terça-feira, 28 de abril de 2015

TIPOS DE VASOS PARA ORQUÍDEA. COMO ESCOLHER CERTO!

A floração dessa planta foi plena e a escolha do vaso foi fundamental
 para o desenvolvimento das raizes e dos bulbos que sustentam as flores!
Quando nos deparamos com a beleza de uma orquídea alguns detalhes são sempre observados como por exemplo as flores e a parte vegetal não é mesmo?





                                Mas e o vaso e o substrato?
O vaso e o substrato são os responsáveis pela saúde das raízes de uma orquídea e por esse motivo também podem ser vilões se por exemplo apos um período de tempo não houver manutenção como um replantio e troca do substrato a medida que ficar velho.
 Atualmente as orquídeas que são vendidas comercialmente na sua grande maioria vem acondicionada em recipientes próprios para o cultivo em escala comercial dentro de ambiente controlado como uma estufa. Por esse motivo devem ser sempre avaliados se são a melhor opção para serem usados no cultivo domestico visto que muitas vezes o substrato e o vaso da planta comprada não tem o mesmo desempenho na aeração e na secagem naquele novo ambiente para que as raízes continuem saudáveis.
Vaso de garrafa pet com reservatório 
 É muito importante definir qual o melhor tipo de vaso para se cultivar as orquídeas no ambiente da sua casa, pois é o recipiente onde vão crescer e ficar as raízes que são responsáveis por quase toda a captação de nutrientes e água! 
Alem disso as raízes também são responsáveis pela fixação da planta,  e uma planta solta ou sem raízes acaba não florescendo e tem muita dificuldade de vegetar.
  Na nossa casa dificilmente temos o ambiente correto para o cultivo e o mais certo para quem realmente quer ter sucesso com as orquídeas é criar esse local especialmente para elas.
 Em outros textos desse blog eu escrevo mais sobre maneiras de criar um bom ambiente para as orquídeas definindo três pontos: luz correta, umidade ambiente e ventilação. Neste texto eu vou abordar um outro item que deve ser definido por quem cultiva, em comunhão com esses três fatores citados sobre o local de cultivo que são os tipos de vasos que vão ser usados! Atualmente existe uma grande variedade de opções onde a variedade se estende até a recipientes usados para outros fins como por exemplo um cesto de prendedores de roupa de plastico, que já vi sendo usado para acomodar uma Vanda! Entre os tipos mais comuns de vasos para orquídeas, existe os que secam mais rápido enquanto outro mais lentamente, por isso é bom conhecer quais as características de cada um para descobrir qual vai ser o melhor para usar no seu ambiente!  






Para a escolha do vaso certo para sua planta saiba que o item beleza importa, mas é o menos relevante para a saúde da planta.  Aproveito para lembrar que muitos orquidófilos como eu também procuram estar reaproveitando embalagens para transformar em vasos, o que alem de original mostra respeito pela natureza. Alem disso muitas vezes criar um recipiente próprio pode solucionar a dificuldade de cultivo de determinada planta em nosso ambiente! Veja os exemplos abaixo:


Suporte de sirene de alarme
Embalagem plástica de supermercado. plantio de Catasetum.

Embalagem de bolo
Garrafa pet



   Observem que a criatividade no cultivo de orquídeas sempre é muito aproveitada e para poder definir qual o melhor tipo ou quais os melhores tipos que podemos usar nas nossas plantas devemos observar seguir TRÊS PASSOS PRINCIPAIS:

1-Primeiro devemos eleger o material do vaso usado. Para a escolha do mais apropriado deve ser levado em conta a necessidade  de umidade para as raízes da espécie de orquídea a ser plantada nele.
Os que são mais comumente usados pelos orquidófilos são os de cerâmica com furos, que permitem maior ventilação e tem uma secagem bem mais rápida que os de plastico, alem disso os vasos cerâmicos em ambientes úmidos são os ideais para a grande maioria das especies de orquídea vegetarem com saúde. A porosidade auxilia na ventilação mantendo a umidade para as raízes sem encharcamento. 


O vaso menor ajuda a
mantém a planta firme. Alem de ter
uma secagem mais rapida.
 2-Depois de definido o material do vaso devemos pensar no tamanho de vaso que vamos usar observando a compatibilidade do vaso em relação ao porte do exemplar, verificando se o vaso é mesmo o mais indicado para a planta em questão. Se ele é muito pequeno ou se ele é muito grande. O que mais prejudica uma orquídea é com certeza utilizar um vaso grande demais comparado com o tamanho da planta.
Na maioria das espécie de orquídeas o crescimento é lento se comparado a outros tipos de plantas e de nada adianta um vaso muito grande , pois atrapalha muito a secagem do substrato e consequentemente atrapalha as raízes da planta também. Sem contar que o uso de vasos grandes também vai exigir que se tenha espaços maiores para o orquidário. Alem disso os vaso maiores acabam servindo também de moradia para formigueiros e outras pragas que adoram as raízes das orquídeas como lesmas caracóis e larvas de mosquitinhos. Para que isso não ocorra existe uma regra que uso para definir o tamanho do vaso que dá certo na hora da escolha:
Replante feito deixando a frente da 
planta livre para o crescimento.
O tempo medio de durabilidade do 
substrato novo é dois anos que acaba 
coincidindo com a necessidade de
 replantio, pois até lá a planta que tem
crescimento simpodial deverá estar
"saindo" pela borda do vaso.
Ao colocar a traseira da planta encostada numa das bordas fique sobrando no máximo três dedos de distancia na frente da planta para chegar a outra borda. Dessa forma alem de ter espaço para crescer dentro do vaso a secagem do substrato não vai prejudicar as raízes.  
Então se o replantio for feito usando o tamanho do vaso certo o crescimento da planta se mostrará saudável e o substrato manterá suas características saudáveis pelo tempo que a planta permanecer nele. Normalmente nesse mesmo tempo a planta alcança a outra borda do vaso mostrando a necessidade de um novo replante.
3-O terceiro passo é a escolha do substrato que vai ser usado junto com o vaso. É fundamental que esse substrato respeite as necessidades do exemplar cultivado e entre em equilíbrio com o tipo do vaso escolhido, mantendo a umidade necessária e também permitindo a aeração para as raízes. 
De nada adianta usar o melhor tipo de vaso se o substrato não é o adequado a espécie daquela orquídea que se vai replantar, pois acaba prejudicando a planta a enraizar e vegetar com saúde.
 As orquídeas são plantas muito adaptáveis, mas de crescimento lento, por isso é necessário sempre se certificar  que o vaso escolhido para a planta é o mais acertado. Em caso de erro nas escolhas a recuperação da planta também será lenta e mais difícil.
Apos dois meses já é possivel ver
a planta emitindo novas raizes.

Bom até aqui já deu pra entender como podemos acertar na escolha do melhor tipo de vaso para as nossas plantas se observarmos as características de cada espécie.
 As orquídeas como eu disse acima são plantas que pelo modo como vivem na natureza conseguem se adaptar com mais facilidade e praticamente todas as espécies podem ser cultivadas em recipientes plásticos, cerâmicos e de madeira. O que deve ser levado em conta quando a planta não vai bem em determinado tipo de vaso é que muitas vezes o vaso é que não é compatível com o ambiente que a pessoa tem na casa dela.

Por isso a regra principal que vai definir realmente qual é o melhor tipo de vaso para se cultivar orquídeas é antes de mais nada avaliar o ambiente e a necessidade de umidade para as raízes que você tem no espaço onde cultiva suas plantas! Se tem duvida sobre qual vaso usar, mas sabe o nome da espécie da orquidea, pode pesquisar sobre a planta observando fotos no google e ver os tipos de vaso que são mais usados para cultiva-la.
 Tambem pode descobrir sobre o habitat e quais as características do clima. Esse conjunto de ações e observações são o que fazem a diferença para escolher certo!
Confira a característica de alguns dos modelos de vasos fabricados e mais usados hoje em dia:





1-Vaso plástico vazado-Esse tipo de vaso aparece em diversos formatos e tamanhos e foi desenvolvido especialmente para o cultivo comercial de vandaceas. Serve como suporte para planta e as raizes ficam aéreas para fora do vaso como normalmente as vandaceas estão acostumadas na natureza. Usando a criatividade também pode ser usado para espécies que emitem flores para baixo, como exemplo a Stanhopea e tambem ser usado para qualquer espécie de orquídea que necessite de grande aeração nas raízes. Eu por exemplo tenho uma especie de dendrobium sendo cultivada assim e está dando certo! 



2-Vaso plastico- Os vasos plásticos pretos são usados em larga escala também para a produção comercial de orquídeas. Possui custo barato e é leve e versátil, servindo para milhares de espécies de orquídeas e plantas em geral. Para se usar ele no cultivo de orquídeas em casa é imprescindível redobrar a atenção quanto ao excesso de umidade, pois retém a água de rega por mais tempo podendo permanecer úmido por dias e para os desavisados é a principal causa de apodrecimento de raízes. 
 Neste tipo de vaso é muito comum o substrato secar na parte de cima do vaso enquanto que no fundo ainda continua úmido. A dica neste caso é verificar, então antes de regar novamente afaste um pouco do substrato  para ver se está umido ainda, ou ainda com um palito de madeira verifique a umidade no fundo do vaso. A rega nesses tipos de vaso é mais espaçada esperando secar entre as regas. 
Nos replantes que fazemos em nossa casa é importantíssimo fazer um dreno no fundo do vaso para que o excesso de agua escoa e não acumile. Para isso pode ser usado pedras , isopor, argila expandida, caco de telha, etc. desde que seja material duro e sem deterioração. 
Uma dica que utilizo muito para algumas espécies de raizes mais sensiveis é fazer furos na lateral do vaso tambem aumentando a aeração. Como a rega em casa é frequente no verão não atrapalha a secagem!


 3-Vaso cerâmicoOs tipos de vasos cerâmicos mais usados pelos orquidófilos são fabricados sem impermeabilização e em vários tamanhos e formas. Devem ser escolhidos conforme o tamanho da planta. Atualmente os vasos de cerâmica são de longe os mais usados em orquidários com a umidade ambiente elevada pois secam mais rápido devido a sua porosidade e possuem furos grandes em toda sua volta que ventilam as raizes.  Para as espécie de orquídea que necessitam que as raízes sequem após a rega o indicado são os vasos cerâmicos rasos, e quanto maior for o porte da planta os vasos cerâmicos mais fundos são os indicados.


4-Cachepô de madeira-
Os cachepôs podem ser usados praticamente por todas as espécies epífitas inclusive Vandas.
 É um tipo de vaso para orquídeas que permite total aeração para as raízes alem de servir de tutor para que as raízes se fixem. Pode ser usado com ou sem substrato. Caso se opte por usar substrato escolha os mais duraveis como pedaços de madeira durável como a peroba, pois quanto mais tempo durar o substrato, mais tempo demora a ser feito o replante. O ponto negativo do cachepo é que no replante é mais comum se perderem raizes que estiverem grudadas nele. Os cachepôs podem ser confeccionados em casa, inclusive é possível encontrar videos que explicam como fazer na internet. As madeiras usadas na confecção dos cachepôs devem ser de boa qualidade e resistentes ao tempo e a umidade.



5-O vaso plástico transparente- tem as mesmas características do vaso plastico comum, mas com transparência para que as raízes da planta absorvam a luz. É usado em larga escala para o cultivo comercial de espécie Phalaenopsis, mas pode ser adaptado para muitas outras espécies de orquídeas pois conserva a umidade por mais tempo e permite a entrada da luz, alem de facilitar a visualização do interior do vaso e das raizes!



 6-pote plástico transparente- 
 normalmente usado para outros fins no cultivo de orquídeas é muito usado para o cultivo especifico de algumas espécie com as catasetineas, pois como não possui furos, é possível desenvolver um reservatório de água fazendo apenas um furo na lateral do vaso. Onde vai ficar o reservatório no fundo do pote pode ser usado isopor(que ainda não possui reciclagem), alem de pedras, cacos ou qualquer material que seja resistente a água para separar o reservatório do substrato.Também pode ser usado para o plantio de outras espécies de orquídea que necessitem de maior umidade para as raizes.



7-Cascas de arvore, toquinhos, troncos de madeira- 
São tutores que funcionam como vaso e substrato ao mesmo tempo. Os melhores e mais indicados são provenientes de madeiras nobres que possuem pouco ou nenhum tanino, pois essa substancia prejudica o enraizamento fazendo a planta entrar em colapso. Podem ser na forma de cascas como a casca de peroba, toquinhos ou troncos de sansão do campo, café, abiu, praticamente todas as frutíferas entre outras, desde que possua rugosidade que favorece o enraizamento. 
A vantagem é que a planta se sente como no habitat e a desvantagem na minha opinião é a exigência maior de umidade no ar e regas frequentes. Indicado para o cultivo de especies que não se adaptam a vasos da mesma forma que outras como a Cattleya schilleriana, aclandiae, entre outras. Eu gosto muito dessa modalidade de plantio e inclusive utilizo junto com vasos cerâmicos como na foto do exemplo ao lado.



8- pau de barro-    
É um tipo de recipiente cerâmico em forma de cone que tem seu interior oco para que seja preenchido com água, inclusive pode ser água com adubo já dissolvido. 
A planta é amarrada no lado externo onde existem ranhuras simulando um tronco de árvore e assim aos poucos a planta vai absorvendo a umidade e os nutrientes. É amplamente usado para o cultivo de micro e mini orquídeas que necessitem de umidade constante. Tambem é ótimo para recuperar uma planta que esteja com dificuldades de vegetar devido ao ambiente seco. 


Existem muitas outras opções de vasos e adaptações que podem ser feitas com outros tipos de recipientes. O que vale na hora da escolha é pensar no melhor para as plantas, pois dessa forma minimizamos as dificuldades de se cultivar orquídeas. Espero que tenham gostado das informações. O intuito é sempre de facilitar o aprendizado pois o melhor de se cultivar orquídeas é a transformação positiva que elas trazem para a nossa vida! Trabalham a nossa ansiedade e melhoram a nossa observação alem de nos ensinar a conviver em grupo e se inserir na sociedade de uma forma benéfica a nos mesmos e aos outros. Abaixo coloquei mais algumas dicas que uso no meu cultivo! Um forte abraço a todos!




 # Sempre que for iniciar uma coleção procure utilizar o mesmo tipo de vaso e o mesmo tipo de substrato para todas as plantas pois fazendo isso o cultivador, terá um cultivo mais homogênio onde a rega pode ser igual para todas as plantas evitando que uma fique mais encharcada que outra. 

 # O substrato que for utilizado pode ser misturado a outros com características mistas para permitir aeração, firmeza e reter nutrientes da adubação. Eu gosto muito de utilizar no vaso plastico a casca de pinus misturada ao carvão vegetal e o pedrisco de rio e no vaso cerâmico a casca de pinus com carvão vegetal, mais o musgo sfagno por cima do substrato para melhorar a umidade.(foto ao lado) 
Durante o inverno esse musgo que fica por cima é descartado e próximo ao verão com o aumento da temperatura volto a colocar.
 O musgo de rio tem ótimo PH e favorece o enraizamento. Como durante o verão muitas plantas emitem raízes o musgo melhora muito o cultivo.


#Manter o ambiente úmido é essencial para o sucesso com os vasos cerâmicos. Para isso vai exigir mais dedicação e criatividade, como colocar uma fonte de água ou até mesmo criar um laguinho para que essa umidade se faça presente!

# A escolha do vaso plastico para cultivar permite fornecer grande umidade para as raízes, mas de nada adianta usar um substrato muito absorvente e que demore a secar, pois a chance de acontecer um desequilíbrio e apodrecimento das raizes é bem maior.
Nessa opção de plantio muitos cultivadores utilizam pedras e pedaços de madeira dura e pouco absorvente.
 #Uma grande parte das Cattleyas preferem vasos cerâmicos.

 #Os vasos em formato de cuia, são os mais usados para Coelogyne.

# Os pratinhos de plasticos, aqueles são usados para ficar embaixo de vasos podem ser usados para o cultivo de bulbophilum com sucesso pois a umidade é melhor e a aeração tambem, alem de terem um tamanho ideal pelo tipo de crescimento dos bulbophilum.



"A vida pode e deve ser mais feliz se houverem flores"


domingo, 19 de abril de 2015

CATTEYA LEOPOLDII- CATTLEYA TIGRINA- A BELEZA TEM MAIS DE UM NOME-





Essa Cattleya Brasileira de muitas flores, foi descoberta em 1855, quando  a viagem de coleta de plantas da firma belga Verschaffelt a levou daqui juntamente com outros espécimes de nossa flora para a Europa, onde foi descrita por Lemaire, não como uma nova espécies, mas  como variedade da Cattleya guttata Lindley, recebendo então o nome de  Cattleya guttata var. leopoldii em homenagem ao rei Leopoldo I da Bélgica, um apaixonado admirador de orquídeas. Mas essa “variedade” que foi identificada e descrita como Cattleya guttata, era na verdade uma Cattleya tigrina, porque a espécie já tinha sido descrita sete anos antes e  classificada por Richard.
Mas na época a descrição de Lemaire recebeu maior divulgação que a descrição original de Richard, e o erro perdurou por muito tempo e foi solucionado apenas recentemente com o restabelecimento do nome correto dado a esta espécie, pois a diferença entres a Cattleya tigrina e a Cattleya guttata são muitas!
 Uma dela é a época de floração, a Cattleya tigrina floresce de Novembro a fevereiro enquanto a Cattleya guttata de Fevereiro a Abril. Existem outras muitas outras diferenças, como por exemplo o habitat, o comprimento das folhas, o labelo, o tamanho das flores, o colorido, etc. Mas mesmo passado muitos anos, ainda hoje, existem muitos taxonomistas que consideram a Cattleya tigrina, e também  Cattleya leopoldii, sinônimos da Cattleya guttata, da qual seria apenas uma variedade de maior interesse horticultural cuja permanência como espécie autônoma é mantida mais por hábito de muitos colecionadores, do que por comprovação científica... 
A Cattleya tigrina é encontrada no Brasil desde a faixa litorânea vegetando em restingas e na Mata atlântica do sul da Bahia passando pelo Rio de Janeiro e indo até o Rio Grande do Sul em estreita faixa de matas *higrófilas, que rodeiam lagoas, banhados, dunas e pequenas elevações de terra. A maior ocorrência da Cattleya tigrina era no sul, indo desde as cercanias de Porto Alegre até o litoral sul de Santa Catarina onde ela avança por grandes distâncias para o interior, ao longo das margens dos rios e pelas brechas existentes nos contrafortes da Serra do Mar, sempre pela ação dos ventos dominantes que sopram do oceano para o continente, incursões nas quais é frequentemente acompanhada pela Cattleya intermedia, estando  hoje quase extinta na natureza, pois seu habitat infelizmente foi muito destruído pelo próprio homem. 

A ação predatória radical deve-se ao fato da sua floração ocorrer justamente no início das férias de verão, durante a frenética corrida dos turistas em busca do litoral, movimento que garante aos moradores virarem  mateiros e garantir um bom lucro com a venda das plantas em flor e também a morte da maior parte destas, pelo fato da maioria dos compradores não terem sequer a menor ideia de como cultivá-las. Isso causou um impacto ambiental sem precedentes.



Mas muitas dessas plantas foram preservadas por  orquidófilos experientes  também que hoje graças ao manejo correto e a micro propagação invitro conseguem multiplica-las e usa-las em cruzamentos entre si para o melhoramento genético da própria espécie, e assim  podendo voltar a natureza  em áreas que hoje são preservadas e monitoradas. É sempre bom lembrar que retirar plantas de seu habitat causa impacto ambiental e é considerado crime, além disso, plantas retiradas da natureza tem muita dificuldade de adaptação em novo local correndo o sério risco de morrer.
 Atualmente a espécie é facilmente encontrada em orquidários de renome aqui no Brasil onde as plantas nascem adaptadas ao cultivo domestico. Possuem muito mais resistência e florescem com maior abundância.
















A Cattleya tigrina possui pseudobulbos eretos, cilíndricos e levemente sulcados podendo atingir até um metro de altura e as vezes podendo até passar um pouquinho...
É uma Cattleya do grupo das bifoliadas com folhas grandes, as vezes três folhas, oblongas e elípticas, coriáceas e grossas. A Inflorescência surge no ápice do pseudobulbo de espata verde, logo após a maturação do bulbo, sem fazer a dormência.
As flores da Cattleya tigrina possuem labelo mais largo que a Cattleya guttata, e normalmente, ou na maioria dos exemplares, possuem o tubo polínico de cor atropurpúrea, completamente colorido com excessão das variedades que mesclam as cores, e a coloração das pétalas e sépalas  mais escura. A cor típica é geralmente marrom com pintas escuras e a haste floral pode conter entre 2 e 8 flores e em algumas plantas esse numero vai além podendo chegar a mais de vinte flores, onde o tamanho das flores acaba diminuindo mas o formato é de um cetro de flores! O tamanho das flores geralmente bem distribuídas no racemo floral mede de 8 a 10 centímetros de diâmetro, podendo, excepcionalmente, atingir até 12 centímetros em alguns clones excepcionais, mas a média ainda é maior do que a Cattleya guttata. Sendo esta uma das características que a distinguem da Cattleya guttata, cujas flores, quase sempre em maior número, são bem menores que a Cattleya tigrina.

 Hoje em dia a variedade de cores e formas aumentou com o melhoramento genético e hoje chega a mais de dez. Antigamente além da cor típica existiam poucas variações de cor da Cattleya tigrina, entre elas a Albina e a Aquinii “. Essa situação foi alterada quando um orquidófilo encontrou no extremo sul do habitat, a Albescens, posteriormente rebatizada com a bela e sugestiva denominação de "Cetro de esmeraldas", um  dos clones mais famoso e maravilhoso que ainda hoje depois de mais de 20 anos depois, ainda continua sendo objeto do desejo da maior parte dos colecionadores, pois sua floração é única!  Alguns anos mais tarde surgiram a Vinicolor e Semi-alba. O grande alvoroço dos orquidófilos, no entanto, ficou por conta do achado das coerúleas! Momentos de emoção dos colecionadores ocorreram também com o achado de duas esplêndidas trilabélias e uma Aquinii, no início da década de 80.

Recentemente através  do interesse do estudo da espécie, foi achado o habitat de plantas semi-albas, suaves e lilácinas . O que mais surpreende é que se não fosse achadas antes do desmatamento essas plantas únicas poderiam simplesmente nem existir  , visto que as matas em que foram encontrados foram derrubadas para dar lugar a lavouras ou a pastagens ou simplesmente para transformarem-se em carvão. O valor do achado é além da beleza das flores e da sua raridade, o grande potencial genético para a germinação de plantas mais adaptáveis e perfeitas em forma e em colorido, além da possibilidade de repovoar os habitats destruídos um dia.
A espécie, como a maioria das epífitas, é xerófita, pois vive grande parte do tempo seca e está perfeitamente adaptada a essa situação, razão pela qual o seu cultivo deve ser conduzido de forma que as raízes não permaneçam encharcadas por muito tempo, o que explica sua preferência por substratos grandes e porosos, pedras e cachepô de madeira, além de troncos e cascas de madeira de apodrecimento lento. Essas são as opções que satisfazem melhor suas necessidades de aeração. O crescimento da Cattleya tigrina é lento devido ao prolongado repouso de pós-floração, tornando a brotar somente meses depois fazendo com que a espécie tenha um lento desenvolvimento, e consequentemente aversão a retirada de mudas frequentes.






 *Vegetação higrófila: Vegetação adaptada à grande umidade. As raízes desses vegetais são pequenas e as suas folhas são grandes para facilitar a evaporação, além de possuírem caules bastantes desenvolvidos.

terça-feira, 14 de abril de 2015

KEW- ROYAL BOTANIC GARDEN-LONDRES-UM DOS MAIORES HERBARIOS DO MUNDO


 conservatório Princesa de wales

Waterlily House
Orquideas phalaenopsis em Kew
Construído no inicio do século 18, o Kew garden é até hoje um dos maiores herbários do mundo e fica localizado na margem sul do rio Tamisa, perto de Richmond, 10 km a sudoeste de Londres, no distrito de Kew, Inglaterra e hoje conta com um acervo que é um dos maiores do mundo. A biblioteca conta com mais de 750.000 volumes e uma coleção de ilustrações com mais de 175.000 gravuras e desenhos de plantas.
 No herbário são sete milhões de espécimes vegetais em conserva, mais de vinte e sete mil espécies de plantas vivas, entre elas quatorze mil árvores e uma coleção de orquideas de todas as zonas climáticas da terra, e que já comemorou duzentos anos em jardins e estufas climatizadas que reproduzem esses vários habitats do mundo!!!
 Os jardins botânicos de Kew  são registrados desde 2003 na lista da UNESCO como patrimônio da humanidade e são visitados por milhares de pessoas todos os anos.
 Atualmente os jardins de Kew  ocupam uma área de 130 hectares e é hoje um dos centros de excelência na investigação botânica e um afamado centro de formação em jardinagem e uma das principais atrações turísticas de Londres.
Angraecum sesquipedale

A coleção de orquideas do Kew garden possui aproximadamente cinco mil espécies oriundas de varias  regiões do mundo como o Leste africano, Bornéu,Tailândia, Índia, Ilhas do pacifico, florestas tropicais, América do sul, Mata atlântica brasileira, etc.Os híbridos também fazem parte do acervo que tem uma parte da coleção destinada especificamente à educação e a pesquisa.


Vanilla planifolia(baunilha)
O terceiro maior núcleo de estufas e jardins que acomoda a coleção de orquideas é
o conservatório Princesa de Wales, que são estufas climatizadas divididas em áreas de zonas climáticas tropicais onde as estufas são controladas por computador e  possuem climas desde regiões áridas,montanhas até florestas como a mata atlântica, com centenas de espécies de plantas tropicais, subtropicais como as pteridófitas e briófitas(samambaias e musgos),  bromélias, plantas carnívoras, cactos e plantas xerófitas e  a coleção de orquideas do Kew reproduzindo o habitat típico de muitas espécies tropicais com flores espetaculares! Nesse local é encontrado uma variedade grande de espécies como a Vanilla planifolia(baunilha), Angraecum sesquipedale(orquídea de darwin), Vandaceas, Phalaenopsis, Cattleyas, Oncidiuns, entre muitas outras.
 Um dos diretores científicos do Kew garden, explica que o acervo sempre aumenta e que viagens as matas e florestas brasileiras sempre foram frequentes. Desde 1850, são realizadas pesquisas sobre plantas nativas do Brasil, inclusive com espécies em extinção. 
Em relação as orquideas , 53% das que habitam a mata atlântica são endemicas, e que o desmatamento ilegal da floresta causou um desaparecimento de 90% desse total.
 Este trabalho com as orquideas só é possível graças a associação entre o instituto Smithsonian e o instituto nacional da Amazonia, que atuam em parceria na pesquisa.
Palm house 




Jardim de bromélias











Área de cactos e outras xerofitas
O jardim botânico ainda conta com um laboratório de micro propagação onde uma parte do que é produzido é distribuída todos os anos para diversos jardins botânicos e sociedades orquidofilas, entre muitas outras organizações de preservação e repovoamento de orquideas. uma das espécies em que foi feito esse trabalho é nativa do equador, o Epidendrum ilense. Somente 6 exemplares desta orquídea puderam ser resgatados de seu habitat de origem e um deles foi enviado a Kew, que propagou e distribuiu centenas de seedlings e assim ela passou a ser cultivada em muitos outros parques e jardins alem de ter sido reintroduzido com sucesso nas matas novamente, o que é um grande feito para o Jardim botânico de Kew. Alem do trabalho de micro propagação o setor educacional de Kew é destaque nos estudos de conservação de ambientes naturais. Também existe uma enfermaria de orquideas com profissionais bem treinados em cultivo. Por isso quando for a Londres não deixe de conhecer esse paraíso tropical na Europa.!!!!







Jardim do lado de fora da estufa


Lago com plantas aquáticas


Vandas nas estufas de Kew

quinta-feira, 9 de abril de 2015

DENDROBIUM- A FORMA E AS CORES DA ASIA-

dendrobium thyrsiflorum vegetando em fenda na rocha.

 Um mega genero da família orchidaceae, com mais de 1200 espécies. É um dos gêneros mais numerosos e populares que encanta muitos orquidófilos como eu pela sua rusticidade, delicadeza, cores e formas de suas flores. Originário da Ásia tropical e subtropical, estendendo-se por Nova Guiné,Bornéu, Filipinas, Austrália, e Nova Zelândia . o genero foi estabelecida em 1799, e seu nome vem de duas palavras gregas: dendros(árvore) e bios(vida), e significa vida sobre as árvores, pois a grande maioria de suas espécies é epifita, embora existam espécies que vegetam de forma litofita, isto é nas fendas das rochas entre material orgânico rico em nutrientes.
Dendrobium nobile( produção comercial)











A maioria dos Dendrobiuns apreciam regiões de clima tropical, e por esse motivo se adaptaram bem as condições brasileiras. As espécies mais conhecida que representa o genero no Brasil é o Dendrobium nobile, mais conhecido por "olho de boneca", por causa do tom das contrastantes do labelo em relação as pétalas e sépalas  e pela diversidade de cores das flores. É uma planta que está perfeitamente adaptada as condições climáticas do Brasil em regiões que tem uma estação de frio, onde passam pela diferença térmica de temperatura do dia para a noite e experimentam um ar mais seco que causa um stress hídrico, fazendo com que a planta até perca as folhas, mas permitindo que  ela floresça abundantemente para proliferar a espécie e formando belíssimos arranjos florais que perduram em média por 20 dias.

Dendrobium nobile spring dream 'apollon'







Quando cultivado em casa o "olho de boneca" deve ser adaptado e seguir algumas dicas para que floresça abundantemente no outro ano. Os dendrobiuns na sua grande maioria floresce apenas uma vez ao ano,mas tem a característica de florir mais de uma vez no mesmo bulbo por isso tem que caprichar no cultivo! Para lançar flores a espécie precisa de uma diminuição das regas depois de Abril e adubação com mais fosforo pois a medida que os novos bulbos crescem eles acumulam energia para a floração que ocorre 60 dias depois que começa o inverno e para isso a rega que já tinha sido reduzida deve ser parada apenas borrifando as folhas no final da tarde quando a temperatura cai fazendo a planta sentir a diferença térmica do dia para a noite de forma mais acentuada.  o estresse hídrico e a diferença térmica fazem a planta emitir botões florais em abundância. As flores saem da lateral do bulbos tipo cana através de gemas de brotação, que servem tanto para emitir flores, como também para brotação de "keikes"( em havaiano significa bebê). Caso a rega não seja suspensa ou chova muito no inverno o dendrobium nobile emite keikes ao inves de flores, que poderão ser destacadas da planta mãe após estarem com pelo menos duas raizes de mais de 5cm  para que as novas mudas se desenvolvam melhor no novo vaso. O replantio do Dendrobium também tem seus segredos. A espécie possui raizes finas e mais frágeis que quebram com facilidade, e por isso no replante a planta precisa ficar bem firme para que continue o crescimento, caso contrario a planta para de se desenvolver. Nessa hora é necessário um pouco de pratica para deixar a planta firme. A mistura de carvão vegetal pedra pequena e casca de pinus é muito bem aceita pelos Dendrobiuns pois permite o arejamento no substrato. Essa mistura é indicada para o plantio em vaso plástico com dreno no fundo do vaso(pode ser isopor),pois permite uma umidade melhor com um substrato ventilado. veja as fotos de replantio de keikes:




 Nesse outro replantio foi usado um vaso plástico onde foi feito o dreno no fundo e furado toda a lateral do vaso com ferro quente para que seque o substrato mais rápido e ventile as raizes.




   A quantidade de luz que uma orquídea  recebe acaba refletindo diretamente no crescimento e na floração, tanto o dendrobium nobile como quase todas as espécies de Dendrobium gostam da luz natural intensa para que possa se desenvolver de forma saudável sem pintas nas folhas. Algumas espécies requerem exposição maior ao sol, praticamente luz direta para florir. No caso do "olho de boneca" luz direta pela manhã ou luz filtrada evitando os raios diretos nos horários de maior intensidade e temperatura pois isso tende a queimar as folhas.
 Como o genero Dendrobium é muito grande em numero de espécies e habitats, é recomendado pesquisar detalhes sobre a espécie de dendrobium que se pretende adquirir antes de iniciar o cultivo, pois muitos têm uma fase de crescimento e um período de repouso ao longo do ano, e as suas necessidades de agua e temperatura devem respeitar essas fases. Existem Dendrobiuns de flores que podem durar um dia ou muitas semanas. Devido a grande variedade de Dendrobiuns existente, é indicado um cultivo diferenciado para cada tipo Veja os principais:


1-O primeiro é de plantas com folhas decíduas ao longo dos pseudobulbos, que podem chegar a mais de um metro dependendo da espécie, e que geralmente caem durante o inverno e devem ser cultivados em temperatura de intermediaria a quente durante as estações primavera e verão, caindo no outono e frio no inverno com uma boa diferença térmica do dia para a noite para estimular a floração. emitem de uma a cinco flores em cada nó ao longo da cana  formando um cetro de flores!
  Durante a primavera e verão a rega e adubação precisa ser frequente para que brotem com vigor, e chegando o inverno  a rega e adubação é interrompido para que a floração aconteça. Por outras palavras, esquecer que eles existem depois que começa o inverno até ver os botões de flor!!
 Algumas das plantas desse grupo:
Den. chrysanthum, Den. nobile, Den. wardianum, Den. friedericksianum, entre outras.




Dendrobium nobile


dendrobium chrysanthum



dendrobium wardianum

Dendrobium friedericksianum


2-O segundo grupo é de espécies que vegetam em locais quentes o ano todo como no grupo 1, com exceção do inverno noites de 12ºC e dias mais secos quando a rega passa a ser leve apenas para não desidratar muito os pseudobulbos. As espécies caducas, antes de emitir botões como o dendrobium pierardii nem precisa serem regadas no inverno. Quando emitem os botões volta a rega normal.  Após a floração começa uma nova brotação. Algumas das plantas desse grupo:
 Den. anosmum (superbum), Den. crassinode, Den. falconeri, Den. fimbriatum, Den. findlayanum, Den. heterocarpum (aureum), Den. loddigesii, Den. moniliforme, Den. parishii, Den. primulinus e Den. transparens, Den. moschatum entre outras.




Dendrobium pierardii

Dendrobium anosmum
Dendrobium Loddigesii


3-O terceiro grupo denominado formosae são os Dendrobiuns que vegetam em habitats de alta altitude. Os pseudobolbos são em forma de cana com folhas ao longo do pseudobulbo, emitindo as flores nos ultimos nos. São flores duradouras, geralmente brancas, com até 10 cm, duas ou três saindo dos nós superiores do pseudobolbo. Para cultivar é necessário ter temperaturas intermédias a frescas o ano inteiro com noites de 10ºC a 15 ºC e dias bem iluminados com temperaturas  de 30ºC. adubar e regar constantemente durante a fase de crescimento, depois deixar a planta fazer um ligeiro repouso sem regas, no máximo borrifar as folhas no fim de tarde(mantê-las mais secas no substrato) quando o crescimento tiver terminado. Durante a floração manter minimamente húmidas e até que o crescimento seja retomado..Algumas plantas desse grupo:
Den. bellatulum, Den. dearii, Den. draconis, Den. formosum, Den. infundibulum, Den. lowii, Den. lyonii, Den. margaritaceum, Den. sanderae, Den. schuetzii, entre outras.



Dendrobium sanderae




Dendrobium formosum



Dendrobium draconis



4-O quarto grupo denominado Callista é de plantas com folhas resistentes ou persistentes e a forma de cultivo é semelhante ao primeiro grupo. No verão a temperatura média entre 15ºc e 35ºc e sombreamento de 50% ou menos a medida que se adapta ao local de cultivo, pois mudanças bruscas causam queimaduras nas folhas. A rega deve esperar secar para molhar de novo e adubação semanal para um bom desenvolvimento. No outono diminui-se gradativamente e no inverno temperaturas de 10ºc estimulam a floração. As regas apenas para não desidratar os pseudobulbos. Algumas plantas desse grupo:
Den. aggregatum, Den. chrysotoxum, Den. densiflorum, Den. farmerii e Den. thyrsiflorum, entre outras.  




Dendrobium densiflorum

dendrobium thyrsiflorum

Dendrobium farmeri



5-O quinto grupo  denominado spatulata é de folhas persistentes por vários anos e possuem pseudobulbos grandes e vigorosos, com folhas ao longo do pseudobulbo, emitindo flores no verão ou em mais de uma vez no ano do tipo antílope em cachos saindo do ápice do pseudobulbo. As espécies preferem calor o ano inteiro. Apresentam algumas particularidades sobre o período de descanso, que para alguns colecionadores de dendrobium é inexistente e para outros é em torno de apenas 2 semanas. Algumas plantas desse grupo:
 Den. antennatum, Den. canaliculatum, Den. discolor, Den. gouldii, Den. johannis, Den. lineale (veratrifolium), Den. stratiotes, Den. strebloceras , Den. taurinum, entre outras.



Dendrobium taurinum




Dendrobium discolor



6-O sexto grupo tambem denominado latouria tem as folhas grandes e coriáceas  no ápice do pseudobulbo com inflorescencias eretas e flores geralmente de um amarelo esverdeado. Também preferem calor o ano inteiro igual ao quinto grupo, mas devem ser mantidos mais secos e frescos durante o repouso invernal.Algumas espécies desse grupo:
 Den. macrophyllum,  Den. spectabile, Den. forbesii, Den. finisterrae, Den. atroviolaceum , Den. alexandrae, Den. polysema, entre outras.







Dendrobium spectabile

Dendrobium atroviolaceum
7-O sétimo grupo também denominado Phalaenanthe tem pseudobulbos altos e finos com folhas perenes por vários anos e flores saindo do ápice do pseudobulbo em hastes que aparecem geralmente mais cedo, no outono ou as vezes duas vezes por ano e foram muito usadas em cruzamentos dando origem a muitos híbridos que como o "olho de boneca" é encontrado em todo o Brasil produzido em larga escala, pois tem forte apelo comercial pela duração e quantidade de flores alem da gama de cores e é mais conhecidos como denphal. As plantas desse grupo podem perder as folhas se expostas a condições de luz e calor intenso. Cultivo: as temperaturas devem ser quentes o ano inteiro, com noites frescas. Regar e adubar abundantemente quando aparecem raízes nos brotos novos; luz 50% reduzir a água e o adubo quando o crescimento termina. Para estimular a floração é necessário um período breve de repouso com temperaturas mais baixas e uma redução das regas.  Algumas plantas desse grupo:
 Den. affine, Den. bigiggum , Den. dicuphum e Den. williamsianum, entre outras.


 Dendrobium williamsianum


Dendrobium affine

Devido a abrangência de grupos a grande família dendrobium sempre é objeto de estudo e muitas espécies acabam com o tempo sendo renomeadas e formando outros grupos. Em virtude do tamanho do genero e a dificuldade de pesquisa a taxonomia correta das espécies pode ser alterada, mas muitos orquidófilos não ligam para essas mudanças e mantém os mesmo nomes.
Em geral cultivar dendrobium no Brasil é fácil salvo algumas espécies que preferem climas mais frios, que acaba dificultando a adaptação, e para quem resolve colecionar dendrobiuns, conhecer o habitat e as necessidades de cultivo, é regra!
 Outra atenção tem que ser dada ao substrato usado para se cultivar dendrobiuns pois na grande maioria são plantas de raizes finas, mais frágeis e suscetiveis a quebras e apodrecimento. Quando cultivadas em vaso plástico preferem substratos de maior tamanho de secagem rápida, como cascas grossas de madeira, pedra e carvão vegetal, misturado a material orgânico como o bokashi, húmus esterilizado, areia, entre outros. No caso de cultivo em vaso de barro pode ser acrescentado musgo sfagno ou chips de coco.  Nunca faça o replantio durante o período de repouso, isso pode ocasionar a morte da planta. Normalmente o replante é feito na primavera quando as raizes começam a crescer.No replantio é fundamental que a planta fique firme no vaso. Evite deixas as folhas muito molhadas na rega pois podem aparecer manchas fungicas e doenças bacterianas. Muito cuidado também com caracóis e lesmas que adoram suas finas raizes, utilize metarex que é biodegradavel. Adubação deve ser constante na época de crescimento para que os dendrobiuns possam acumular bastante energia para a floração e o período de dormência.


   MAIS FOTOS DE DENDROBIUNS : de encher os olhos!!
Dendrobium victoria reginae
Dendrobium agregatum




dendrobium secundum

Dendrobium findlayanum
Dendrobium jenkinsii
Dendrobium miyakei
Dendrobium unicum