendrobium, Epidendrum), ou em forma de fascículos como nos paphiopedilum, e nas que possuem pseudobulbos(Cattleya, encyclia, oncidium, Guarianthe), as folhas inserem-se no ápice, em número de um a tres.




As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas principalmente através de glandulas chamadas estomatos que ficam na epiderme ocupando toda a superfície da folha, mas em maior quantidade na parte de baixo dela. São formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura e fechamento permitindo a respiração e a transpiração. 
Folha da Cattleya aclandiae- De cuticula espessa
e textura coriacea para aguentar a insolação.
As pintas são pigmentos da planta que auxiliam

a clorofila e tambem são usados na  flor 
que ela emite, que também é pintada.
A clorofila, pigmento verde que dá cor as folhas, absorve energia luminosa necessária para que a agua e o gás carbonico possam ser transformados em glicose. Por isso as folhas das orquideas nascem e ficam dispostas da melhor forma possível para receberem a luz do sol. Quando se muda uma planta de lugar ela precisa se orientar novamente em relação a luz e até mudar a direção de crescimento, mas para isso gasta energia também.  Dentro da folha existem outros pigmentos alem da clorofila. No interior das células também se encontram os caratenoides, pigmentos responsáveis pelas cores das flores, como o amarelo e o vermelho, etc.
folha do hibrido Brassocattleya hipodamia 
kelvin lucky. Suas folhas carregam muitos 
pigmentos alem da clorofila, e por isso, desde
 a brotação tanto as bainhas como a folha final
possuem muitas pintas.

Eles absorvem energia luminosa e levam até a clorofila, tendo sua importância no processo de fotossíntese.  Também protegem as moléculas de clorofila, funcionando como antioxidante. Quando uma folha fica velha tende a mudar de cor amarelando pelo aumento dos caratenoides e diminuição da clorofila, 
 hibrido Brassocattleya hipodamia Kelvin Lucky-
as flores possuem uma pigmentação espetacular,
 impressionandopela beleza e colorido. 
É uma planta que me encanta desde o broto
totalmente pintado já indicando essa 
possibilidade nas flores.

e quando uma folha é nova, pode apresentar esses pigmentos também de forma a deixar a folha da planta com pintas. A primeira vista causa duvida se é fungo ou não, mas é só a pigmentação natural da planta.

A orquídea será mais resistente ao excesso de luz, quando maiores forem as condições ambientais que diminuem a temperatura do meio, assim, ambiente ventilado, chão molhado e umidade do ar elevada fazem com que as folhas esquentem menos e a planta resista melhor ao excesso de luz. 
A transpiração é um mecanismo atravez do qual a planta elimina a agua em forma de vapor, fazendo um controle da temperatura, pois ao transpirar a agua retira o calor da superfície da folha, refrigerando-a. Durante a transpiração existe nas folhas uma força de sucção, provocando a subida da seiva bruta, e dessa maneira a medida que a planta perde agua, a folha retira agua do bulbo e este por sua vez retira das raizes.
Há certo limites de temperatura para um vegetal se desenvolver normalmente e por essa razão, o calor muitas vezes pode ser nocivo tanto por excesso, quanto por falta dele. Há estreita relação entre luz e calor. Quando a luz é intensa, o calor aumenta acelerando as funções da planta, a evaporação é maior e é grande a perda de água pela planta. Existe uma temperatura adequada para cada espécie de orquídea, quando ela se eleva muito a planta não floresce e seu metabolismo acelera, o gasto de alimento é maior do que a reposição, o crescimento retarda, e numa situação mais extrema as folhas podem amarelar e cair. 
Queimadura na folha de uma Cattleya:
 A relação luz, umidade ambiente e ventilação
 se desequilibra, causando a queimadura. 

Por isso é necessário ficar atento ao clima
do local de cultivo. Nesse caso o cultivo sob
 plástico é mais controlado e evita
 essa ocorrência.
Já quando a temperatura ambiente é inferior a desejada, a absorção da água e alimentos se dá de modo lento e a umidade excessiva acompanhada por quedas de temperatura, torna a planta mais frágil e vulnerável ao ataque de pragas e doenças. 
 Toda planta gosta uma diferença de no mínimo de 8°C a 10°C de temperatura entre os período diurno e noturno. Durante o dia a planta fabrica alimento, respira e cresce. À noite , não há síntese alimentar , mas a respiração e o crescimento continuam.
Em dia ensolarado, com media de temperatura em torno dos 30°C uma quantidade maior  de alimentos é fabricada. 
Nessa foto é possivel observar que,alem das
 queimaduras e possível ver estrias nas folhas. 
Essas estrias indicam uma desidratação mais
 severa, possivelmente por falta de raizes que 
captam a agua. Nesse caso a intervenção é
 necessária  pois a planta começa
a entrar em falência. Uma opção pode ser o 
SPA
(Matéria mes/jan2015/mensagens populares populares)
A umidade é um dos fatores de maior influencia no desenvolvimento das plantas. Quando insuficiente , provoca o rápido secamento do substrato, as plantas perdem água rapidamente e seus pseudobulbos se desidratam, e as folhas acabam queimando.
Nas Cattleyas, a temperatura ideal diurna gira em torno de 22/25ºC e a noturna de 15/17ºC. Acima e abaixo disso a tolerância diminui gradativamente comprometendo o desenvolvimento da planta. 
Em todos os continentes com exceção da Antártica existem espécies de orquídeas, e por esse motivo espécies diferentes de orquídeas possuem folhas diferentes que variam conforme o gênero da espécie, a localização do habitat, o clima do local, etc. 
A forma das folhas não tem um padrão, sendo uma característica de cada espécie podendo ter grandes variações no tamanho, na grossura, na textura, e na coloração. Essa grande variação de uma espécie para outra é em virtude de vários fatores existentes no habitat de origem, entre eles a temperatura, luz e umidade.  berço da evolução da espécie 
Essa tríade de fatores alheios a qualquer ser vivo é o que mantém a vida de uma orquidea e toda a vida aqui no planeta, por isso tem que ser levado em conta pelo orquidófilo na hora do cultivo. principalmente no cultivo domestico, que é bem diferente de um ambiente natural, mas que pode ser adequado. As espécie de orquideas estão em constante evolução e criam maneiras de sobreviver conforme o habitat em que vivem.
(leia o texto sobre "como montar um orquidário em casa"-Mes de Fev/2015, ou nas mensagens populares- (menu a direita) )
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Dica: Para controle da temperatura em telados ou estufa podemos lançar mão de um sombreamento maior, regas no chão do orquidário aumentando a evaporação nos horários de maior calor, vaporização de água em forma de névoa que é de melhor absorção e o aumento da ventilação.  Pisos de terra batida, areia e pedriscos aumentam a superfície de evaporação, sendo os mais indicados.

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Fotos da espécie dendrobium pierardii:
espécie que tem as folhas caducas, em pré-florção,
já sem as folhas e com o metabolismo reduzido,
Sem as folhas, a planta pode fazer sua dormência sem
 grandes gastos de energia 
e florindo logo em seguida.

Dendrobium nobile emitindo os botões, 
se preparando para florirNote que já derrubou
 quase todas as folhas antigas, permanecendo 
apenas os brotos novos com suas folhas novas.

 As folhas de muitas espécies de orquideas, como por exemplo as do grupo das catasetineas e alguns dendrobiuns que conheço, alem de outras espécies possuem um tipo de folha que é chamada tambem de folha caduca ou decídua, isto é, conforme se passam as estações do ano mudam de cor e caem. Quando vai se aproximando o inverno, época em que existe menos luz e a temperatura é mais  baixa durante a noite, a planta vai derrubando suas folhas e fica num estado de metabolismo reduzido se alimentando da reserva nutritiva que tiver acumulado e ainda guarda energia para florir ao final da estação. Para que ainda não conhece, pode parecer que algo de ruim está acontecendo com a planta, mas é apenas um processo natural do ciclo, muito parecido com o que tem no habitat de origem. é bom lembrar que as folhas que caem não voltam a nascer, mas em vez disso surgem novos brotos que emitiram folhas e farão o mesmo ciclo dos bulbos antigos.
 Sabendo dessa característica fica muito mais fácil o cultivo, evitando que por medo de estar acontecendo algo de ruim para a planta acabe tomando uma atitude que "estresse" a planta  nesse período como um replante ou mudança de local. 




















Ainda existem outras partes de uma orquideas que são folhas modificadas com outras funções na planta, servindo como proteção para as partes da planta como os bulbos em crescimento e os botões florais:








ESPATA FLORALÉ considerada como sendo uma folha modificada, também conhecida como bráctea, não está presente em todas as espécie e é onde se originam as flores das orquídeas.
 Sua  função é proteger os botões florais em formação. 
Pode permanecer na cor verde ou secar e ficar com a cor da palha, que continua tendo a mesma função, podendo a planta florescer de espata verde, ou florescer de espata seca, variando de espécie para espécie.







Broto em crescimento protegido
 pelas bainha da folha.

Bainha da folha-
um tipo de folha reduzida que vai se dividindo e subindo até a altura em que a folha ou as folhas definitivas começam a se formar, antes quando do broto em formação Essa bainha costuma envolver o bulbo e após o crescimento completo, vai secando com o tempo, podendo ser removida pois pode ser um esconderijo de cochonilhas que sugam a planta.











Laelia guylani flâmea-
 espécie que vegeta de forma rupicola


A própria flor também é uma evolução e adaptação das folhas na intenção de atrair o polinizador e sustentar os órgãos reprodutivos masculino e feminino da orquídea.












Ufa, quanta informação não é mesmo?  Mas antes de finalizar gostaria de deixar um quadro abaixo que exemplifica outra situação mostrada na folha de qualquer planta e nas folhas das orquideas também, que é a deficiência nutricional, isto é, toda orquidea precisa de um mínimo de 3 nutrientes primários encontrados no ambiente que são o oxigenio, o hidrogenio e o carbono retirados do ar, da agua e da luz e ainda 13 nutrientes minerais essenciais que absorvem de adubação que somos nos que fazemos... por isso fique atento:


Recado aos leitores do blogue:
  O adubo que utilizo desde 2012 em minhas plantas é completo com os 13 macro e micronutrientes essenciais para elas mais: aminoácidos, quitosana, óleo de peixe, colágeno, hormônios enraizadores, ácidos graxos voláteis, carbono orgânico, acido húmico e fúlvico!! E tudo isso prontamente assimiláveis pelas plantas. Estas são substancias que junto com os macros e micronutrientes favorecem o correto desenvolvimento da planta, atuando como regulador natural do equilíbrio nutricional e metabólico ativando a fotossíntese e a exploração do seu potencial biológico e fisiológico!! 
Faça a experiencia e perceba a vantagem que é ter uma nutrição de qualidade nas suas plantas!
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Plantas pulverizadas com produtos à base de Ascophyllum nodosum, podem sofrer um aumento da atividade de nitrato redutase, uma enzima do metabolismo do nitrogênio, estimulando o crescimento de plantas em condições adversas, principalmente deficiência de nitrogênio. 
Essas substancias combinadas regulam e corrigem o natural equilíbrio nutricional e metabólico das plantas ativando a fotossíntese e a exploração do seu potencial biológico e fisiológico de forma plena e também ativando a resposta de defesa da planta, evitando pragas e doenças. Tornando o cultivo mais simples e pratico com o menor impacto no ambiente preservando e equilibrando toda a vida em volta das orquídeas!! Esse tipo de adubo é natural e pode ser aplicado em qualquer planta que temos em nosso jardim ou na nossa casa, no chão ou em vasos alem de nossas amadas orquideas!!! o site da agrooceanica é:  www.agrooceanica.com.br. Tambem pelos telefones:  (19) 3814-5122 ou(19) 98167-6925 grupo watsap.

BOM CULTIVO A TODOS!